E Marcelo sabia muito bem respeitar os desejos dos seus pacientes. Quando fechou a porta avisando que não queria ser importunado por ninguém. E sua secretária entendeu bem o recado.
— Entrem e fiquem a vontade e agora vamos ver em que posso ajudar vocês duas?
— Obrigada doutor, pela discrição e que nós precisamos que ninguém saiba que Natasha está aqui, sabe como são as pessoas dessa cidade?
— Sim, não precisam se preocupar, mas afinal o que tem a sua filha?
— Ela está grávida, doutor!
— Grávida?
— Sim!
— Para bens, um filho é uma bênção!
— Eu sei. Mas esse caso é um pouco mais complicado!
— Como assim? — Tanto Natasha quanto Margarete ficaram constrangidas sem saber o que responder. Natasha estava arrependida por ter vindo, mas agora tinha que ir até o fim, as piores coisas estavam pela frente pensava ela, e não era hora de fraquejar tinha que ser forte agora mais do que nunca, e aprender a deixar de ser covarde, e parar de se preocupar com a opinião dos outros.
Agora ela tinha sua mãe que estava do seu lado. Mesmo correndo riscos de colocar o casamento de seus pais por um fio, por sua mãe estar ajudando sua filha contra a vontade do marido.
— Sabe Doutor, minha filha cometeu um pequeno deslize e acabou engravidando, sabe como são os jovens de hoje em dia. Fazem as coisas sem pensar e depois sabe no que dá, mas não adianta chorar pelo leite derramado, queremos sigilo total, porque ela está sofrendo muito com o preconceito dessas pessoas mesquinhas que se julgam as melhores do (mundo) coisa que elas não são!
— Sim, eu entendo, e podem contar com a minha discrição. Bom, para dar início temos que fazer alguns exames e fazer ultrassom para ver como está o nenê, se importam?
— Claro que não, faremos tudo o que o doutor mandar! É só dizer o que?
— Por enquanto é só fazer uns exames do ultrassom e ver o estado do nenê, e assim vamos cuidando o desenvolvimento da criança, e vindo uma vez por mês vou marcar as datas possíveis, e medir a pressão e ver se está tudo bem de saúde com a senhorita e com o nenê?
Na sala laboratorial, Natasha deitou-se numa cama maca, e sentiu as batidas do coração do seu nenê, e ficou emocionada assim como Margareth que embora do começo não aceitasse a ideia de sua filha.
Estar grávida daquela forma sendo mãe solteira, e um filho de um pai desconhecido. "Como ela foi fazer isso conosco?".
Mil vezes se perguntava, que educou com todo carinho e amor dando todas as oportunidades para ela estudar e ser alguém importante na vida, e que um dia podia casar e ter filhos como aconteceu com ela, e não dessa forma.
Tinha vergonha de sair na rua com medo do que as vizinhas fossem pensar a respeito dela e de sua filha, ficou um mês sem sair de casa envergonhada e triste e chorava quase todas as noites.
E ter que suportar a revolta do seu marido, que de certa forma ela dava até razão a ele, mas depois seu amor pela sua filha foi dando lugar ao carinho que sentia.
O mal estava feito e tinha que se conformar e aceitar a vida do jeito que ela é. E parar de se preocupar com a opinião dos outros, até porque sabia que as vizinhas eram maldosas falariam de qualquer jeito mesmo que a sua filha fosse uma freira.
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Atualizado até capítulo 44
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