A astúcia da imperatriz

Jinhai é um império temido em todo continente Yulan. Esse temor ultrapassou as  fronteiras do continente e outros reinos distantes apenas mantêm distância e uma relação de comércio amigável com Jinhai. É o mais sábio a se fazer.

Equiparar o poder militar de Jinhai a outros reinos é no minímo uma piada de mau gosto, não existe tal comparação. Um exército altamente treinado e equipado, uma frota que nos últimos anos vem aumentando e que nessa fase, já ultrapassou todos os continentes, é incomparável, mais ainda, sob o comando de dois grandes marechais, tão insuperáveis em coragem, honra e estratégia militar.

O poder militar é uma parte do que faz Jinhai ser cobiçado, a outra parte é seu tesouro, suas riquezas acumuladas em anos de guerras contra os reinos vizinhos, após integrá-los ao império. Muitos boatos dizem que a sala do tesouro é tão farta, que o próprio imperador se perde quando tenta enumerar o que tem nessa sala. Outro boato, é que essa sala do tesouro, está muito bem escondida e somente o imperador e seus irmãos, sabem onde ela fica.

Por tudo isso, muitos sonham em reinar sobre Jinhai. Governar tal potência, seria como dominar o mundo, esse é o sonho de muitos, inclusive é o sonho do conselheiro Yan Cong, mas no momento, quem tem esse privilégio é sua filha, a imperatriz Guang Li Hua.

A imperatriz Guang Li Hua é a regente do império e isso é o motivo de sua alegria e de desespero de muitos servos. A recente enfermidade que acometeu a imperatriz-mãe, deu a ela essa oportunidade. O imperador Guang nunca confiou o império a sua esposa, em suas ausências, mas desta vez não teve escolha, para total felicidade da imperatriz Li Hua.

Os servos são os primeiros a sentir sua frustração ao ser desmoralizada pelo imperador diante de todo o império. Com exceção de seus próprios servos e os da imperatriz-mãe, todos os servos estão passando por uma disciplina de espancamento, que segundo a imperatriz, serve para corrigir futuros erros.

No pavilhão das concubinas, tem três novas servas, que são mulheres gentis e que tratam muito bem as concubinas, principalmente a concubina favorita do imperador, Lin Ehuang. Isso deu a imperatriz um motivo mais do que obvio de começar por elas, a sua disciplina futura. Lin Ehuang se sentiu no dever de implorar por suas servas, que nunca fizeram nada de errado, mas a imperatriz não se deu ao trabalho de aceitar uma audiência com a concubina e assim as três foram espancadas com pedaços de madeira e só não morreram por que a imperatriz Li Hua não quis. As três ficaram muito feridas e uma delas morreu, mas isso não incomodou a imperatriz, que queria que todos soubessem quem agora está no comando.

Yan Li Hua é uma mulher sem nenhum traço de bondade, isso foi perdido ou melhor, foi substituído pela arrogância e pelo orgulho, tarefa essa em que seu pai se esforçou muito e assim transformou aquela menina tímida e gentil, em uma mulher cruel.

Aos doze anos de idade, ela já era a prometida do então príncipe herdeiro Guang GangGuang, e já tinha mudado muito. Sua soberba estava aflorando e sabendo que será a futura imperatriz, era uma criança insuportável. Em seu crescimento, sempre sob a orientação do pai, Yan Cong, ela aprendeu a ter duas faces, uma apresenta para a família e outra para a corte e demais pessoas. A única que sabe verdadeiramente sobre ela é sua ama de leite, que é uma mulher bem velha nesse momento, mas que chorou no casamento de sua menina.

Ninguém jamais viu a mãe verdadeira dos filhos de Yan Cong e ele nunca responde quando perguntam sobre ela, talvez, por isso, os irmãos cresceram tão desajustados.

O irmão mais velho da imperatriz, Yan Yao, fugiu de casa aos dezesseis anos e nunca mais foi visto e o pai jamais o procurou, para Yan Cong, o filho fez uma escolha e deveria viver com ela, sem ajuda da família. Esse é outro assunto que o conselheiro Yan se nega a comentar, mas alguns amigos próximos sabem que o garoto não queria ser politico como o pai, muito menos ser uma ferramenta como a irmã é, não era isso que queria para sua vida. O garoto tinha seus próprios sonhos, e era o de ser capitão de um navio e por causa dessa idéia, muitas punições com varas foram indicadas pelo pai, para que o garoto mudasse de idéia, mas o garoto tinha uma força que por mais que o conselheiro Yan não queira admitir, se parece com a sua própria. O garoto Yan Yao era determinado e assim sendo, em uma noite de chuva, partiu em direção a Província Jade Azul, para iniciar seu sonho.

