Os dias se passaram como se estivessem numa eternidade, Esme estava ocupada nos campos correndo pra lá e para cá em seu cavalo, e ajudando animais que se machucaram, ela havia resolvido que não iria voltar a cidade tão cedo.
"Como será que estão eles?"— ela pensava em Mike e Donadeth — "Espero que Jack cuide bem deles e não os meta em nenhuma confusão"
Era mais um fim de tarde, o sol ainda bem aparente e Esme resolve voltar para casa. " Queria aquele cozido de galinha, que Astrit sabe fazer como ninguém, será que ela já tá preparando o jantar..."
Esme abre a porta é chama por Astrit que parece que estar na cozinha, então ela resolve ir até lá já que ela não respondeu nada. Astrit estava encostada de frente para ela.
— Astrit, está tud..— Ela percebe que não estão sozinhas, e quando olha ao redor há três homens, vestidos com armaduras e nas suas roupas havia a bandeira do reino.— O quê há aqui? — Ela tenta não mostrar nervosismo, Astrit se encolhe em si, e manter os braços entrelaçados e olhos baixos.
— É ela? — O homem de voz rouca direciona e pergunta para Astrit, e ela acena com a cabeça — Segurem ela. — Esme tenta se esquivar mais já é tarde, ela não percebera que os outros dois tinham barrado a sua única saída.
Eles seguram-na, e ela grita para soltaram, se contorce para tentar se soltar das duas mãos. Ela olha para Astrit, com lágrimas nos olhos.
— Astrit, o q... o que significa isso??
O soldado vem até elauma tapaam tapa no rosto, levanta o seu rosto pelo queixo e olha nos fundos dos olhos lacrimejados dela — É melhor colaborar, você sabe que é culpada, fique quieta se não quer acabar morrendo antes de chegarmos ao castelo. Levem ela! E certifique-se que esteja bem amarrada.
Ele entrega três sacos de moedas para Astrit —certifique-se de ir para bem longe daqui, se não também terá problemas. Enquanto ele falava com ela, Esme desconsolada olhava pela brecha entre os soldados, as lágrimas escorriam nos olhos.
— Aí, não apertem demais por favor, estão me machucando.
— Não devia reclamar de uma corda apertada nos pulsos, se é que pode ter uma daqui a algumas horas em seu pescoço.
O Soldado finalmente sai da casa, e dar a ordem para partirem.
— Está bem acomodada senhorita, bem não se preocupe só irá andar por algumas horas até chegamos no castelo. Só é três vezes mais que a cidade mais próxima, tenho certeza que aguenta, seu corpo já deve ser bem resistente por correr tanto dos meus soldados.
— Por que vou ao castelo? Por que não me levan direto para forca?
— Você vai descobrir quando chegar lá. Não seja ansiosa. Vamos logo, a temporada de chuva está forte, temos que chegar pelo menos na segunda cidade no caminho daqui.
Os soldados montam em seus cavalos, enquanto Esme amarrada sua mãos é puxada por dois deles, ela estava perplexa a tamanha covardia, a falsidade de Astrit a destruía por dentro.
—Você é o comandante , Thrasys das tropas imperiais.—Sua voz estava tão baixo, o choque aparentemente a deixava cada vez mais sombria no olhar.
—Isso mesmo, você é Esme a grande enfermeira do sul, ladra de Egdormia, a órfã que todos diziam que não iria sobreviver às maldades do Imperador Arios. Não fique assim pequena, não é como se não estivesse acostumada com isso. As pessoas não são confiáveis e você melhor que ninguém sabe disso, preferem riquezas e continuar vivos nas suas imundices, do que manter a lealdade.
Ela abaixa mais a cabeça, olhando para os pés, não conseguia dizer mais nenhuma palavra apenas chorar.
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Atualizado até capítulo 28
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