CAPÍTULO 2

Determinado em querer atingir suas metas não havia desistência da parte dele, seu foco era naquilo que buscava, seguir suas intuições, tinha opinião própria e respeitava opinião alheia. Se Arthur era assim, não era diferente de sua amiga Natasha que também tinha a mesma personalidade.

Não seguia as opiniões dos outros. O de ser arquiteta estava na mente, mas por enquanto estudava desenhos gráficos, e planejava montar um estúdio fotográfico e criação de moda sua especialidade. Inteligente ativa sempre em busca de novos desafios.

Embora (sendo) romântica que sempre gostou de assistir filmes de romance, sonhava em encontrar seu príncipe encantado, mas enquanto não chegava estava mergulhada nos estudos e no trabalho de “designer”. Jovem de classe média, seus pais tinham condições financeiras para bancar os sonhos e suas vontades. Mesmo estudando e trabalhando como estagiária numa empresa de móveis, ajudava com as despesas da casa.

Ela e Arthur nas horas vagas trabalhavam como guias turísticos da cidade de gramado que recebia turistas do Brasil inteiro todos os dias. Com o carisma dos dois conquistaram as pessoas que chegavam de outros estados, o clima de harmonia que havia entre os dois despertava curiosidade nas pessoas que perguntavam:

— Vocês são namorados?

— Não, somos apenas amigos!

— Amigos? Sei!

Falavam algumas pessoas mais próximas do casal. Para estranheza dos dois que no íntimo nunca imaginavam um namorar o outro! Respeitavam muito a individualidade de cada um, um sentia falta do outro, e tentavam de todas as formas atrapalharem um possível namoro com alguém, era uma sensação estranha.

E se sentiam egoístas, por atrapalhar outro, porque, na verdade, um não queria perder a companhia do outro, queriam se manter juntos para sempre, mesmo que fosse impossível, uma grande amizade difícil ser compreendida pelas outras pessoas. Na cabeça de Arthur era impossível imaginar Natasha como sua namorada ou esposa, até porque sabia que como namorados brigam muito, Artur odiava brigar com as pessoas que ele amava, principalmente com Natasha.

Embora eles nunca tenham brigado por qualquer motivo. Natasha não se sentia bem fazendo intriga dos namoros de Arthur, ela sempre arranjava um jeito de fazer com que Arthur não seguisse adiante com as namoradas que ele arranjava, nem ela mesma entendia porque dessa atitude, e se sentia culpada quando fazia isso, e Arthur ficava triste e a primeira pessoa que ele procurava, era justamente ela, que se sentia muito mal, e se julgava como uma bruxa má!

E se perguntava por que agia assim? Amava mais que tudo na vida, mas não queria dividir com ninguém, seria um vazio caso um dia fosse embora, ou se casasse? “Isso não!” pensava ela.

Arthur também fazia a mesma coisa, todo rapaz que se interessava por ela fazia intrigas, caso ela soubesse nunca a perdoaria, e nem ele entendia porque agia assim, um tentava atrapalhar a vida do outro.

O tempo foi passando, e os dois continuaram firmes nos estudos e nos objetivos traçados. Estava marcado um baile de formatura, para muitos jovens formados, uns receberiam o diploma de direito, outros médicos. E por fim Natasha de arquitetura. E Arthur arqueólogo. Após a entrega dos diplomas houve um baile de máscaras. O combinado era que todos estivessem de máscara, e irreconhecíveis, apenas não haveria trote como era de costume em outras formaturas.

Natasha e Arthur embora tímidos, mas estavam ansiosos para ir a este baile. Amigos, parentes conhecidos e outros convidados estavam presentes. E como o baile era de máscara, Natasha tinha comprado um vestido longo da cor azul. Por causa da timidez não queria ser reconhecida por ninguém. Arthur usava uma calça preta e camisa azul clara de seda, e máscara.

E uma gravata da cor preta com um casaco de couro. Embora os dois não guardavam segredos um do outro, mas naquela noite não queriam ser reconhecidos por um motivo banal, o ciúme de ambos. Natasha detestava ver Artur com outras garotas que não fosse ela por perto. Sempre foi assim desde criança de não querer separar-se dele, e para a surpresa dela Arthur confessou que tinha ciúmes também.

— Porque você tem ciúmes de mim? Perguntara Natasha a ele?

— Não sei, talvez eu seja egoísta, mas me incomoda ver os rapazes dando em cima de você!

— Eu também sinto ciúmes de ver as garotas dando em cima de você, não queria sentir isso, por isso que, não quero ser reconhecida e nem reconhecer você no baile!

— Então, está combinado, vamos nos manter afastados um do outro e assim nós não sofremos, riso! Assim foram para o baile de formatura, todos da família de ambos estavam presentes, era muito importante na vida dos dois a família estar presente, uma conquista de cada um com diploma na mão e seguir a vida na luta pelos objetivos traçados pelos dois.

Arthur seguiria viagem pela Europa França de preferência. Natasha precisava dar mais um tempo no Brasil até encontrar uma forma de poder sair do País. A festa estava animada e todos dançavam. Natasha fazia sucesso com os pretendentes, mas que nenhum deles a interessava, assim como Arthur estava rodeado por garotas lindas e interessantes.

Dançavam e bebiam à vontade, a festa estava animada num pisca, pisca de luzes de “boate”, o salão decorado todos de máscaras irreconhecíveis lindos, a (juventude) Empolgada com a bebida. Natasha estava mais preocupada com seu amigo Arthur se perguntando com quem ele está? "Deve estar aprontando alguma!".

E na medida em que ela dançava com um rapaz e nem prestava atenção no que ele falava nos ouvidos dela. Os olhos percorriam os lugares onde Arthur poderia estar?

— Quem você está procurando?

— O que?

— É alguém que você gosta?

— Do que você está falando? Perguntava ela irritada?

— Desculpe-me se ofendi não está mais aqui quem falou! — Ela ficou em silêncio, agradeceu a música e foi sentar perto da sua mãe perguntando se não havia visto Arthur.

— Porque está tão preocupada com Arthur, minha filha?

— Por nada mamãe. Chegamos juntos depois não a vi mais!

— Filha, você se preocupa demais com seu amigo Arthur, até parece a namorada dele!

— O que isso mãe? Para de (falar) besteira ele é como se fosse meu irmão?

— Irmão? Sei, me engana que eu gosto!

Natasha estava ficando impaciente com sua mãe pelas insinuações. E saiu de perto e foi andar um pouco no Jardim do salão que havia, e sentou numa cadeira, e ficou pensando.

— Será que a minha mãe tem razão? Sou apaixonada por Arthur? Não pode ser! Ele é apenas meu amigo e nada mais, é como um irmão pra mim. Porque desse ciúme dele? Não é normal eu sentir? — Estava pensando alto quando um rapaz se aproximou-se perguntando:

— Está falando sozinha moça? — Ela levou um (susto) envergonhada sem saber o que dizer, vendo aquele rapaz atraente bem-vestido. Fazia frio naquela noite de lua e céu estrelado, o coração batia forte. Aquela voz era conhecida, mas como era escuro, e de máscara não dava para saber quem era, o mais estranho era porque gostou dele. Havia sintonia entre os dois. Ele sentou-se perto dela e começaram a conversar, e contar história do cotidiano ela não queria que ele soubesse do ciúme de seu melhor amigo.

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