— Essa foi por pouco... você quase foi pego.— Jack olha furiosamente para Clyde:
— Não companheiro, ou eu fui pego ou não fui. Pra mim não existem meios termos.—
— Perdoe-me pastorzinho, não quis ofende-lo. Tem certeza que não foi visto?..
— Claro que não. E se fosse, iriam junto comigo, como uma punição por falta de informações certas.
— Não é nossa culpa, tínhamos certeza que não havia ninguém.
—Não é o que parece.
— Deixem de papo furado, e continue o serviço, ainda precisamos contar tudo isso. Toty está esperando com a carroça no final do beco. — Bruce era sempre quem comandava e os outros os famosos paus mandados.
— Sim senhor, vamos pastorzinho.
Os dois carregam os sacos, para a carroça como foi mandado e pegam o destino de seu esconderijo que se localizava perto da saída da cidade. Uma velha caverna coberta por cipós,ninguém desconfiara que havia um quadrilha ali, cheia de tesouros, moedas e joias roubadas.
— ...quinhentas e uma, quintas e duas ... setecentas moedas! — Toty soltou um grito de felicidade — Fora as joias que você pegou Jack. Você fez um bom trabalho. — Ele continuou a pular e bater os pés de felicidade, apesar de ser um homem grande era muito bolo. Bruce já se preparava pra dar a palavra final.
— Certo, vamos dividir o dinheiro, cinco por cento pra Toty e Clyde, dez por cento para Jack e o resto pra mim— Os três fazem caretas.
— Como assim só cinco por cento para mim e para Clyder.E Jack e vocês ficam com a parte maior, esta sendo injusto senhor. — Bruce solta uma risada:
— Meu amigo, meu amigo ouça, Jack faz o trabalho arriscado e eu sou a mente da operação, devemos ganhar mais por isso, não é nada injusto, mais já que você acha isso podemos resolver do jeito fácil — Bruce saca um canivete e encosta no pescoço de Toty, a tensão no ar é palpável. O pobre Toty engole seco.
— Não, senhor deixe assim mesmo, eu estou satisfeito.— Ele retira o canivete, e Toty volta a respirar normalmente.
— Bem, já que terminamos por aqui, já podem ir embora. Já anoiteceu e parece que o céu vai desabar.
Jack pega sua parte do dinheiro e volta para a cidade para ir para a hospedaria que deixou seu cavalo mais cedo.
No céu já não se via estrelas, só uma densa sombra escura. Ao entrar na cidade tudo parecia tão quieto. Jack sobe e desce a viela, então avista de longe a hospedaria que procurava, na qual tinha deixado seu cavalo.
Quando de repente: um soco, uma facada, Jack é atingido e fica desnorteado — Não deixe que ele levante!! — chutes acertam seu estômago, o gosto de sangue sobe para boca. Dois rostos desfigurados continuam a bater nele naquela escuridão, procuram o dinheiro em seus bolsos e somem entre os becos.
Enquanto ver aquelas duas figuras sumirem, Jack só se lembra de sua mãe "voltarei pra você mãe", ele precisava voltar para casa, com dificuldade se levanta, e tenta pensar numa solução. Ele não podia morrer ali daquele jeito, e também não poderia pedir ajuda a ninguém. Ninguém o ajudaria.
A chuva começa a cair, e com dificuldade ele rasteja até a parede, para se apoiar, seu cavalo estava ali perto. Só precisava ir até ele, montar-se é voltar para casa.
Mas como faria isso naquele estado?
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Atualizado até capítulo 28
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