Todos estavam inconformados com a gravidez de Natasha. Ninguém conversava mais com ela. E a vida dela estava um verdadeiro inferno. O pai da moça decidiu o destino, depois que a criança nascesse e mandaria para um colégio interno. E Natasha seria encaminhada para um colégio de freiras.
Francisco não ouvia mais ninguém nem a sua esposa Margarete. A única pessoa que conseguia convencer ele de alguma coisa. Mas desta vez nem ela conseguiu. Ele decidiu que sua filha iria para um colégio interno fora do País de preferência Itália.
Todos os dias fazia contato com as pessoas de lá para ajudar a acolher sua filha, caso fosse preciso, tinha amigos que moravam na Itália: principalmente Veneza. Seguidamente viajava para aquelas regiões.
E não seria difícil concluir seu plano, se antes não dava atenção a sua filha, agora odiava e desprezava veemente. Para ele, Natasha não era mais filha, estava morta e nem olhava para ela, e isso deixava Natasha em pânico, mas estava decidida a ter o filho, ou filha?
Embora muito magoada com seu pai, certamente nunca a perdoaria pelo que ele estava fazendo, jogando na rua da amargura.
Sempre foi rejeitada e agora quando mais ela precisava de sua família, estavam virando as costas. Ela estava ciente disso, de que depois que sua ou seu filho nascesse teria que sair de casa, mas para onde pensava ela?
E pelo que ficou sabendo ia para um colégio interno na Itália, até então estava aceitando, mas pensando numa possibilidade de fugir, a família toda queria saber quem foi o homem que a engravidou.
Natasha estava decidida a guardar aquele segredo até o fim, aconteça o que acontecer não iria revelar a identidade do verdadeiro pai da criança.
Temia pela segurança dele caso dissesse ser Felipe seu grande amor que ela não tirava da sua cabeça, mesmo passando por aquele momento mais difícil da sua vida.
Mas era aquele amor que dava forças para ter esperança de que um dia pudesse encontrar por aí. Por esse amor que estava tendo forças para suportar a dor da rejeição de todos da família, e de seus amigos, que abandonaram.
O único amigo que podia contar estava longe, no caso Arthur. Precisava ser forte para não prejudicar seu bebê. Natasha estava vendo o mundo desmoronar na sua cabeça com tanta coisa ruim acontecendo. E se perguntava qual pecado cometeu por estar passando por aquilo tudo?
Que prova Deus estava impondo a ela? Grávida de um jovem rapaz sedutor por quem se apaixonou perdidamente. Natasha pensava em fugir de casa ir para um lugar bem longe, mas para onde pensava ela, se nem suas tias queriam saber de conversa com ela.
Para todos, ela afrontou jogando o nome da família na lama engravidando com 17 anos de idade, nem casada e nem solteira grávida de um desconhecido.
Foi uma decepção para todos. E não aceitavam isso, que uma jovem linda cheia de talento que poderia casar com um bom partido.
Agora grávida, de quem? Perguntavam-se. Queriam saber o nome do pai a qualquer preço, mas nem sobre tortura diria, até porque nem ela mesma sabia onde estava e nem de que cidade era.
O pai da criança disse: que viera de Porto Alegre. Até pensou em fugir para a cidade dele. Mas com que dinheiro?
Se ainda dependia dos pais, não tinha emprego e nem profissão, não tinha terminado seus estudos, e naquele momento estava impedida até estudar por causa do preconceito da sociedade hipócrita que adoram julgar.
Menor de idade grávida, a ovelha negra. Passou a ser vergonha da família e primos, todos viraram as costas, até aqueles que juravam que eram seus amigos.
Chegou à conclusão que nunca foram amigos verdadeiros. E sim amigos interesseiros que estavam afim pela beleza. E agora grávida, que valor tem?
Então a única saída para o futuro é aceitar seu destino, e ir para Veneza Itália num colégio interno sob os cuidados de uma tia na Itália, lugar que um dia sonhou em conhecer e fazer sua vida, mas não desse jeito sendo praticamente expulsa de sua cidade e de sua família.
E se perguntava: “cadê você Arthur, meu amigo e meu grande amor Felipe?” Arthur, será que também viraria as costas?
E certamente que sim, ainda mais que ele tinha ciúmes dela quando se envolvia com algum rapaz, imagina estando grávida de um sujeito que nunca a conheceu, e ao conhecer se entregou de corpo e alma, certamente como melhor amigo dela, ele faria alguma coisa, ia até o fim do mundo a procura desse tal Felipe e fazer assumir a besteira que fez, parecia que via a cena ele brigando feito um doido obrigando outro a se casar com ela.
Coisa que seus irmãos deveriam fazer, mas preferiram virar as costas e jogar a culpa nela. Estava muito decepcionada com todos eles, passava as noites sem dormir e nem se alimentava mais direito, mas se deu conta que precisava se controlar e enfrentar a situação de frente e aceitar seu destino.
Afinal ela sabia que o erro foi dela. Ao pensar que estava cansada de tudo, queria mudança e vieram mesmo daquele jeito, então era aguentar as consequências dos seus atos, e não adiantava mais chorar pelo leite derramado.
