Depois de deixar a Mansão dos Lamentos, Lucas e Mariana viajaram para uma região remota nas montanhas, atraídos por relatos de fenômenos inexplicáveis em torno de um lago isolado conhecido como Lago Esmeralda. Diziam que o lago tinha uma beleza cativante, mas também uma história sombria, marcada por desaparecimentos e aparições estranhas.
Ao chegar ao vilarejo próximo ao lago, Lucas e Mariana perceberam que os moradores eram reservados e cautelosos com estranhos. A atmosfera era tensa, e os rostos das pessoas mostravam sinais de preocupação e medo. Eles encontraram uma pequena pousada onde foram recebidos pela proprietária, Dona Celeste, uma mulher idosa e gentil, mas com uma expressão marcada pela tristeza.
"Vocês são os investigadores de fenômenos paranormais?" perguntou Dona Celeste enquanto os conduzia para seus quartos.
"Sim, somos," respondeu Lucas. "Ouvimos falar sobre os eventos no Lago Esmeralda e viemos para ajudar."
Dona Celeste suspirou, parecendo aliviada. "É bom saber que alguém está disposto a enfrentar o que está acontecendo. Há muitos anos, meu neto desapareceu no lago. Desde então, coisas estranhas têm acontecido."
Mariana colocou uma mão reconfortante no ombro da mulher. "Lamentamos por sua perda. Faremos tudo o que pudermos para descobrir o que está acontecendo."
Na manhã seguinte, Lucas e Mariana dirigiram-se ao Lago Esmeralda, seguindo as instruções de Dona Celeste. O lago era de uma beleza estonteante, com águas cristalinas e esmeraldinas que refletiam a luz do sol, cercado por uma floresta densa. Mas, apesar da beleza, havia uma sensação de inquietação no ar.
"Há algo errado aqui," disse Lucas, enquanto observava a água. "Podemos sentir a energia do lugar. Não é natural."
Mariana concordou, preparando seus equipamentos de medição. "Vamos explorar a área e ver o que encontramos."
Caminharam ao redor do lago, investigando cada detalhe. Mariana usava o medidor de EMF, que logo começou a registrar leituras anômalas. "Definitivamente há uma presença aqui," disse ela. "Algo está causando essas leituras."
Enquanto continuavam sua exploração, encontraram uma caverna parcialmente escondida pela vegetação. "Devemos investigar," sugeriu Lucas, pegando sua lanterna. "Pode haver algo dentro dessa caverna que explique os fenômenos."
Entraram na caverna, encontrando-se em um túnel estreito que parecia se estender por muitos metros. As paredes estavam cobertas de musgo, e o ar era úmido e frio. À medida que avançavam, a sensação de opressão aumentava, e os medidores de Mariana registravam picos cada vez mais altos.
Finalmente, chegaram a uma câmara maior, onde encontraram um altar antigo, coberto de símbolos desconhecidos. No centro do altar, havia uma joia esmeralda incrustada em uma base de pedra. Lucas se aproximou, sentindo uma forte atração pela joia.
"Essa joia deve ser o foco da energia," disse ele, examinando o altar. "Precisamos descobrir mais sobre ela."
Enquanto Lucas investigava, Mariana tirava fotos e fazia anotações. De repente, um vento frio atravessou a caverna, e uma voz suave mas inquietante ecoou nas paredes.
"Por que vocês vieram aqui? Este é um lugar sagrado."
Lucas virou-se rapidamente, deparando-se com a figura espectral de uma mulher jovem, vestida com roupas antigas. "Quem é você?" perguntou ele, tentando manter a calma.
"Eu sou Isabel, a guardiã do Lago Esmeralda," respondeu a figura, flutuando graciosamente na câmara. "Há séculos, este lugar foi consagrado para proteger a joia, que é uma fonte de grande poder. Mas alguém quebrou os selos e liberou a energia, causando os fenômenos estranhos."
Mariana aproximou-se, fascinada. "Como podemos reparar os selos e restaurar a paz ao lago?"
