A donzela do lago

Em uma pequena cidade à beira de um lago tranquilo, uma lenda sombria ecoava entre os moradores há gerações. Dizia-se que nas noites de lua cheia, uma figura fantasmagórica emergia das águas escuras do lago, envolta em um véu branco como a neve e cabelos tão negros quanto a noite. Ela era conhecida como a Donzela de Branco, uma alma atormentada em busca de vingança por uma injustiça do passado.

Há séculos, em uma época onde lendas se confundiam com a realidade e superstições governavam a mente das pessoas, uma jovem chamada Emily era a mais bela e enigmática da cidade. Seus cabelos dourados brilhavam sob o sol, enquanto seus olhos azuis como o céu cativavam os corações dos jovens que cruzavam seu caminho. No entanto, por trás de sua serenidade e beleza estonteante, havia uma aura de mistério e determinação que a distinguia das outras moças da cidade.

Emily era conhecida por sua seriedade e pela maneira como carregava consigo uma aura de nobreza e dignidade, mesmo em meio às adversidades da vida. Seu comportamento reservado e sua distinção natural a tornavam alvo de admiração e inveja entre os habitantes da cidade, que viam nela a personificação da graça e da elegância.

No entanto, o destino de Emily tomou um rumo sombrio quando ela se viu perdidamente apaixonada por um jovem pertencente a uma família rival. O romance proibido entre Emily e seu amante despertou a ira dos anciãos das duas famílias, que viam a união como uma afronta à tradição e à honra de suas linhagens. Jurando impedir que o amor florescesse, eles lançaram uma sombra sobre o relacionamento, ameaçando separar os amantes à força e colocando em perigo os laços que os uniam.

Em uma noite fatídica, Emily e seu amante planejaram fugir juntos, encontrando refúgio nas margens do lago. No entanto, eles foram emboscados pelos membros das famílias rivais, e o jovem foi brutalmente assassinado diante dos olhos horrorizados de Emily. Consumida pelo desespero e pela dor, ela se jogou nas águas escuras do lago, selando seu destino e amaldiçoando o local para sempre.

Desde então, dizia-se que a Donzela de Branco assombrava o lago, vagando pelas margens à luz da lua cheia em busca de vingança contra aqueles que haviam causado sua desgraça. Muitos corajosos se aventuraram a passar uma noite nas proximidades do lago, na esperança de vislumbrar a figura fantasmagórica da donzela, mas poucos retornaram para contar a história.

Um grupo de jovens intrépidos, desafiando os avisos dos mais velhos, decidiu passar uma noite acampando às margens do lago, determinados a descobrir a verdade por trás da lenda da Donzela de Branco. À medida que a noite caía e a lua cheia surgia no céu, eles acenderam uma fogueira e contaram histórias assustadoras, zombando das superstições que envolviam o lago.

No entanto, à medida que a escuridão se aprofundava e os sons da noite envolviam o acampamento, uma presença sinistra começou a se fazer sentir. Uma névoa densa surgiu das águas do lago, envolvendo o acampamento em seu abraço gélido. Os jovens riram nervosamente, atribuindo os eventos estranhos à sua própria imaginação.

Do véu da névoa emergiu uma figura pálida e etérea, envolta em um manto branco que flutuava ao vento noturno. Seus longos cabelos negros, como a escuridão da noite, caíam em cascata sobre os ombros, enquanto seus olhos brilhavam com uma luz sobrenatural, refletindo a angústia e a ira de séculos de tormento. Era a Donzela de Branco, finalmente manifestando-se diante dos intrusos que ousaram perturbar seu descanso eterno.

Seus passos eram silenciosos e etéreos enquanto ela se aproximava dos jovens, sua presença envolvendo-os em um frio intenso que parecia penetrar até os ossos. Os corajosos, agora tomados pelo pânico, recuaram instintivamente, buscando desesperadamente uma rota de fuga da aparição sinistra que se materializava diante deles.

Com um grito de terror, os jovens tentaram correr para longe da ameaça sobrenatural que se erguia diante deles, mas era tarde demais. A Donzela de Branco estendeu suas mãos esguias e pálidas, envolvendo os intrusos em um abraço gelado que sugava a vida de seus corpos indefesos. Seus olhos ardiam com uma intensidade assustadora, refletindo a ira e a dor de uma alma atormentada que buscava vingança por séculos de tormento e sofrimento.

Com um último suspiro de terror, os jovens foram arrastados para as profundezas escuras do lago, desaparecendo nas águas sombrias que agora guardavam seus segredos. A Donzela de Branco havia se vingado daqueles que ousaram desafiar sua ira sobrenatural, deixando para trás apenas a névoa densa e aterradora que envolvia o local da tragédia, lembrando a todos que certos mistérios nunca devem ser perturbados.

Desde aquela noite fatídica, o lago se tornou um lugar de medo e mistério, sua superfície tranquila escondendo segredos sombrios e assombrados. A presença sinistra da Donzela de Branco pairava sobre as águas escuras como uma sombra eterna, lembrando aos moradores da cidade a punição terrível que aguardava aqueles que ousassem desafiar sua fúria implacável.

Os pescadores evitavam as águas do lago, temendo o encontro com a Donzela de Branco que poderia selar seu destino para sempre. As famílias locais contavam histórias assombradas ao redor das fogueiras à noite, lembrando uns aos outros da importância de respeitar os mistérios do lago e nunca perturbar sua tranquila superfície.

A lenda viva da donzela assombrava os sonhos daqueles que ousavam perturbar a tranquilidade do lago, lembrando-os de que certas histórias jamais devem ser esquecidas. Seus sussurros ecoavam nas mentes dos moradores, advertindo-os para não desafiarem a ira sobrenatural que guardava as profundezas escuras do lago, onde a Donzela de Branco mantinha sua eterna vigília.

Assim, o lago permaneceu como um lugar de temor e reverência, um lembrete sombrio da fragilidade da vida e da inevitabilidade da morte. Os moradores da cidade aprenderam a respeitar os mistérios do lago, sabendo que desafiar a ira da Donzela de Branco seria enfrentar um destino terrível e sombrio. E enquanto as águas escuras continuassem a refletir a luz da lua cheia, a presença sinistra da Donzela de Branco permaneceria como uma advertência silenciosa para todos aqueles que ousassem perturbar sua eterna solidão.

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