Pedro narrando
Olhei incrédulo para Sofia.
-Você tem noção do que está falando, Sofia? Sabe o que essas palavras significam?
-Claro que sei, Pedro. Sou loira mas não sou burra.
-Sofia, estou falando para você que preciso casar com a SUA IRMÃ, a mesma irmã que eu tenho traído há mais de um ano com você. Você, a mesma pessoa que eu acabei de foder e gozar dentro e não pode nem sequer tomar a porra de um comprimido para evitar uma gravidez. Tem noção de como tudo isso é errado? E você me ver com essa história de parabéns, de que vai ser lindo, que sua irmã merece ser feliz? Porra, Sofia, pare e pense na merda que está falando e nas coisas que temos feito, não faz sentido nada disso.
-Pedro, você está fazendo confusão por nada. Nada do que acontece entre nós dois deveria ser importante para você. Eu já te disse, tudo o que eu quero de você é o prazer que você me dar, só quero que me faça gozar, sem cobrança, sem precisa explicar ou justificar nada, você me come pela manhã e a noite, se eu tiver vontade arrumo outro cara pra me comer, e tá tudo bem assim, você que tá aí sofrendo e se desesperando. Você precisa casar, seu pai quer que seja com a minha irmã, ela ama você, e vocês vão casar. Ponto. Não tem o que pensar, o que se preocupar, o que questionar. As coisas são assim, e a gente não precisa mudar nada.
-Você só pode ser louca, Sofia, não é possível que ache isso normal e que realmente aja com tanta naturalidade.
-Pedro, sério, você me dar um prazer absurdo na cama, quando mete fundo e forte, me faz delirar e implorar por mais. Mas é isso. Não tem mais. Não tem sentimento, além de prazer, eu só sinto tesão. E se você acha que não dar certo, ok, vida que segue. Essa foi nossa última transa e por mim, tá tudo certo. Eu vou viajar próxima semana, se não demorar muito a escolher uma data, talvez eu volte para o casamento de vocês. Faço questão de ser madrinha e tenho certeza que serei escolhida por Ana. É isso, então Pedro. Foi um prazer absurdo transar com você. Até breve.
Ela simplesmente pegou sua bolsa e a chave do carro, e saiu pela porta, como se nada tivesse acontecido. Fiquei alguns minutos parado olhando para a porta que agora se encontrava aberta, processando tudo o que tinha acontecido dentro daquele quarto. Sofia era louca, eu tinha tido a comprovação.
Levantei, peguei minhas coisas e paguei a conta do motel. Fui para casa e me tranquei no quarto, tentando colocar ordem nos meus pensamentos.
Já era noite quando eu saí do quarto e fui na cozinha comer alguma coisa. Meu pai estava no escritório, falando com alguém ao telefone e parecia muito irritado com a pessoa do outro lado da ligação. Fiquei parado olhando para ele por alguns minutos, quando ele desligou percebeu que eu estava lá na porta.
-Filho, o que aconteceu? Você passou o dia trancado no quarto e agora me olha com essa cara de quem fez uma grande merda. O que aprontou dessa vez, Pedro?
-Pai.... É que... eu... Bom, é que... deixa pra lá, não foi nada. Boa noite, vou dormir. Até amanhã.
Eu queria conversar com meu pai, queria ainda ter confiança nele e dividir meus medos. Queria contar tudo o que estava acontecendo. Ele iria me dar uma bronca, me por de castigo mesmo já tendo 32 anos e era isso que eu merecia, era o que eu tinha buscado para mim, mas não sei onde eu me perdi na relação com meu pai. Ele sempre foi o meu melhor amigo e foi o primeiro a saber dos meus sentimentos por Ana, mas em algum momento dos últimos cinco anos meu pai se tornou um estranho para mim.
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Atualizado até capítulo 92
Comments
Anonymous
que mulher baixa
2024-09-25
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