(Caleb)
Em um mundo dominado por zumbis, nossa pequena comunidade tentava passar despercebida escondendo-se debaixo dos carros. Quando pensamos que a ameaça havia passado, decidi esperar um pouco mais, mas Lia e Damon não tiveram paciência. Ao tentarem sair, um zumbi surpreendeu Lia quando estendeu o braço para fora. Ela gritou, correndo, seguida pelo seu irmão. Ao perseguir Damon, deparei-me com dois zumbis que o seguiam. Um triste destino aguardava o pequeno de apenas 10 anos, quando os alcance já era tarde de mais para o menino ele havia sido mordido e morto brutalmente pelos mortos vivos,e com minha faca, encarei a dura realidade. Deixei o seu corpo no chão e fui em busca de Lia. Encontrei-a, instruindo-a a se esconder enquanto lidava com o segundo zumbi. Ao retornar, Lia não estava mais lá. Ao voltar carregando comigo o corpinho sem vida de Damon e explicar a Olívia, sua mãe, o ocorrido com ele e o desaparecimento de Lia, enfrentamos juntos a busca desesperada por Lia, mantendo viva a esperança de reunião em meio ao caos zumbi.
Em meio à densidade do bosque, continuávamos nossa busca desesperada por Lia. A expedição, inicialmente animada, transformou-se em uma busca angustiante pela garotinha desaparecida. Eu, meu amigo Lúcius e meu filho Levi nos aventurávamos por trilhas desconhecidas, procurando por sinais da pequena Lia.
No meio da expedição, a maioria dos membros decidiu retornar à base no cemitério de carros, na esperança de que ela pudesse ter voltado. No entanto, continuamos, persistindo na esperança de encontrar Lia. Foi quando nos deparamos com um pequeno veado, que parecia ser o único ser vivo naquele lugar tranquilo e ao mesmo tempo ameaçador.
Levi, curioso, aproximou-se do veado. De repente, um evento chocante se desenrolou diante de nossos olhos: uma flecha perfurou o peito de Levi. Meu grito ecoou pela floresta, e foi nesse momento que a mulher de cabelos longos e ruivos, de olhos amarelos reluzentes, surgiu, proferindo incrédula:
— Não pode ser.
Ela se revelou como Clara, uma caçadora da floresta. Conduziu-nos até a casa de seu tio, Apollo um médico, onde ele começou a cuidar de Levi, retirando a flecha e estancando o sangue. Enquanto isso, Clara compartilhava detalhes do ocorrido.
Apollo, com olhar penetrante, indagou sobre a paternidade do garoto, buscando detalhes sobre o tipo sanguíneo. Ao afirmar que era A+, semelhante ao meu, Apollo expressou preocupação, declarando que não poderia sair, pois meu filho necessitaria de uma transfusão vital. Lucius, ágil, prontificou-se a buscar os medicamentos necessários, sendo acompanhado por Evander e Clara, formando uma equipe comprometida.
Enquanto a tensão pairava no ar, uma das filhas de Apollo, a notável Alexa, destacava-se pela estatura, seus cabelos castanhos elegantemente dispostos, olhos verdes penetrantes e uma pele branca como a lua. Com empatia, ela ofereceu-se para cuidar de Levi durante esse momento crítico. Em meio à intensidade da situação, Alexa, com serenidade, questionou-me:
— Onde está sua esposa, Chloe? Qual é o nome do seu filho?
Alexa, com determinação, assegurou-me:
— Eu vou até eles no cemitério de carros.
Com palavras tranquilizadoras, ela prometeu:
— Vou retornar em breve com sua esposa, Chloe.
Em meio à incerteza, assegurou-me:
— Não se preocupe, estaremos cuidando de Levi.
(Chloe)
O dia já estava quase acabando e a de notícias de meu marido, meu filho e a de Lúcius, que embarcaram há tempos em uma expedição de caça na busca pela pequena Lia. Minha preocupação crescia a cada momento que passava, e a ansiedade se tornava uma constante companheira. Em meio a essa incerteza, eis que surge uma jovem, montada em uma modesta motocicleta, na estrada que se estendia diante de mim. A esperança se reacendeu, misturada ao receio do desconhecido, enquanto eu aguardava, ávida por notícias que pudessem lançar luz sobre o destino daqueles que partiram em busca da pequena Lia.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 93
Comments