Em uma pequena cidade rural, espremida entre vastos campos de milho que se estendiam até onde a vista alcançava e florestas densas que pareciam esconder segredos antigos, havia uma lenda que assombrava as mentes dos moradores há gerações. Era a história do "Corpo Seco", um conto de terror que ecoava nos sussurros noturnos e nos olhares temerosos trocados ao redor das fogueiras.
Dizia-se que, há muitos anos, um homem de coração negro e alma corrompida vagava pela região, espalhando terror e desespero por onde passava. Seus atos cruéis e sem remorso deixavam cicatrizes na alma da comunidade, transformando a pacífica cidade rural em um lugar de medo e desconfiança.
Mas a paciência dos moradores tinha um limite, e um dia eles decidiram se vingar. Armados com tochas e enraivecidos pela injustiça, um grupo corajoso de aldeões caçou o homem até os confins da floresta sombria. Lá, eles o encurralaram em uma caverna escura e sinistra, determinados a fazer justiça com as próprias mãos.
O homem, ciente de sua iminente punição, implorou por misericórdia, mas seus apelos caíram em ouvidos surdos. Os moradores, alimentados pelo desejo de vingança, selaram seu destino sombrio, deixando-o para enfrentar seu destino nas entranhas frias e úmidas da caverna.
E assim, o homem maligno foi deixado para apodrecer em seu túmulo de pedra, condenado a uma eternidade de solidão e sofrimento. Mas a história não terminou ali, pois o "Corpo Seco" se tornou uma lenda, uma lembrança sombria do que acontece quando o mal é deixado sem freios. E desde então, sua presença sinistra assombra a cidade rural, uma advertência sombria de que o passado nunca está realmente morto e enterrado.
Dizem que, quando finalmente o encontraram, seu corpo estava seco como palha, uma visão macabra que assombrou os pesadelos dos que testemunharam sua descoberta. Seus membros retorcidos em uma pose de agonia eterna, como se tivessem sido torcidos por mãos invisíveis em um último ato de tortura. O Corpo Seco, como ficou conhecido entre os moradores, foi enterrado em uma vala comum, um lugar onde sua presença sombria poderia ser esquecida pelos vivos, mas sua memória continuaria a assombrar a região por gerações.
À medida que os anos se passaram, os moradores da cidade aprenderam a evitar a caverna onde o Corpo Seco foi encontrado, com medo de despertar sua ira adormecida. As histórias sobre sua presença sinistra se espalharam como fumaça, deixando um rastro de medo e superstição por onde passavam. Nas noites de lua cheia, quando o céu se iluminava com o brilho prateado, os gritos angustiados do homem ainda ecoavam pelas colinas, como um eco sombrio do passado, fazendo com que arrepios percorressem a espinha daqueles que ousavam se aventurar por aquelas terras assombradas. E assim, a lenda do Corpo Seco continuou a crescer, alimentada pelo medo e pela imaginação dos que ouviam seus sussurros sinistros nas sombras da noite.
No coração da caverna, onde a escuridão reinava absoluta e o ar era carregado com um odor acre de mofo e decomposição, os jovens curiosos finalmente encontraram o que procuravam: o esqueleto ressecado do Corpo Seco. A luz trêmula das lanternas revelava seus ossos amarelados, presos por correntes enferrujadas que rangiam com cada movimento do vento gelado que soprava pelos túneis estreitos.
A visão do esqueleto retorcido provocou calafrios na espinha dos intrusos, e uma sensação de horror se apoderou deles quando perceberam que estavam diante de algo muito além de sua compreensão. Os olhos vazios do Corpo Seco pareciam seguir cada movimento dos jovens, emanando uma aura sinistra que preenchia a caverna escura ao seu redor.
E assim, presos em um pesadelo vivo, os jovens perceberam tarde demais que haviam desafiado uma força além de sua compreensão. O Corpo Seco, despertado de seu sono eterno, agora buscava vingança contra aqueles que ousaram perturbar seu descanso. E enquanto as sombras se fechavam ao seu redor, os jovens lamentavam sua curiosidade imprudente, sabendo que seus destinos estavam selados nas profundezas sombrias da caverna assombrada.
Desde então, dizem que o Corpo Seco ainda vagueia pela caverna, sedento por vingança contra aqueles que perturbam seu descanso eterno. E os gritos dos jovens perdidos continuam a ecoar pelas colinas, um lembrete sombrio de que alguns segredos devem permanecer enterrados no passado, onde não podem mais causar estragos entre os vivos.
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Atualizado até capítulo 23
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