O Mistério da Loira do Banheiro

Na escola secundária de Oakwood, havia uma lenda que era contada em sussurros pelos corredores e salas de aula, ecoando como um segredo sombrio entre os alunos. Era a lenda da Loira do Banheiro, uma entidade sobrenatural que assombrava os sanitários femininos do antigo prédio da escola. Dizia-se que ela era o espírito de uma aluna que morrera de forma trágica décadas atrás e que agora vagava pelos banheiros, à espera de vítimas para levar consigo para o além.

Carolina, uma aluna curiosa e destemida do último ano, sempre ouvira essas histórias com ceticismo. Ela era conhecida por desafiar as convenções e não se intimidava facilmente por contos de fantasmas. Mas uma noite, durante uma festa na escola, seus amigos a desafiaram a investigar a lenda da Loira do Banheiro. Sem hesitar, Carolina aceitou o desafio, determinada a provar que não passava de uma farsa inventada para assustar os mais ingênuos.

Na calada da noite, Carolina adentrou os corredores sombrios e vazios do prédio escolar, seus passos ecoando como sussurros fantasmagóricos pela escuridão. Cada ruído parecia amplificado pela quietude da noite, criando uma atmosfera de suspense que a fazia se perguntar se estava realmente sozinha. Ignorando a sensação de inquietação que se insinuava em sua mente, Carolina seguiu em frente, determinada a enfrentar a lenda da Loira do Banheiro.

Ao chegar ao banheiro feminino do terceiro andar, um arrepio percorreu sua espinha, como se o próprio ambiente estivesse impregnado com uma presença sobrenatural. A luz fraca da lua se filtrava pelas janelas sujas, lançando sombras sinistras pelos azulejos desbotados e pelos espelhos embaçados. Carolina respirou fundo, tentando acalmar os nervos enquanto a sensação de medo crescia dentro dela.

Com coragem renovada, ela começou a explorar cada canto do banheiro, seus passos ecoando no silêncio opressivo da noite. Cada som parecia ampliado pela quietude, fazendo com que até mesmo o menor ruído a deixasse alerta. Seus olhos vasculhavam cada canto escuro em busca de qualquer sinal da suposta entidade sobrenatural que assombrava o local.

Enquanto Carolina avançava, cada batida de seu coração parecia ressoar como um tambor dentro de sua cabeça, seu pulso acelerado pela adrenalina da busca e pelo medo do desconhecido. Ela se forçava a manter a calma, controlando a respiração enquanto seus sentidos permaneciam em alerta máximo, preparados para enfrentar qualquer desafio que pudesse surgir em seu caminho.

Mas mesmo com sua determinação, Carolina não podia ignorar completamente a sensação de que algo sinistro pairava sobre ela naquele banheiro sombrio. Cada sombra parecia se mover, cada ruído parecia sussurrar seu nome em um tom fantasmagórico. E enquanto ela continuava sua busca implacável pela verdade, uma dúvida persistente começou a se instalar em sua mente: será que ela realmente estava sozinha naquele lugar assombrado?

De repente, um som estranho rompeu o silêncio do banheiro, um sussurro suave e arrepiante que se espalhou como uma névoa gélida pelo ar. Carolina virou-se rapidamente, seu coração batendo descontroladamente enquanto seus olhos vasculhavam a escuridão em busca da fonte do ruído inexplicável. Foi então que ela viu: no espelho embaçado à sua frente, uma figura pálida e etérea começou a se materializar lentamente, como se emergisse das sombras mais profundas do além.

Era a Loira do Banheiro. Seus cabelos loiros pendiam molhados e emaranhados sobre seu rosto macilento, envolvendo-a em uma aura de horror sinistro. Seus olhos, vazios e sem vida, refletiam a luz fraca da lua com uma intensidade perturbadora, como dois abismos sem fundo. Carolina sentiu um calafrio percorrer sua espinha, seus músculos tensos pelo medo paralisante que a envolvia.

Ela tentou recuar, mas seus pés pareciam estar presos ao chão, como se as próprias sombras da noite a segurassem em seu lugar. Seu corpo estava mergulhado na imobilidade do terror, enquanto a figura da Loira do Banheiro continuava a se materializar diante de seus olhos incrédulos, uma presença sobrenatural que desafiava toda a lógica e racionalidade. O espelho era o portal para o desconhecido, e Carolina estava prestes a enfrentar um terror que transcendia os limites da realidade.

A figura da Loira do Banheiro se aproximou lentamente, seus passos ecoando no chão frio e úmido do banheiro. Carolina sentiu-se presa em um pesadelo, incapaz de se mover ou gritar por socorro. A entidade chegou mais perto, sua respiração gélida tocando o rosto de Carolina como uma brisa da morte.

Então, num piscar de olhos, a Loira do Banheiro desapareceu, deixando Carolina sozinha e tremendo de terror no banheiro vazio. Ela correu para fora do prédio escolar, jurando nunca mais desafiar as lendas sombrias que assombravam os corredores da Oakwood High School.

Mas, mesmo depois daquela noite, Carolina não conseguia esquecer o olhar vazio e sinistro da Loira do Banheiro, uma lembrança constante de que nem tudo o que parece ser é apenas uma história inventada para assustar. E a lenda da Loira do Banheiro permaneceria viva, assombrando os sonhos dos alunos de Oakwood por gerações a fio.

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