Após libertar os espíritos da cidade subterrânea, Lucas e Mariana receberam uma mensagem urgente de um velho amigo, Pedro, que trabalhava como capitão de um navio. Ele relatou estranhos desaparecimentos e avistamentos de fantasmas em uma ilha remota conhecida como Ilha Fantasma, localizada no meio do Oceano Atlântico. Relatos de navios desaparecidos e luzes misteriosas atraíram a atenção de Pedro, que decidiu pedir ajuda a Lucas e Mariana para investigar.
"Isso parece algo grande," disse Lucas, enquanto lia a mensagem. "Uma ilha remota e desaparecimentos misteriosos. Temos que ir."
Mariana concordou. "Definitivamente. Vamos ajudar Pedro e descobrir o que está acontecendo lá."
Preparados para a jornada, Lucas e Mariana embarcaram no navio de Pedro, o "Aurora". Durante a viagem, Pedro explicou mais sobre a Ilha Fantasma. "Essa ilha apareceu nos mapas há algumas décadas, mas ninguém sabe realmente de onde veio. Os poucos que tentaram explorá-la desapareceram, e os relatos de fantasmas são frequentes."
"Qual é o plano?" perguntou Lucas, observando o horizonte vasto e azul.
"Vamos atracar na ilha e explorar a área. Preciso que vocês usem suas habilidades para descobrir a causa desses fenômenos," disse Pedro, sua expressão séria.
Após dias navegando pelo oceano, o "Aurora" finalmente avistou a Ilha Fantasma. Envolta em uma neblina densa, a ilha parecia saída de um conto de fadas sombrio, com penhascos íngremes e vegetação selvagem. Lucas e Mariana desceram do navio com Pedro, equipados com lanternas, câmeras e equipamentos de medição de EMF.
"Vamos começar pela praia," disse Lucas, observando as pegadas que desapareciam na areia molhada. "Talvez encontremos alguma pista por aqui."
À medida que avançavam pela ilha, perceberam que o lugar estava estranhamente silencioso. Nem pássaros, nem insetos. Apenas o som distante das ondas quebrando nas rochas. As leituras de EMF de Mariana começaram a subir rapidamente. "Definitivamente, há atividade paranormal aqui," disse ela, anotando os dados.
De repente, uma figura espectral apareceu à beira da floresta, uma mulher com vestes antigas e uma expressão de tristeza profunda. "Ajudem-nos," sussurrou ela, antes de desaparecer na neblina.
Lucas e Mariana trocaram olhares preocupados. "Vamos segui-la," disse Lucas, caminhando em direção à floresta.
Dentro da floresta, encontraram ruínas antigas de uma vila abandonada. As casas de madeira estavam em ruínas, cobertas por vegetação. No centro da vila, havia um poço antigo, cercado por pedras desgastadas pelo tempo. "Este lugar parece ter sido abandonado há muito tempo," disse Pedro, examinando as ruínas.
Mariana aproximou-se do poço, sentindo uma energia forte emanando dele. "Acho que este poço é um ponto focal," disse ela. "Vamos ver o que conseguimos descobrir."
Lucas começou a chamar qualquer espírito presente. "Estamos aqui para ajudar. Se houver alguém que precise de ajuda, manifeste-se."
Uma figura espectral emergiu do poço, um homem com roupas de marinheiro e uma expressão de desespero. "Eu sou Capitão Henrique," disse ele, sua voz tremendo de angústia. "Meu navio naufragou aqui há muitos anos. Estamos presos nesta ilha desde então, sem descanso."
Pedro deu um passo à frente, reconhecendo a história. "Meu avô contava histórias sobre o naufrágio do navio do Capitão Henrique. Era considerado uma lenda."
Henrique assentiu. "Não é uma lenda. Estamos realmente presos aqui. Nossa única esperança é quebrar a maldição que nos mantém ligados a esta ilha."
Lucas olhou para Henrique com determinação. "Como podemos quebrar essa maldição?"
Henrique explicou que a maldição estava vinculada a um artefato antigo, um amuleto de ouro, que ele tinha tentado proteger antes de seu navio naufragar. O amuleto estava enterrado em algum lugar da ilha, e eles precisavam encontrá-lo e destruí-lo para libertar os espíritos.
"Vamos começar a procurar," disse Mariana, determinada. "Onde devemos procurar primeiro?"
Henrique apontou para as montanhas ao norte da ilha. "O amuleto foi enterrado em uma caverna nas montanhas. É um lugar perigoso, mas é nossa única esperança."
Guiados pelas instruções de Henrique, Lucas, Mariana e Pedro seguiram em direção às montanhas. A caminhada foi exaustiva, com o terreno íngreme e traiçoeiro, mas finalmente chegaram à entrada de uma caverna oculta entre as rochas.
"Este deve ser o lugar," disse Lucas, observando a entrada escura e ameaçadora. "Vamos em frente."
Dentro da caverna, a escuridão era total, quebrada apenas pelas lanternas que traziam. À medida que avançavam, o ar ficava mais frio e pesado, e a sensação de opressão aumentava. Mariana verificou suas leituras de EMF, que estavam no máximo. "Estamos perto," disse ela.
Finalmente, chegaram a uma câmara maior dentro da caverna, onde encontraram um pedestal de pedra. Sobre o pedestal, descansava um amuleto de ouro, brilhando com uma luz sinistra. "Este é o amuleto," disse Pedro, aproximando-se cautelosamente.
De repente, uma figura sombria emergiu da escuridão, tentando impedir que eles pegassem o amuleto. "Vocês não podem destruí-lo!" gritou a figura, avançando sobre eles.
Lucas segurou o amuleto com firmeza, enquanto Mariana recitava palavras de um ritual de purificação que tinham aprendido. A figura sombria lutou ferozmente, mas com a determinação de Lucas e Mariana, conseguiram completar o ritual. Uma luz intensa emanou do amuleto, banindo a figura sombria e enchendo a caverna com uma luz purificadora.
Os espíritos dos marinheiros começaram a aparecer ao redor, suas expressões agora de alívio e gratidão. "Obrigado," disse Henrique, sua figura brilhando com uma luz suave. "Estamos finalmente livres."
Lucas e Mariana sentiram uma onda de alívio e satisfação. "Foi um privilégio ajudar," disse Lucas, observando os espíritos desaparecerem.
De volta ao "Aurora", Pedro estava emocionado com a libertação dos espíritos. "Vocês fizeram algo incrível," disse ele, apertando as mãos de Lucas e Mariana. "Este lugar pode finalmente descansar em paz."
Lucas sorriu, apertando a mão de Pedro. "Foi uma honra ajudar. Cuidem-se e continuem protegendo este lugar."
Mariana deu um abraço em Pedro, sentindo uma profunda conexão com ele. "Nunca esqueceremos o que fizemos aqui. Se precisarem de nós novamente, estaremos por perto."
Com a missão cumprida, Lucas e Mariana deixaram a Ilha Fantasma, prontos para enfrentar novas jornadas. Sabiam que sempre haveriam mistérios para resolver e espíritos para ajudar, e estavam mais determinados do que nunca a continuar sua jornada.
Enquanto o sol se punha sobre o oceano, iluminando o caminho à frente, Lucas e Mariana seguiram sua busca incessante pela verdade, enfrentando as sombras e trazendo luz onde houvesse escuridão. A missão continuava, e eles estavam preparados para qualquer desafio que viesse em seu caminho.
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Atualizado até capítulo 41
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