Para Frantieska Natasha não era apenas uma pessoa estranha, mas também estava gostando do jeito de ser, determinada, inteligente, e que sabia fazer muito bem as coisas domésticas. E adorava os pães caseiros que fazia. E a comida sempre Impecável, conquistava dia após dia sua patroa.
Natasha gostava de fazer as coisas para agradar às pessoas, sempre foi assim desde criança, principalmente seu pai. Fazia de tudo para chamar atenção dele, mas que nunca notou a filha inteligente que tinha, e desprezava o esforço dela.
Para ele, mulher tinha que ser mulher dona de casa e nada mais. E nada de ficar inventando coisas profissionais, ou trabalhar fora, era totalmente contra, um homem machista. Para ele, homem é homem, mulher é mulher.
Mas com Frantieska surgiu a oportunidade de fazer o que gostava. Com isso deixava ela mais motivada com mais sede de Justiça de vencer na vida, fazer as coisas com prazer!
Estava tendo o apoio que nunca teve na família. A não ser de sua mãe que nunca esquecia e pensava dia e noite.
— Como está minha mãe?
Natasha pensava numa forma de poder sair e encontrar um emprego na cidade, assim teria mais chance de sair daquele lugar e ir atrás da sua filha. Precisava ter dinheiro para contratar um detetive particular e localizar sua filha.
Frantieska encantada com o esforço de Natasha pela maneira como ela tinha de limpar a casa, fazer janta, almoço, e com a facilidade de fazer as coisas deixando a patroa satisfeita, lembrava muito quando jovem. E decidiu ajudar. Olhava nos olhos dela e se identificava nas coisas que fazia. Chamou para seu escritório para ter uma conversa séria e definitiva.
Natasha ficou confusa sem saber o que fazer, e teve maus pensamentos, acreditando que poderia ser demitida. E nessa hora não queria ficar sem emprego, precisava ganhar dinheiro. Então entrou e sentou.
— A senhora me chamou, perguntou Natasha confusa ainda?
— Sim. Por favor, entre. — Ela levantou-se da poltrona que estava sentada e foi na direção da porta. E prosseguiu.
— Eu vou fechar a porta porque a conversa que vamos ter tem que ser sigilosa. E você vai me contar tudo o que está acontecendo com você minha jovem? — Natasha trêmula com as coisas que estava se passando na sua cabeça. Afinal de contas há tantas coisas ruins que aconteceram na sua vida nos últimos tempos. Estava sempre preparada para o pior.
— Com licença Desculpe eu estar assim desse jeito. Estou muito nervosa, não sei o que a senhora quer comigo? Talvez eu tenha feito alguma coisa que a senhora não gostou possa falar a verdade?
— Não é nada disso, minha jovem. Pelo contrário, quero te ajudar. Sei que você deve ter passado por muitos problemas na sua vida. Vejo no seu olhar triste, você não me engana, sou uma pessoa madura e sei que eu estou dizendo: já passei por tantas coisas nessa vida que me faz ver que tem algo a esconder, mas, na verdade, quero saber tudo o que você esconde de mim? Quem sabe posso te ajudar? Só quero que confie em mim? Gosto de você, pelo seu esforço desde que chegou aqui. Mostrou-se uma moça interessada e honesta como poucas pessoas que já vi em toda minha vida.
Lembra muito bem quando eu era jovem, eu também era assim, determinada quando queria uma coisa ia até o fim. E vejo em você que não é diferente de mim. Penso que temos muita coisa em comum, e uma pode ajudar a outra, pode confiar em mim! E contar o que aconteceu na sua vida?
Por essa Natasha não esperava, ficou confusa e tímida do jeito que era. Não costumava confiar muito nas pessoas. Afinal de contas, estava distante das pessoas que ela mais amava. E ter se decepcionado muito. Principalmente com seu pai.
Estava difícil acreditar em pessoas estranhas. Porque ela ia confiar na pessoa que mal conhecia? Mas não tinha escolha! Ou confiava! Ou tinha que se virar sozinha! Quem sabe novos horizontes? Uma esperança qualquer? Ela não tinha nada a perder, a não ser abrir seu coração e contar toda a verdade o que estava acontecendo.
