(Chloe)
"Qual de vocês é a Chloe?" indagou ela.
Respondi prontamente: "Eu sou a Chloe. O que aconteceu?"
A moça comunicou com seriedade: "Você precisará vir comigo. Seu filho Levi tomou uma flechada no peito e está sendo tratado em minha casa. Seu marido Caleb e o outro, Lúcius, estão bem. Sigam pela estradinha, há um vilarejo cercado. Entrem, tranquem a porteira e sigam reto até a casa. Venha, eu sei que é difícil."
Sem hesitar, subi na moto da moça, e juntas fomos até a casa. Ao chegar, avistei meu filho. As lágrimas inundaram meus olhos ao vê-lo naquele estado.
Emocionada, perguntei: "Quem feriu Levi?"
Caleb explicou: "Uma moça chamada Clara, ao mirar um veado, acidentalmente acertou o garoto. Clara, junto com Lúcius e Evander, partiu em busca de remédios, prometendo retornar em breve."
A ansiedade se misturava à esperança enquanto aguardávamos pelo retorno da expedição.
(Caleb)
O retorno de Lúcius trouxe consigo uma onda de sentimentos tumultuados no grupo. Evander, o marido de Eleonor, e sua irmã Clara, sacrificaram-se corajosamente para proteger nossos recursos enquanto Lúcius buscava desesperadamente o remédio para a criança. O tratamento foi providenciado para meu filho, Caius e Renata, membros feridos, mas mesmo com a esperança de suas melhoras, as buscas pela pequena Lia não cessaram.
A cada dia, Alec incansavelmente seguia trilhas e Ruby dedicava seu tempo para colaborar nas buscas, demonstrando a união que mantínhamos no grupo. Quando meu filho finalmente acordou em melhores condições, descobrimos a localização da pequena casa que abrigava uma ameaça silenciosa de zumbis. Apollo, o antigo líder daquela família, tentou nos dissuadir, insistindo que não era de nossa conta, mas Lucius, impetuoso como sempre, ignorou o apelo e abriu a casa abruptamente.
Enquanto enfrentávamos os zumbis, o caos se instaurou ao nosso redor, criando um cenário de completa desordem. Em meio a esse tumulto apocalíptico, uma descoberta trágica abalou o nosso grupo. Para nossa surpresa e desespero, a pequena Lia, que imaginávamos estar viva e apenas perdida, estava lá, metamorfoseada numa ameaça ambulante. Embora tenhamos conseguido neutralizar a sua presença, a dor da perda e a visão angustiante do que ela se tornara deixar cicatrizes profundas nos nossos corações, ecoando um lamento silencioso em meio ao caos pós-apocalíptico.
Choramos não apenas por Lia, mas também pela Emily e Klaus mãe e o irmão de Alexa e Alice que era um dos zumbis que estavam dentro daquela casa. Nossas lágrimas ecoaram a fragilidade da vida diante do apocalipse zumbi, reforçando a necessidade de nossa união e perseverança diante dos desafios que ainda estavam por vir.
Após a dolorosa tarefa de enterrar os corpos da mãe e do irmão de Alice e Alexia e o corpo da pequena Lia,que infelizmente foram transformados em zumbis, decidimos dar fim aos demais corpos, optando por uma cremação que ecoou nossas tristezas por um tempo. A perda havia se tornado uma constante sombra sobre nossa família.
Apollo, o patriarca destroçado pela dor insuportável, buscou alívio em um refúgio sombrio: uma taberna no vilarejo próximo, uma vez que nossa propriedade carecia desse tipo de consolo. Enquanto as sombras da tristeza pairavam sobre ele, Jasper e eu, sentindo a imperatividade de resgatar Apollo da escuridão que o envolvia, decidimos embarcar numa jornada em direção à cidade em busca de nosso amigo atormentado pela dor da perda da esposa e do filho que estava presos como zumbi e foram mortos por causa de Lucius.
No calor da discussão para persuadir Apollo a retornar, fomos surpreendidos por um inesperado ruído. Dois homens e uma mulher invadiram nosso refúgio. Questionaram se aquela cidade era nosso território, ao que evitamos compartilhar informações sobre nossa comunidade, percebendo que algo não estava certo na atitude deles.
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Atualizado até capítulo 93
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