Muito menos sua intimidade, Arthur era amigo e ponto final. Esquecer um pouco da vida conturbada e confusa, esquecer um pouco que vivia estudando e fazendo planos de viajar para a Europa e ter uma profissão e ser bem sucedida. Quanto a isso seus planos estavam traçados
Agora ela queria algo diferente, uma aventura, quem sabe um rapaz para namorar. Já tinha 17 anos de idade e isso incomodava a pressão que sofria de suas amigas que já tiveram relações sexuais com seus namorados, e ela ainda não.
Embora não dando muita importância a isso, mesmo tendo suas convicções e opinião própria de não dar ouvidos a ninguém, mas era por ela mesma que se sentia incomodada, em carregar esse fardo, sentia desejo de ser uma nova mulher.
Porque não transar com alguém, e aquele rapaz sendo gentil e cavalheiro ao mesmo tempo provocou uma atração irresistível. Embora (acreditando) ser um estranho, seu coração batia forte no peito como nunca aconteceu em toda a sua vida, de repente se apaixona por um jovem de máscara e desconhecido, isso não estava certo? Até poucos minutos atrás se questionava pelos ciúmes do seu amigo Arthur.
E de repente esquece tudo ao se deparar com alguém que ela nunca viu na vida. Mas já que era sua festa de formatura e despedida de uma vida de estudante partindo para uma nova etapa. Seria um tempo desafiador na vida de Natasha. Então, já que tudo era festa, deixou seu coração falar mais alto e se deixou levar pelos encantos do rapaz. Que também estava curioso em saber quem era aquela garota linda sentada no jardim falando sozinha, e sentiu curiosidade.
É uma emoção diferente de outras vezes que se encontrava com as garotas de boa aparência, e tinha certeza que era uma garota que sempre buscou para sua vida, embora suas intenções nunca fossem de assumir qualquer compromisso com alguém. Mas esse jovem galanteador que conquistou Natasha poderia ser de qualquer lugar.
Poderia ser um turista que pudesse vir de qualquer estado do Brasil, já que Gramado era frequentado por muitos turistas de todos os estados do Brasil. Só não entendia porque os ciúmes do seu amigo Arthur? Mas aquele jovem misterioso estava na sua frente, derretendo-se por ela. E ela também.
Na mesma hora Arthur saiu para pensar. Ele também estava confuso em relação aos seus sentimentos. Passou quase a noite inteira fugindo do assédio feminino, não gostava de garotas se jogando em cima dele, e a única pessoa que ele queria estar perto era Natasha, mas o estranho que não conseguiu vê-la.
Talvez tenha visto até, mas como as luzes da festa eram de “boate” e como tinham combinado de não se ver por uma questão de ciúmes, trato é trato, ficar um afastado um do outro, pelo menos por enquanto.
Mas se sentiam solitários; faltava alguma coisa. Àqueles cuidados que tinham as coisas nunca foram as mesmas quando ficavam distantes um do outro, e não sabiam que sentimento era aquele! E porque nenhum dos dois tinha coragem de assumir o que sentiam? Viviam fugindo e dando desculpas! Só existe uma razão? Que se chama amor é claro, mas não na mente deles, que estavam em evolução cheios de energias, queriam viver mais intensamente sem ter que se apegar a ninguém, ou ter qualquer compromisso
Para ele, ela era estranha. Não estavam prontos para isso. E paixão naquela altura dos acontecimentos colocaria tudo por água abaixo, os planos traçados pelos dois. Mas sabiam que um dia iam se separar de alguma forma!
Seja viajando ou quem sabe se casando, e essa idéia não aceitavam, mas tinham que se conformar com a separação, é a coisa do destino, faz parte da vida de todo jovem que são amigos quase uma vida inteira na fase da adolescência, e na adulta todos sabem que cada um segue seu caminho e seu destino, uns se casam outros viajam, outros vão pra guerra caso foram chamados.
A juventude que nada é para sempre, e isso eles sabiam por serem inteligentes e realistas das coisas que acontecem na vida de um ser humano. Estavam bastante tempo, sentados olhando as estrelas e lua cheia que fazia companhia para os dois que não queriam mais sair dali daquele lindo jardim, enquanto as pessoas lá dentro dançavam animados e bebiam já que a bebida corria solta, e não deram falta de Natasha e Arthur.
A vontade era ficar até o amanhecer e esquecer os problemas do dia a dia, esquecer os compromissos diários de levantar cedo, ir ao colégio, corrigir trabalho de escola, fazer planos, esquecer um pouco da rotina das cobranças da família, fazer isso ou aquilo. E tudo o que eles queriam, era se desligar um pouco da realidade e do mundo competitivo e cheio de cobranças e viver escravo de regras que se impõe a eles.
Não tinham coragem de assumir que um amava outro por uma questão de ética e princípios, acreditavam que amizade e cumplicidade que havia entre os dois estava acima de tudo e que nada ia atrapalhar, e muito menos uma paixão passageira!
Acreditavam piamente que paixão estraga uma grande amizade, queriam que durasse a vida toda, mesmo tendo que suportar a dor da separação, sabiam que na vida tudo é passageiro e que nada é para sempre. Então agora era aproveitar aquele momento delicioso, um querendo tomar posse do outro, uma estranha sensação de liberdade que estavam sentindo naquele momento sem saber o que estava por trás disso tudo. Aquela atração fora de hora num lugar apropriado diga se de passagem.
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Atualizado até capítulo 44
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