Decidiu contar sua vida pessoal. A sua filha que foi arrancada de forma cruel dos seus braços! Então, resolveu abrir o jogo talvez fizesse bem para ela.
— Olha! Por tudo que já passei na minha vida, a senhora não vai acreditar, mas sou tipo de pessoa que não gosto de me fazer de vítima. Já passei por poucas e boas, se eu contar a senhora vai pensar que é uma história de ficção, não durmo mais direito, coisas que aconteceram? Nem sei por onde começar. Até parece coisa de novela desculpa a palavra!
— Entendo! Dá para ver no seu rosto e nos seus olhos tristes que você deve ter passado por maus bocados. Mas quero te ajudar a entender, e confiar em mim. Na verdade, também já passei por coisas piores talvez, mas depois eu vou te contar a minha história! Ou quem sabe prefere escutar a minha primeira? E você poderá confiar em mim? Também preciso desabafar. Tem coisas que eu nunca contei a ninguém, mas não sei por que confio em você. Bom, você lembra muito bem a minha filha que eu perdi tragicamente!
— Nossa! Não sabia disso! Jamais poderia imaginar uma coisa dessas, mas se você não quiser contar para mim, vou entender, pode desabafar depois eu conto a minha história, pode ser?
— Quantos anos você tem? — Perguntou Frantieska.
— Tenho 18 anos!
— Bom, eu tinha a mesma idade quando conheci o meu marido. Éramos muito jovens ainda quando nos apaixonamos. Foi amor à primeira vista! Sabe aquele amor que a gente nunca esquece? Meus pais eram contra o nosso namoro porque meu pai era muito severo, e conservador, obcecado pela religião. Queria que eu me casasse com alguém da igreja que ele frequentava. Era pastor na época.
Eu era tímida e conheci meu marido numa festa. E aí foi amor verdadeiro que aconteceu. Sabe aquele amor que é diferente e difícil de entender. As pessoas tem preconceito e não entendem?
— Sim, eu entendo muito bem o que está falando, passei por isso. Depois conto a minha história!
— Pois é, diria que a tua história possa ser igual à minha, não tenho certeza, mas mudando de assunto. Eu e meu marido éramos muito jovens ainda, o pai dele era contra o nosso namoro, assim igual o meu pai.
Ele era judeu, eu filha de pai evangélico tudo para ser contra. Então resolvemos fugir. Saí de casa e fomos morar sozinhos e começar uma vida nova. Quando fugimos, meu pai quase ficou louco, não aceitou.
Para ele foi uma afronta por ser um homem conservador, e severo, jogou uma praga para que nunca mais nós fossemos felizes. No começo tudo foi maravilhoso, meu marido era um bom homem, e honesto trabalhador, éramos felizes. Fiquei grávida de uma linda menina! Hoje ela teria sua idade!
Frantieska deu uma pausa e começou a descer lágrimas dos olhos. Natasha pode perceber, e também sentiu a mesma coisa, estava entendendo o sofrimento da sua nova amiga. Sem pensar que a história dela fosse tão semelhante, talvez fosse essa razão de estreitar uma grande amizade para o futuro quem sabe, às duas ficaram emocionadas uma abraçada na outra, então Natasha dissera:
— Se a senhora quiser parar e deixar para outro dia contar sua história?
— Não, preciso desabafar, nunca contei a ninguém que eu pudesse confiar que você é diferente, uma pessoa simples, humilde, pessoa do bem. Não sei por que confio em você! Tem muito de mim quando eu era jovem, talvez nunca tivesse ninguém para confiar. Preciso colocar para fora antes que eu enlouqueça.
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Atualizado até capítulo 44
Comments
Marta Monteiro
ela pode ser a filha dela e a história se repeti 🤔
2024-05-01
1
Leonice Gonsalves
ela casou jovem e teve a filha com 32 anos ?/Shy/
2024-03-19
0