CAPÍTULO 18

Tanto eu como ele. Então, numa festa de formatura, combinamos de não ficar com ninguém perto um do outro. Arthur era muito assediado por quase todas as garotas do baile. Eu não gostava disso então ele fazia tudo escondido para não me magoar. Assim como eu, que também era muito assediada pelos rapazes.

Resumindo, ele sumiu da festa, e eu fiquei frustrada e cansada de tudo parecia que sem ele por perto de mim não tinha graça. Sentia um profundo vazio no meu peito sem saber por quê. Saí e fui lá fora do salão de festa. E como todos estavam de máscaras, em que ninguém se conhecia, às luzes era de “boate”, música ao vivo de uma banda famosa que não lembro bem.

Eu estava angustiada e fui ao jardim do lado de fora do salão. E fiquei lá sentada pensando na vida, com diploma na mão, tinha me formado em arquitetura e “design”, um futuro brilhante pela frente, mas estava infeliz por alguma razão desconhecida, passei a odiar tudo em minha volta principalmente meu pai!

— Desculpe-me, mas ódio do seu pai por quê?

— Porque era um homem frio, nunca ligou para mim. Nada que eu fazia agradava. Parecia que eu era a ovelha negra da família. Ele só dava atenção para meus irmãos, bom resumindo. Aquela noite foi a gota d'água. E não estava me reconhecendo. Sentindo-me outra pessoa naquele momento revoltada com a vida. E cansada de tudo da monotonia, e da rotina do dia a dia de não ser reconhecida pelo meu esforço que eu fazia, queria chamar atenção do meu pai pelo menos para ouvir algum elogio, eu estava me cansando de fazer as coisinhas todo dia.

Aí bebi demais, então apareceu um jovem bonito que se aproximou de mim e começamos a conversar. Estava muito boa a companhia dele que tinha uma voz suave, parecia que eu conhecia de algum lugar, só não lembrava da onde. E com álcool na cabeça desanimada com a vida não dava para analisar bem o que aconteceu.

O fato é que me apaixonei por ele e até hoje não consigo tirar ele da minha cabeça, e o rosto coberto por uma máscara, mas do jeito que ele me abraçou senti um calor subindo minhas pernas quando vi, estávamos fazendo amor de madrugada lua cheia tudo combinava. E aí aconteceu que não podia acontecer, fiquei grávida.

Meu pai não reagiu bem à gravidez. A minha família virou as costas, e ficaram inconformados pelo fato de eu ter 17 anos e sendo menor de idade, e ser uma mãe solteira na família, por conceitos conservadores, não sei se vale a pena ou não, mas o fato foi isso aí. E quando fui ganhar neném só minha mãe ficou do meu lado, meu pai estava agindo pelas costas, me traiu da pior forma e covarde, deu a minha filha para adoção não sei pra quem, fiquei sabendo depois que ele estava tramando, e não contou pra ninguém nem para minha mãe, nem pro meus irmãos, todos viraram as costas me senti a pior mulher do mundo.

Minha única alegria era o fato de ter uma filha fruto de um grande amor que até hoje não esqueço, o nome dele é Felipe. Não posso me culpar de nada Afinal de contas eu tenho que assumir a responsabilidade. Tenho culpa nisso sim, não sei o que vai ser de mim daqui para frente, o que o futuro me reserva, só sei que quero a minha filha. É a coisa mais importante da minha vida. E minha mãe, é claro, no começo ficou estranha, depois ficou do meu lado, estava adorando a ideia de ser avó. Lembro como se fosse hoje, fiquei no hospital. O parto foi normal, minha filha nasceu com 3 kg, coisa mais linda que já vi na minha vida. E quando queria ver todos ficaram me olhando com uma cara estranha e perguntei:

— O que aconteceu com a minha filha? — E ninguém falava nada. Então pensei! Meu Deus! será que eu perdi a minha filha? Será que ela morreu? O que aconteceu? Fiquei desesperada e gritei "Cadê a minha filha?" E ninguém me respondia. Até que um dia a minha mãe me contou a história do que o meu pai fez, tinha dado para adoção a um casal alemão. E, nessa altura o meu mundo desmoronou na minha cabeça. Quando me deram alta do hospital meu pai já tinha arrumado as malas e mandou-me aqui na sua fazenda, a minha mãe disse-me que eu ia morar com uma tia que até agora não a vi, tia alguma?

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Comments

Leonice Gonsalves

Leonice Gonsalves

com.17.anos...formada.em.arquitetura,desculpe.autora.sua história está interessante,porém tome cuidado principalmente com datas...tempos... pois ela teria q ter no mínimo 23 anos pra estar formada em arquitetura.

2024-03-19

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