Isabel olhou para eles com um semblante sério. "Para restaurar os selos, vocês devem realizar um ritual de purificação. Precisarão da joia, água do lago e uma oferenda de sangue puro. O ritual deve ser realizado ao nascer do sol, no altar à beira do lago."
Lucas e Mariana assentiram, prontos para a tarefa. "Vamos nos preparar," disse Lucas. "Isabel, você pode nos guiar durante o ritual?"
A figura espectral concordou, desaparecendo em um véu de névoa. Lucas pegou a joia do altar, sentindo a energia pulsar em suas mãos. "Temos pouco tempo. Vamos voltar para a pousada e nos preparar para o ritual."
Naquela noite, Lucas e Mariana discutiram o plano com Dona Celeste, explicando o que tinham descoberto e o que precisavam fazer. "Precisamos de alguém com sangue puro para a oferenda," disse Lucas, hesitante.
Dona Celeste olhou para eles, determinada. "Eu serei a oferenda. Meu sangue é puro, e estou disposta a fazer o sacrifício para proteger minha família e meu lar."
Lucas e Mariana se entreolharam, respeitando a coragem de Dona Celeste. "Muito obrigado," disse Lucas. "Vamos garantir que isso funcione."
Antes do amanhecer, eles se dirigiram ao lago, levando a joia, água do lago em uma tigela e uma faca cerimonial. Isabel apareceu novamente, guiando-os para o local exato onde o ritual deveria ser realizado. A atmosfera era pesada, e a tensão era palpável.
Lucas colocou a joia no centro do altar improvisado, e Mariana começou a recitar as palavras do ritual, ensinadas por Isabel. A joia começou a brilhar com uma luz intensa, e as águas do lago pareceram vibrar em resposta.
Dona Celeste, com a mão trêmula, fez um pequeno corte na palma da mão, deixando seu sangue pingar na tigela com água do lago. A mistura começou a brilhar, e Lucas derramou a água sagrada sobre a joia, completando o ritual.
Um raio de luz emanou da joia, iluminando o céu e banhando o lago em uma luz purificadora. A energia opressiva dissipou-se, substituída por uma sensação de paz e tranquilidade. Isabel apareceu novamente, sorrindo para eles.
"Vocês conseguiram," disse ela, sua voz suave e grata. "Os selos foram restaurados, e o poder da joia está contido novamente. O Lago Esmeralda está em paz."
Lucas e Mariana agradeceram a Isabel por sua orientação, e a figura espectral desapareceu lentamente, deixando apenas a sensação de gratidão e serenidade no ar.
Nos dias seguintes, a notícia da restauração do Lago Esmeralda espalhou-se pelo vilarejo. Os moradores começaram a retomar suas vidas normais, agora livres do medo. Dona Celeste, apesar de seu sacrifício, parecia mais forte e determinada do que nunca.
Lucas e Mariana passaram algum tempo documentando os eventos e garantindo que a história do lago e de Isabel fosse preservada. A joia foi devolvida ao altar na caverna, agora selada e protegida para evitar futuros desequilíbrios.
Antes de partir, Lucas e Mariana foram até Dona Celeste para se despedir. "Vocês fizeram um grande bem aqui," disse ela, com lágrimas nos olhos. "Obrigado por tudo."
Lucas sorriu, apertando a mão de Dona Celeste. "Foi um privilégio ajudar. Cuidem-se, e continuem protegendo este lugar."
Mariana deu um abraço em Dona Celeste, sentindo uma profunda conexão com ela. "Nunca esqueceremos o que fizemos aqui. Se precisarem de nós novamente, estaremos por perto."
Com a missão cumprida, Lucas e Mariana partiram para novas jornadas, prontos para enfrentar o próximo desafio. Sabiam que o caminho à frente seria repleto de mistérios e perigos, mas também de oportunidades para trazer paz e justiça ao mundo.
Enquanto o sol nascia sobre as montanhas, iluminando o caminho à frente, Lucas e Mariana continuaram sua busca incessante pela verdade, determinados a enfrentar as sombras e trazer luz onde houvesse escuridão. A missão continuava, e eles estavam mais preparados do que nunca para o que viesse em seu caminho.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 41
Comments