(Olivia)
Estávamos lá fora, finalizando a cobertura com as placas, quando um tiro de uma das torres acertou a cabeça de Nick.Me escondi atrás do corpo de Nick para evitar os tiros, enquanto a comunidade do comandante Henrique, nós atacava. Pessoas da comunidade, não soldados, atacavam. Foi então que Alexa apareceu, neutralizou o capanga na torre e me gritou para correr. Peguei uma arma e juntei-me a ela, enfrentando o ataque conjunto da comunidade de Henrique. Juntos, conseguimos fazer Henrique fugir.
(Henrique)
Após um ataque frustrado da organização de Caleb, perdi o controle e, enlouquecido, atirei na metade do meu povo, quase exterminando todos. Em busca de vingança pela morte de Nick, decidi enfrentar Henrique sozinho. Utilizei um carro como arma, mas fui capturado, sentindo a dor agonizante de um tiro no peito e testemunhando minha vida se dissipar diante de mim.
(Maison)
Numa noite sombria, após o ataque do comandante Henrique à nossa morada, tomado pelo medo de sua possível volta para eliminar meus irmãos Alec e Renata, decidi agir. Peguei um carro e rumei em direção ao paradeiro dele. Chegando ao local, onde sabia que encontraria seus soldados, preparei-me para confrontar Henrique e vingar nossa família. No entanto, antes que pudesse consumar meu plano, fui surpreendido e capturado. Num instante de agonia, Henrique, o próprio arquiteto do nosso sofrimento, disparou um tiro em meu peito, testemunhando ali o esvanecer da minha vida.
(Alec)
Na iminência do ataque do comandante Henrique à nossa casa, a tensão pairava no ar. A fúria do confronto deixara nossos alicerces abalados, e foi nesse momento que percebi a ausência de Maison. Com pressa, adentrei o que restava de nosso lar, buscando respostas. Perguntei a Renata, cujo semblante denunciava o medo, se alguém havia visto meu irmão. Entre suspiros, ela relatou que Maison saíra para realizar sua ronda habitual.
A angústia tomou conta de mim, mas não hesitei. Corri pelas ruínas de nossa casa na direção em que presumi que meu irmão poderia estar. Cada passo era carregado de preocupação, enquanto o eco dos estrondos do ataque ainda ecoava em meus ouvidos. Consciente de que Maison, valente como sempre, decidira enfrentar o comandante Henrique para proteger nossas vidas a minha e a de Renata, ignorei completamente minha própria segurança, alimentando a esperança de encontrá-lo incólume e vitorioso.
Caminhando pelos rastros habilmente deixados por meu irmão, um passado como caçador revelava-se útil nesse cenário pós-apocalíptico. Os indícios conduziram-me rapidamente ao local onde, de forma horripilante, testemunhei três zumbis saciando sua fome em uma vítima indefesa. Ao encarar um deles, a surpresa transformou-se em agonia: meu irmão Maison, agora uma sombra de si mesmo, devorando a carne de um ser humano. A dificuldade em enfrentar essa grotesca realidade se materializou quando percebi que o zumbi diante de mim era meu próprio irmão.
O impacto emocional foi avassalador; meus olhos encheram-se de lágrimas diante dessa cruel metamorfose. Empurrei Maison várias vezes, mas cada movimento era uma dolorosa lembrança da ligação que tínhamos antes do apocalipse. Contudo, em meio ao caos, uma lembrança valiosa emergiu: a coragem compartilhada por Renata, minha irmã, e todos os membros do nosso grupo. Essas memórias trouxeram uma energia renovada.
Reunindo forças, consegui sobrepujar a dor e encarei a difícil tarefa de encerrar a existência zumbificada de Maison. Cada golpe era um confronto com o passado, uma luta interna entre o que ele foi e o que se tornara. O peso desse momento reverberava na solidão da minha jornada, marcada não apenas pela sobrevivência, mas também pela constante perda de laços familiares em meio à escuridão desse novo mundo hostil.
Eliminei os outros dois zumbis com precisão antes de retornar ao aconchego de casa. Renata, ansiosa, correu na minha direção, os olhos cheios de preocupação ao perguntar pelo Maison. Calmamente, relatei que nosso irmão havia caído perante a loucura do comandante Henrique. A tensão pairava no ar quando expliquei que, para protegê-lo, fui forçado a encará-lo como zumbi e pôr um fim à sua existência.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 93
Comments