Para Yan Cong, seu filho morreu no mar e em consequência disso, ele só tem uma filha, Yan Li Hua. O plano original de Yan Cong era fazer seu filho ficar em seu lugar quando fosse o momento e a filha ser a imperatriz, a ele caberia os bastidores, de onde poderia ainda controlar as coisas e pessoas, no entanto, o filho ingrato abandonou um futuro promissor em troca de um sonho tolo, mas o conselheiro não tinha perdido suas cartas, ainda tinha a filha, que o ajudaria a controlar coisas e pessoas.

Aos dezesseis anos, ano em que se casou com o príncipe herdeiro, Yan Li Hua era considerada a mais bela da corte, com seus olhos no formato perfeito, com a boca perfeita, o rosto perfeito e um corpo perfeito, tudo nela era perfeito. Isso causava inveja em muitas garotas da sua idade e em mulheres mais velhas também. Já se passaram onze anos e ela ainda é bela, não mais perfeita aos olhos dos outros, pois não deu ao imperador seu herdeiro e por mostrar algumas atitudes que são o contrário de sua perfeita beleza.

Yan Li Hua também tinha sonhos na forma de um belo soldado da segurança do palácio, mas esse sonho foi enterrado pela força de vontade do pai, que convenceu a filha que o único lugar que ela merecia era ao lado do imperador. Sem sonhos e sem vontade própria, Yan Li Hua chegou até o presente, tentando provar que tem poder para fazer o quiser e uma dessas vontades é destruir a concubina favorita do marido.

Faz dez dias que o imperador Guang viajou, faz dez dias que o palácio vive no mais ativo silêncio. Todos os servos procuram não conversar, procuraram não ficar a vista e o mais importante, procuram não errar suas tarefas, pois o corretivo será pior do que o primeiro.

A imperatriz voltou a seus aposentos no palácio, nada mais lógico, afinal, ela está no comando agora. A sensação de domínio a deixa em êxtase, isso é melhor do que aquele sonho idiota que tinha quando criança, agora ela sabe que se tivesse casado com aquele soldado, não teria suas joias, suas roupas refinadas e um império a seus pés. Não, Yan Li Hua não se arrepende de nada e em sua saleta privada, onde aprecia doces morangos, observa os servos limparem seus sapatos e abrirem as cortinas para o sol da tarde entrar, isso a deixa muito satisfeita com suas decisões.

Vossa majestade está preocupada com alguma coisa? Por isso está franzindo a testa? Não faça isso, pode marcar seu belo rosto e se algo a preocupa me deixe ajudá-la a resolver.

Duvido que você consiga, aliás, matar alguém é algo que você não pode fazer, estou certa?

Vossa majestade é sábia, mas eu conheço alguém que, por algumas moedas de ouro, pode fazer isso. Quem vossa majestade quer ver morta?

A concubina Lin Ehuang.

A serva de nome Chang, que é uma estrangeira que não conseguiu voltar para seu país quando tiraram tudo de seus pais, olha para a mulher a sua frente e vê uma oportunidade de arrecadar um pouco de moedas de ouro para sua fuga.

Vossa majestade sabe que isso é perigoso …

Eu sou a imperatriz! Quem ousaria me acusar de alguma coisa?

O imperador.

O que ele fará? Nada, eu digo!

Talvez seus inimigos se aproveitem disso para atacá-la, já pensou sobre isso?

Quais inimigos?

Vossa majestade, sabe que os servos estão temerosos quanto as suas atitudes e basta que um servo testemunhe contra a senhora, que isso será o suficiente para deixá-la em uma situação desconfortável diante do imperador …

Que só precisa de um motivo para me afastar definitivamente.

Isso, vossa majestade, é um fato.

Observando a imperatriz, os olhos de raposa de Chang brilham e ela se aproxima com a tigela de morangos, que coloca sobre uma mesa ao lado da imperatriz e começa a ajeitar as almofadas e assim fala em absoluto sigilo com aquela que dará a ela o dinheiro suficiente para fugir dessa prisão, que é ser serva.

Vossa majestade é uma mulher sábia, mas deve ser cautelosa nesse assunto. Vossa majestade pode fazer qualquer coisa com ela, menos tirar sua vida, isso não será bom para a senhora.

