UM ANO DEPOIS...
Veneza Itália.
Natasha conheceu o verdadeiro inferno trabalhando na lavoura em pleno verão calor de 40 graus aproximadamente. Algo que nunca fez na vida. Estava sob pressão sendo vigiada por um capataz da fazenda mal encarado, e pessoas que ela nunca viu na vida. Tudo era estranho, longe de tudo e de todos da sua família.
A sua filha foi tirada de forma covarde pelo próprio pai. Natasha jurou vingança contra ele quando tivesse a oportunidade de sair daquele inferno que seu pai mandou. Nem um inimigo faria uma coisa dessa. Guardava muita mágoa no coração, e pensava com ela mesma. “Um dia eu vou sair desse inferno”. Mas o que ela não imaginava era que seu pai estava sendo punido. Mesmo assim queria vingança.
Voltar à cidade de gramado em alto estilo, e por causa disso trabalhava com mais disposição, mesmo que tivesse que pegar na enxada e descarregar toda sua raiva no cabo do machado quando cortava lenha, queria guardar a cada detalhe das cenas em que sua filha foi tirada dos seus braços e entregue para um casal alemão.
Arrancada sem dó e sem piedade. A sua única esperança de lutar contra tudo e contra todos. E agora ela estava sozinha abandonada por todos. Sabia que a única pessoa que estava do seu lado era sua mãe. Que não aceitava o que seu pai o fizera! Mas também sabia que ela dependia dele para sobreviver. Natasha, embora revoltada, não perdeu a fé e esperança de um dia dar a volta por cima.
Recuperar o que perdeu! A filha e a sua dignidade e a sua honra. E quem sabe encontrar seu verdadeiro amor. E seu amigo Arthur que nunca mais soube dele. Queria entrar em contato com ele. Três pessoas que eram especiais, seu amor Felipe, seu melhor amigo Artur e sua mãe. Sua filha é a razão de viver e ter força pra lutar pela vida.
Natasha tinha duas cenas que não saíam da cabeça. Uma delas viu novamente seu príncipe encantado que nunca esqueceu! Outra cena o dia mais feliz da sua vida, quando a sua filha nasceu e foi parar em seus braços ouvindo a criança, ela abraçou fortemente. De repente, o mundo parou quando duas enfermeiras pegaram sua filha e arrancaram dos braços e dando para um casal alemão que nunca viu na vida. Sem saber o que estava acontecendo. Gritava: desesperada.
— Não façam isso comigo! Porque estão fazendo isso? Quem foi? Porque estão tirando minha filha de mim? — Essa cena estava guardada para sempre. A dor que jamais esqueceu e pior, descobriu que foi seu próprio pai, o pior inimigo tirando o fruto de um grande amor que só ela sonhou.
E depois daquela cena triste que ela nunca mais esqueceu. A luz do quarto apagada e ela adormeceu, deram injeção para que ela adormecesse e não acordasse tão cedo assim. Com certeza vingaria do seu pai. O dia do acerto de contas chegaria. Por qual motivo seu pai tirou seu tesouro?
A única razão de viver com esperança de um dia encontrar seu grande amor de quem ela engravidou. O que ela não sabia era que seu pai já estava pagando por todos os pecados que cometeu com sua filha. A sua família saiu de casa, sua mãe foi morar com sua tia.
E não queria mais saber dele. Estava decidida a se separar, não podia nem ouvir a voz dele pelo que fez com a filha, seus irmãos Mateus e Lucas também saíram de casa. Francisco passou a beber tentando conquistar a confiança da esposa Margarete, mas ela estava irredutível. E não aceitou o que ele fez com a sua filha, quando tinha esperança que o coração amolecesse com o nascimento da neta, mas infelizmente o que ele fez não tem perdão, até seus melhores amigos não perdoaram seu Francisco.
E passava todas as noites perambulando pela cidade com uma garrafa de cachaça na mão, indo até à casa de sua cunhada gritando pelo nome de Margarete, ela abria a janela do quarto e fechava de propósito. Não queria mais voltar para casa.
Embora seus filhos tivessem tentado convencer que ela desse uma segunda chance, mas estava decidida enquanto sua filha não voltasse da onde ele a colocou, não voltaria mais pra ele.
Queria mesmo ter sua filha de volta junto com a neta. Margarete passava as noites em claro chorando pelo acontecido. Aqueles olhos azuis lembraram bem quando a filha nasceu com a mesma semelhança e o mesmo peso e agora tudo estava perdido distante parecia um pesadelo. Não se conformava porque Francisco fez isso justamente com a única filha! E fez assinar uma procuração passando a ele os direitos de doar a criança como se fosse responsável pela menina.
Francisco quando fez o que fez estava pensando que estava fazendo o melhor para sua filha, sem se preocupar com as consequências dos seus atos. Sem imaginar que um dia pudesse pagar tão caro pela besteira que fez. E agora estava sozinho, sem ninguém, sem sua esposa, sem seus filhos, sem sua neta, e sua filha que estava odiando ele, e nunca mais a perdoaria. Só o tempo podia curar as feridas e mágoas.
Natasha o tinha como inimigo. E para Francisco estava sendo difícil suportar a solidão, viver sozinho, ter que se virar a fazer a janta e o almoço lavar a roupa, coisa que ele nunca o fizera, sempre foi Margarete que fez tudo para ele. E quando era Jovem solteiro, era sua mãe. Teve que aprender na marra a fazer as coisas que jamais imaginou fazer um dia.
Era uma dura realidade para seu Francisco pagando por um pecado grave por ter tirado a filha dos braços da sua própria filha, quando poderia ter amolecido o coração.
Perdeu a chance de ter uma família unida, mas preferiu dar ouvidos para o seu orgulho e preocupação com a opinião dos outros. É certo que ele queria alguém para sua filha, mas não dessa forma agindo do jeito tão cruel, tão perverso, as pessoas estavam estranhando as atitudes. E se perguntavam: “precisava ser tão Implacável”. Justamente com a única filha poderia estar feliz com a vinda da neta?
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Atualizado até capítulo 44
Comments
Marta Monteiro
Ainda é pouco o sofrimento dele 😤 essa praga dos inferno 👿 tem que sofrer dobrado pela maldade que fez 🤬🤬🤬🤬🤬🤬🤬🤬🤬🤬
2024-05-01
0
Maria Lúcia Souza
Ele tem que sofrer mesmo.
2024-03-04
1