capítulo 14

O dia acabara por amanhecer por completo, Esme havia tido pesados a noite inteira e apesar do estado que se encontrava agora, ver a luz do sol era um alívio reconfortante para sua alma.

A entrada da cidade estava mais perto, e ela já estava preparada para o que já acontecer, as probabilidades era muitos, desde de açoites com tomates, gritos contra sua existência, ela esperava de tudo.

Ao verem a chegada do comandante os soldados da entrada se colocaram a postos e o cumprimentaram.

— Escutem vão mais rápido ao Imperador e diga que chegamos e trouxemos a caça que ele desejava.

Eles retiram Esme da carroça e a deixam de pé novamente:

— Ei, agora você não pode fazer corpo mole, tem que se manter de pé.

— Vamos entrar pela segunda por senhor,fazendo uma pequena escolta pelas escadas que levam até o castelo?

— Não, vamos pela rua principal, já vai ser anunciado que chegamos, então apenas façam deu trabalho.

Os soldados iam de um lado pra o outro,se infilerando e sendo colocados em seus postos.

Uma criminosa estava por entrar na cidade.

Um dos soldados que estavam com o comandante cochicha:

— Por que vamos entrar pela rua principal, é mesmo necessário?? somente criminosos de altos crimes então por aqui, para que seja anunciado a relevância do crime, não estou certo?

— Isso mesmo — Esme finalmente levanta seu rosto e se dispõe a abrir a boca — Agora me diga pequeno, a traição as leis e ao Imperador , não é um crime de grande relevância?

— Em seus postos — As trombetas começam a suar, e os portões se abrem. Cada passo para Esme nesse momento parece una eternidade, eles ultrapassar ultrapassam os portões, e as cabeças e olhos se viram para aquela moça de cabelos pretos e longos. Ao invés de gritos, tomates em seu rosto, Esme recebeu um insólito silêncio.

Os cochichos se fazem, e os olhos em sua mão e rosto desfalecido da jovem, podia se ouvir entre os moças de sua idade e homens mais velhos "Quem é ela?" "O que fez essa...?" "Ela não é a..."

As notícias se espalharam tão rápido, antes mesmo de chegarem ao castelo.

As lembranças voltavam a atormentar a alma da menina novamente: "Os sapatos molhados, os senhores da padaria correndo atrás dela, as brincadeiras pelos becos escuros, com crianças da época — Você tem que sempre seguir em frente querida, se alguém quiser mudar o compasso de onde é pra onde você quer ir, não permita de forma alguma, ninguém deve manipular seus passos"

— Desculpe vovô, eu não consigo mais ir em frente.

— Disse algo? — o soldado de olhos claros pergunta.

Ela não diz nada, apenas balança a cabeça.

as lágrimas voltam a rolar como uma cachoeira, ainda faltava metade do caminho, mais já podia avistar o castelo de onde estavam, e mais lembranças, a tortura se instalava a cada centímetro do corpo de Esme, ela estava preste a encarar aqueles que a exploraram, e isso podia ser a pior coisa que iria acontecer dentro de instantes.

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