Então me dê idéias!

Talvez vossa majestade precise de uma parceria nesse assunto.

Parceria? Quem?

Ouvi dizer que tia Meirong já fez muitas coisas para afastar a esposa do sobrinho e até agora não teve êxito. Quem sabe ela possa ajudar.

Não estou entendendo onde quer chegar.

Vossa majestade, a senhora Zhang Jingfei e a concubina Lin Ehuang são próximas e em muitas ocasiões a concubina imperial ajudou a senhora Zhang. Talvez essa proximidade seja de grande ajuda. - antes que a imperatriz pergunte, Chang explica. - Talvez a tia Meirong descubra algo que possa prejudicar a senhora Zhang e se isso acontecer, podemos envolver a concubina junto, aproveitando que são próximas.

Verdade. - a imperatriz abre um sorriso maldoso. - Assim podemos nos livrar de dois pássaros de uma vez só.

Ainda tem mais, se algo der errado, vossa majestade sempre poderá dizer que nunca participou de nada, que tudo foi idéia da tia Meirong.

Excelente! Ninguém poderá me culpar de nada! - o sorriso desaparece quando ela pensa em algo. - Existe algo. E se virem que a chamei aqui, poderão dizer ao imperador que participei de tudo.

Vossa majestade pode falar com ela durante o Chá da Imperatriz-mãe. São muitas pessoas com quem a senhora vai conversar e ela será apenas mais uma. - explica Chang com um sorriso.

__ De fato! Novamente isso é excelente!

A imperatriz Guang Li Hua pode ser ambiciosa, gananciosa, invejosa e tola, mas não tem a habilidade de ler as pessoas como seu pai tem, esse é o único dom que não foi herdado por ela.

O Chá da Imperatriz-mãe será depois de dois dias e a imperatriz está ansiosa pela conversa que terá com tia Meirong. Talvez seja a oportunidade, que o pai sempre fala que deve ter paciência em esperar. Seu sorriso voltou a ficar iluminado, tem certeza que esse é o momento de se livrar daquela concubina.

Depois que a imperatriz-mãe adoeceu, nunca mais ela pode caminhar pelo seu amado jardim, que foi renovado, com belas novas flores, agora a maior parte do tempo ela fica sentada em seu sofá forrado de almofadas, bordando e ouvindo as novidades que suas servas trazem. A imperatriz-mãe tem plena consciência de que foi envenenada e todos os esforços do medico Gun-in para descobrir qual veneno e um antidoto, foram em vão, entretanto, a imperatriz-mãe está decidida a viver o máximo de tempo possível para proteger o império e os bisnetos.

Apesar de não ter sido avisada sobre o chá, a imperatriz-mãe sabe que esse dia é o Dia do Chá e estará lá, para mostrar a quem a envenenou, que ela ainda resiste.

O pátio interno está pronto para receber os convidados que pouco a pouco vão chegando. O clima agradável da primavera está em todo lugar. As árvores estão floridas e a flores coloridas completam a imagem primaveril do lugar. Sendo a imperatriz Guang Li Hua a encarregada agora da realização do chá mensal, os detalhes foram cuidadosamente supervisionados por ela, que não quer comentários a comparando a imperatriz-mãe.

A imperatriz Guang Li Hua está pronta para sua entrada triunfal, ela esperou que a grande maioria dos convidados chegassem para seu espetáculo. Suas vestes são todo o esplendor que merece uma imperatriz, com muitos bordados com fios de ouro, uma maquiagem que deixa seu rosto perfeito mais belo, com um penteado intricado com muitas tranças minúsculas, mas a maior parte do cabelo está solto e tem um comprimento generoso, com as pontas ultrapassando a linha da cintura, tudo isso coroado com um belo sorriso. Alguns podem dizer que viram uma aura majestosa em seu redor, mas a imperatriz não tem essa aura majestosa, porque ela não é majestosa.

Todos se voltam para ela e se curvam em sinal de respeito e obediência, como manda a lei e logo as mariposas sem cor, mas que correm atrás da luz para tentar obter um colorido falso, se reúnem ao redor da imperatriz Guang Li Hua, no entanto, seu momento de estrela principal está perto do fim, porque, pela mesma porta, entra a imperatriz-mãe, com vestes sem bordados de fios de ouro, mas leves e delicados, seu rosto está corado, mas não se sabe se é por causa da maquiagem ou pelo esforço de subir as escadas até ali, mas o que importa é o sorriso de alegria sincera em seu rosto. Apoiada no braço de sua serva, ela caminha pelo tapete principal até a regente do império.