O lema era seguir adiante sem reclamar. Fazia parte da vida por mais amargo que fosse, e não podia perder a esperança de nada.
Era ela e seu filho, ainda não sabia qual o sexo do seu futuro Bebê. Fosse o que fosse desde que viesse com saúde o que importava. A única pessoa que falava com ela e dava atenção era sua mãe Margarete, que estava inconformada com a situação e odiando seu (marido) cabeça dura por estar agindo assim com a própria filha, se preocupando mais com a opinião dos outros do que com o bem-estar dela.
Para Margarete isso era imperdoável, estava pensando em separação caso ele não mudasse de ideia, mas por outro lado dependia muito do marido para sobrevivência, já que ela se casou jovem e não estudou não teve a mesma oportunidade de estudar como Natasha teve.
E então por essas razões tinha que apoiar seu marido e não contrariar, mas estava muito desgostosa e nem falava mais com ele, e não sabia ao certo se conseguiria voltar a ter o mesmo carinho por ele como antes.
E isso deixava ainda mais aflita Natasha de ver seus pais brigados por causa dela, estava fazendo mal a ela mesma e a família, mas não podia se arrepender do que fizera.
Tinha personalidade de assumir seus atos e ir até o fim. Era tarde para se lamentar, e depositava todas suas energias positivas em seu filho ou filha que estava para nascer. Sua mãe não podia contar mesmo estando do lado dela devido às divergências de seu Francisco que a proibiu a mulher de fazer qualquer coisa pela filha, mas como Margaret era uma mulher decidida quando se tratava de ajudar seus filhos, ia enfrentar ele de qualquer jeito.
Mesmo que seu casamento corresse risco de acabar, mas não ia deixar a sua filha abandonada, estaria do lado dela custe o que custasse. Então Saiu às escondidas do seu marido, e foi atrás de um médico ginecologista obstetra para tratar de fazer o pré-natal de sua filha.
E já estava adorando a ideia de ser avó. Acreditava que cedo ou tarde seu marido também ia aceitar e amolecer o coração. Ela lembrou quando ele era jovem que adorava crianças, os olhos dele brilhavam e saia lágrima toda vez que se tornava pai.
E o filho mais velho se chamava Mateus e segundo Lucas, e por fim Natasha que chegou a chorar pela única filha. foram criados com muito amor, Francisco amava seus filhos, mas por ser um homem rude e orgulhoso não gostava de demonstrar essa fraqueza, mas Margarete sabia que, no fundo ele tinha um bom coração, mas tímido nessas coisas de sentimentos que nunca gostou de demonstrar em público.
E quando alguém mais próximo morria nem chorava, mas ficava dias sem dizer uma palavra, andava pelos campos. Inconformada com a rejeição da filha pelo pai e os irmãos e amigos Margarete tomou uma decisão.
Vestiu um vestido o mais bonito que tinha guardado e que nunca usava. Convidou sua filha e foi ao médico para tratar de cuidar de seu neto ou neta. Mesmo correndo o risco de ter que enfrentar seu marido, mas sua filha estava em primeiro lugar.
— Mãe aonde nós vamos? — Perguntou Natasha.
— Vamos ao médico marcar um ginecologista obstetra para você fazer pré-natal!
— Mas, mãe, o pai vai brigar com a senhora? Não é justo?
— Eu sei disso, minha filha. O que é mais importante agora é a saúde do seu filho ou filha!
— A senhora é a melhor mãe do mundo, te amo muito mamãe, não sei o que seria de mim sem você por perto!
— Tá bom, deixe de conversa e vá se arrumar antes que seu pai chegue e estrague tudo! — Margarete estava pronta para levar a filha para um médico de confiança. Ele se chamava Marcelo, que cuidaria do pré-natal de Natasha.
Estava ansiosa com a chegada do seu neto ou neta, já imaginava comprar o enxoval para criança, e fazia planos.]
E quando chegaram à clínica foram bem recebidas pelo médico conhecido de longa data.
Era alto magro, tinha 65 anos e sempre cuidou bem de seus pacientes, e viu nascer todos os filhos de dona Margarete e seu Francisco. E agora ia cuidar da mais nova paciente Natasha que fizera o parto dela quando nasceu, e faria agora caso fosse preciso.
— O que a trouxe aqui senhora Margarete?
— Minha filha precisa muito do senhor nesse momento!
— Sua filha é essa aí? Nossa, quanto tempo que não a vejo, como ela cresceu e está linda?
— Obrigado doutor disse: Natasha.
— Mas vamos ao meu consultório e conversar mais à vontade! — Os três entraram no consultório médico, sentaram num sofá e Marcelo fechou a porta sabendo que a sua paciente queria ter uma conversa reservada sem que ninguém a visse ou soubesse da conversa.
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Atualizado até capítulo 44
Comments
Leonice Gonsalves
não entendi esta parte, 1 ela está se formando, já fiquei eem dúvida se era ela a se formar.em arquitetura,agora diz q não terminou os estudos...não consegui entender
2024-03-19
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