Capítulo 4

O dia volta amanhecer, Donadeth acordou cedo para fazer o café da manhã, os aromas de pão e café se misturam no ar, fazendo uma leve fumaça.

 — Está pronto meninos! — Donadeth prezava pela boa alimentação dos filhos, ela acreditava que uma boa alimentação complementava uma boa saúde — Vou visitar uma velha amiga hoje, vem comigo Mike?

 Não houve nenhuma resposta, ela olha pela janela e ver que os dois não escutaram, pois, estavam no curral, então resolve ir até eles. Mike estava animado.

— Jack deixe eu ir com você, prometo que não vou dar trabalho, vou ficar bem quietinho de boca fechada. Mãe diga-lhe para me deixar ir, por favor.

 Jack suspira e lembra do que Mike lhe disse noite passada, então relembra o irmão — Não Mike, vou resolver sozinho, não se esqueça que precisa fazer companhia a mãe, não pode deixá-la sozinha. Além do mais, não posso te envolver nos trabalhos que faço.

 — Então você vai fazer-me companhia Mike... — Donadeth coloca as mãos sobre os ombros de Mike — Escute, vou visitar uma velha amiga seria bom ter alguém para me escoltar.— O garoto não estava satisfeito, mais pensou consigo mesmo que Jack estava certo, então olhou para mãe e assentiu — Vá tomar o seu café da manhã, que partiremos assim que estiver tudo pronto — Mike se despede de Jack e faz o que lhe é pedido.

 — E você Jack, quando terminar de selar o cavalo, não sai sem comer, entendeu? E não se meta em confusão com esses homens com quem trabalha, se perceber que é uma má ideia, volte correndo para mim. Procuramos outra solução para nossos problemas.

 Jack solta um sorriso tímido e segura as mãos de Donadeth — Não se preocupe mãe, estou no controle da situação confie em mim. Vou pagar todas as nossas dívidas.

  — Eu confio em ti meu filho, mas antes de dívidas pagas, quero meu filho vivo. — O rosto dela inspirava preocupação, as linhas de impressão abaixo de seus olhos e entre sobrancelhas mostravam as noites em que ela passará em claro,pedindo que seu filho voltasse para casa, sem nenhum arranhão.

    — Claro mãe, voltarei para a senhora.

...****************...

   Quando Jack partiu, sua mãe já havia saído para visitar a sua amiga. Enquanto andava lentamente com o seu cavalo, lembrava das marcas de impressão no rosto da sua mãe, e recordou o que o seu irmão havia dito na noite anterior:

 "" O que houve Mike? Esta olhando tanto para mim, estou com algo no rosto?.

— Não, é que... — Mike fica pensativo — É a mamãe, estou preocupado com ela...— Jack olha fixamente para Mike enquanto ele continua a falar — Eu percebo o quanto ela não aguenta mais isso, mas suporta calada e se faz de forte, porém vejo o quanto ela está sofrendo. — Ele olha para Jack e diz seriamente — Mamãe precisa de cuidado, preciso que me ajude a cuidar dela...""

  Um barulho de pássaros ecoa entre as árvores, o que faz Jack voltar seus pensamentos para a estrada e perceber que estava perto da cidade. "Cheguei cedo" pensou ele, então resolveu ir à casa dos temperos comprar algumas coisas para sua mãe, já que seu compromisso era perto do meio-dia. Enquanto escolhe os temperos, uma breve cena passa pelos seus olhos: Aquela mulher caindo em cima dele, balança a cabeça para a tal cena desaparecer e fala consigo mesmo:

 — Devo estar enlouquecendo, como posso lembrar daquela mulher? Espero que ela fique bem longe dos meus caminhos.

Uma voz o chama no fim da loja:

— Posso ajudar meu senhor ? — A voz era de um senhor gordo, de olhos cinzas e barbudo, que vinha em direção a Jack com um belo sorriso — hm.. Ah sim, eu quero alguns frascos de páprica e cravos, o senhor tem ?

— Sim sim, venha estão ali atrás do balcão. Quantos frascos?

— Dois. Dois de cada.

— O senhor não parece ser daqui, está de passagem ou é novo morador dessa velha cidade? — A curiosidade daquele velho senhor incomodou a Jack mais respondeu educadamente:

 — Não, não sou daqui, moro fora desses muros, senhor. Bem longe daqui.

— Bem, você é sortudo, morar aqui seria um inferno, as taxas a serem pagas, a nobreza só aumenta, vou acabar falindo se continuar assim. Pronto aqui estão,são três moedas.

Jack entrega as moedas, e segue para seu compromisso no centro da cidade. Chegando lá, avista de longe, quem ele chamava companheiros de negócios.

— Até que fim você chegou, já era tempo. O que foi se perdeu pastorzinho? Ou não conseguiu nos ver?

— Impossível não conseguir ver dois elefantes no meio de um monte de gente, coisas grandes sempre se destacam.

— Olha como fala pastorzinho. Eu posso acabar com você rapidinho. — Dedos estralando.

— Você pode tentar — Jack não era o tipo que se intimidava por maior que fosse a pessoa do que ele.

— Já chega. Vamos parar de brincadeira e partir pra verdadeira diversão, você já sabe o que fazer Jack, não falhe . — Bruce. Supostamente o líder do grupo, se ele mandasse todos calavam e obedeciam.

— Sim senhor. É só entrar lá não é mesmo? Colocar o dinheiro nos sacos e jogar para Toty e Clyde.

— Isso mesmo . Agora vão antes que os guardas comecem a andar pelas ruas.

A simples jornada do rapaz era nada mais nada menos que escalar uma parede, pular um muro e pegar o dinheiro. O que para muitos é roubo Jack chamava de sobrevivência. Mas dessa vez ele estava se metendo em algo mais perigoso, algo que se fosse pego não sairia impune.

— Você tem mesmo coragem, garoto. Invadir a casa de um Duque não é pra qualquer um.

— Concordo, agora fique quieto e me dê impulso. — Jack não brincava em serviço.

Então ele sobe a parede e passa para dentro da casa do Duque, silenciosamente passa pela janela e vai direito para o quarto, a casa parecia vazia, o que facilitaria o seu trabalho, porém quando ele abre a porta dá de cara com uma criança dormindo na cama.

Ele toma um susto, e suspira de alívio quando percebe que a criança dorme, e continua seu trabalho. Ele relembra o que Bruce havia dito: " A fortuna dele fica debaixo da cômoda ao lado da janela, tome o máximo de cuidado para não ouvirem você arrastando o móvel". Então faz como orientado, o único problema seria aquela criança, se acordasse seus planos iam por água a baixo e sou cabeça rolaria.

Enquanto pensa numa forma de executar o plano sem danos, passos se aproximam do corredor e a porta se abre.

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Comments

Hanan Jkhan

Hanan Jkhan

Totalmente surpreendente! 😲

2024-10-14

2

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