Imperatriz-mãe, a senhora veio. - fala a imperatriz Guang Li Hua com voz de desprezo.

Sim, bisneta, eu estou aqui.

A imperatriz-mãe se afasta e é rodeada pelos amigos saudosos de sua presença, deixando a outra com uma careta no rosto que mudou rapidamente, voltando a exibir a todos seu semblante tranquilo.

A reunião está tranquila, todos conversam, riem e comem. As informações interessantes são ouvidas com atenção, as fofocas se espalham mais rápido do que as folhas que voam pelo pátio.

Jingfei também está lá, conversando com as esposas dos generais e algumas senhoras da corte. Agora ela é respeitada como a esposa do primeiro marechal, é a segunda princesa do império. Como sempre, ela não compartilhou a carruagem com tia Meirong, sua companhia é Xiuying e os dois soldados que a protege.

As concubinas estão em seus lugares, ou seja, na varanda do palácio, onde elas têm certa liberdade para conversarem e se divertirem também.

A imperatriz Guang Li Hua cansou de andar e manter-se agradável ouvindo as tolices de outras mulheres ou as conversas sem graça dos homens, então resolveu sentar para descansar e tentar atrair tia Meirong para sua mesa.

Chang percebendo o olhar nervoso de sua senhora, avisa que vai convidar tia Meirong.

Seja discreta, sua tola, não quero chamar a atenção. - avisa a imperatriz.

Chang respira fundo, seu limite de tolerância com essa gente está por um fio, mas, ao mesmo tempo, ela se acalma, sabe que sua liberdade está próxima.

Tia Meirong se sentiu honrada com o convite da imperatriz, afinal, são poucas as senhoras da corte que conversam com ela e o mercador que estava com ela a pouco, é um tolo convencido que acha que pode comprar mais prestígio tentando uma relação com a tia de um príncipe. Ela não é uma menina que vai se encantar com palavras suaves, não ela que conhece bem esses tipos de pessoas e ela sim sabe ler as intenções de uma pessoa muito bem.

Ao se aproximar da mesa da imperatriz, tia Meirong faz uma leve reverencia e é convidada a se sentar.

Tia Meirong, que bom que veio ao chá. - cumprimenta a imperatriz. - Pensei que só a esposa de seu sobrinho é que viria.

Vossa majestade, eu também faço parte da família Zhang.

Claro, claro. Que boba eu sou.

Um pequeno silêncio para ir direto ao assunto, afinal a imperatriz não vê nada que a torne intima dessa mulher velha e feia.

Tia Meirong, soube que a senhora não considera a senhora Zhang Jingfei, uma mulher adequada para ser a esposa de seu sobrinho, é verdade?

Vossa majestade, quem disse tal coisa é um mentiroso, jamais questionaria a vontade do falecido imperador.

Acalme-se, mulher, não a estou acusando de nada, pelo contrário, estou querendo compartilhar com você essa opinião.

Tia Meirong olha para a imperatriz, sente que existe algo a mais do que uma simples simpatia.

Vossa majestade, minha opinião não tem valor …

Gostaria de me unir a você para nos livrar de pessoas sem merecimento de estar nessa corte. O que acha?

Pessoas?

Tia Meirong, olha por cima de meu ombro e diga o que vê.

Jingfei e aquela concubina do imperador.

Isso mesmo. Aquelas duas são indignas de estarem nessa corte, não acha?

Tia Meirong entendeu o que a imperatriz quer.

Vossa majestade tem algum plano?

Esperava que você tivesse algum.

Por mais que eu a tenha sob vigilância, aquela mulher não faz nada de errado. - fala tia Meirong desistindo da cautela, agora que percebeu que ter ajuda seria muito bom. - Eu pensei que desta vez, deve ser algo que transgrida a lei, assim meu sobrinho não vai poder protegê-la.

O marechal protege a esposa?

Todas as vezes e agora que dormem no mesmo quarto, um plano deve ser feito de certa maneira que o impeça de protegê-la.

Sim, é uma boa idéia. Se elas transgredirem a lei, o imperador não poderá fazer nada, ninguém poderá fazer nada. - concorda a imperatriz sorrindo de satisfação. - Como espera conseguir alguma coisa?

Não sei, não existe nada contra essa mulher.

Se me permite, vossa majestade, tem algo estranho com elas sim. - diz Chang, fingindo colocar mais chá.

