CAPÍTULO 6

Eram 11 horas da manhã quando Arthur acordou com ressaca, e dor de cabeça, talvez fosse o porre da noite anterior da formatura que caiu num sábado. Perdido em seus pensamentos sem saber o que aconteceu na noite anterior.

E na medida em que se acordava surgiam imagens na sua mente achando ter tido um sonho, um dos melhores da sua vida. Aquele rosto lindo de máscara que cobria os olhos em plena noite de lua cheia? Certamente marcaria toda sua vida. Um encontro inesperado de duas almas gêmeas. Estava confuso porque Arthur nunca foi romântico como muitos que conheceu, até debochava de seus amigos por serem. Até que um desses que se chamava Davi falou.

— Um dia você vai encontrar a garota dos seus sonhos e vai se apaixonar e aí vai ver como é bom?

— Eu nunca vou me apaixonar, isso é coisa pros fracos! Não acredito nessa história de amor?

— Vai rindo depois não me venha chorar no meu ombro quando isso acontecer! — Arthur se lembrou dessas palavras, e agora estava diante de um mistério porque não sabia de onde apareceu aquela linda garota, que surgiu do nada. Ele que sempre fugiu dessas coisas de amor. Ou de se apaixonar, nunca acreditou por ser bonito e atraente, tinha a garota que quisesse e cansou de tanto assédio.

E isso, até provocava inveja em seus amigos e até nos seus irmãos que tinham dificuldade em conquistar uma garota. E com Arthur era uma facilidade que até ele mesmo odiava quando isso acontecia, e seus amigos diziam que ele chorava de barriga cheia. Mas estava diante de um dilema, tentar encontrar a garota que finalmente conquistou seu coração. Nunca havia se apaixonado e agora se sentia feliz ao mesmo tempo sentindo o sabor da paixão, mas estava envergonhado de comentar o fato com alguém.

Nem com seus amigos, nem com seus irmãos e muito menos com a sua melhor amiga Natasha. Ia levar essa história até o fim. Difícil esquecer a noite maravilhosa que tivera. Aquele olhar doce, e à beleza angelical, e a forma como falava com ele. Uma jovem especial diferente de todas que ele conheceu, era domingo e ele não queria levantar.

Seus irmãos foram chamar, mas ele inventou uma desculpa que não estava bem. Para preocupação de sua mãe Janete, para ela ele era o preferido que passava a mão na cabeça, despertando ciúme em outros irmãos.

Arthur era muito ligado à sua mãe, já não se podia dizer a mesma coisa do seu pai amigo de longa data de seu Francisco pai de Natasha. Ambos eram muito parecidos na forma de pensar, e toda vez que Arthur e Natasha se encontravam se queixavam das mesmas coisas de seus pais. Sentiam-se rejeitados. E por isso faziam eles dois ficarem mais próximos um do outro.

Arthur queria passar o domingo na cama, não queria conversa com ninguém pensando numa forma de encontrar o paradeiro de Alice.

Difícil esquecer-se. Jovem rico e bem sucedido que tinha a garota que quisesse não imaginava que pudesse estar daquele jeito, quase doente de amor por uma desconhecida que apareceu do nada, numa simples festa de formatura, e pensava com ele mesmo!

— Mas quem a convidou? Será que ela é dessa cidade? É tão diferente de todas que conheci?

— Sentia o perfume entranhado na sua camisa. Ela usava uma máscara escura que podia ver só os lábios e olhos verdes da jovem encantadora que tinha uma voz suave, parecia que conhecia aquela voz, mas como a paixão é cega fica difícil decifrar.

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