Do que fala?

Vossa majestade não acha estranho as duas irmãs serem servas exatamente dessas duas mulheres? Dizem que as duas salvaram a senhora Zhang e a concubina, mas não é estranho que elas estavam no lugar certo para tal coisa e se é que esse salvamento aconteceu.

Se explique melhor, Chang.

Vossa majestade, ninguém sabe de onde elas vieram. A aparência parece ser comum ao povo de Jinhai, mas as vezes elas falam de um modo diferente.

Como sabe disso? - pergunta tia Meirong.

Já conversei muito com Xiuying-in e quando pergunto sobre sua família, ela muda o assunto. O que elas escondem? De onde elas vem? São perguntas interessantes e as respostas podem ajudar.

Sua tola! O que o local de nascimento delas pode nos ajudar?

Porque, vossa majestade, se elas são estrangeiras e não têm documentação provando quando entraram no império e as duas senhoras estão encobrindo isso, é um motivo muito bom para uma acusação de traição, como diz a lei.

As duas mulheres continuam olhando para a serva, que está de costas para os convidados e sua posição, não deixa que outros observem a imperatriz falar. Depois de alguns instantes, tia Meirong é a primeira a despertar, quando descobre que essa é a oportunidade que espera.

Isto é claro, agora! As duas chegaram com uma história estranha e as duas não têm passado. Perfeito! Uma acusação de traição.

Do que fala, tia Meirong! Que acusação?

Vossa majestade, essa é a chance que temos, a melhor chance. - tia Meirong está animada, encontrou finalmente algo que vai fazer com que aquela mulher estúpida desapareça para sempre. - Temos que achar algo que as incrimine de vez, mas não se preocupe vossa majestade, vou achar um meio.

Tia Meirong está muito animada, depois de muito tempo tem algo sólido que pode mandar embora Zhang Jingfei. Agora ela chama as concubinas do sobrinho, quer ir para casa e começar a pensar em algo. Caminhando rápido, ela faz um sinal para as concubinas e sai apressada, deixando para trás uma imperatriz que ainda não entendeu nada.

Chang, explica para mim. O que aquela velha estava dizendo?

Depois, vossa majestade. Agora os conselheiros e suas esposas se aproximam.

Chang se afasta para dar espaço para os conselheiros e suas esposas poderem cumprimentar a imperatriz e parada ali, ela observa as montanhas ao fundo e sabe que depois delas está o mar e antes do mar, tem um cais onde algum navio pode levar, desde que se pague para isso, qualquer um para qualquer lugar. Quando tudo estiver pronto, ela, Chang, vai voltar para casa.

Casa, ela mal se lembra de sua casa, assim que mal se lembra dos rostos de seus irmãos mais velhos. Toda essa tragédia começou quando o pai de Chang resolveu ter seu próprio navio para compra e venda de mercadorias e para isso, encomendou um navio a um amigo e esse amigo, em nome dessa amizade de anos, deu a ele um navio diferente, veloz e que poderia facilmente escapar dos piratas, que poderia sobreviver em uma tempestade. Um navio excelente e que quando chegou ao porto de Jade Azul, foi cobiçado pelo conselheiro Yan e seu amigo queria as mercadorias que o navio levava, o conselheiro Li You Xin. Os dois inventaram uma história de espionagem, acusaram o mercador Chang e a esposa que o acompanhava, levando os dois as masmorras e a ultima visão que Chang teve de seus pais, foi vê-los sendo arrastados e empurrados para dentro de uma carruagem prisão. Chang nunca mais os viu. Os tripulantes foram vendidos como escravos e ela foi levada para um orfanato, de onde saiu para ser uma serva. Quando perguntaram seu nome, ela apenas disse ser Chang, ela não queria esquecer o nome de sua família. Nos doze anos que está em Jinhai, nunca seus irmãos vieram buscá-la, entretanto, soube anos depois que ao irmãos vieram, mas a acusação de espionagem ainda estava valendo e por pouco os irmãos não são acusados também e sendo assim, eles voltaram para Gor e não voltaram mais. Tudo isso está na mente de Chang e em muitas noites que não conseguia dormir de cansaço e dor, ela alimentava o desejo de vingança e de fugir.

Chang, sua estúpida! Sirva-nos mais chá! Este está frio!

Sim, vossa majestade.

Em breve seu plano vai ser concluído e com a ajuda dessa mulher odiosa, logo, poderá voltar para casa.

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