(Alec)
Aquela atmosfera estranha persistia. Jasper, Caleb e eu embarcamos juntos na busca por Roseli e Lucius, cada um escolhendo uma trilha diferente ao nos separarmos. Encontramos o corpo sem vida de Roseli rapidamente, mas a surpresa nos atingiu quando ela ressurgiu como zumbi. Agimos rápido para eliminá-la antes de retornarmos para casa, enquanto a inquietação aumentava pela ausência de Caleb e Lucius.
Com a noite caindo, o fogo crepitante na igreja do vilarejo chamou nossa atenção. Todos correram para fora, deparando-se com uma verdadeira horda de mortos-vivos. Equipados com nossas armas, traçamos estratégias de defesa. Montei em minha moto, disparando tiros, enquanto Alexa, Jasper e Renata faziam o mesmo em um carro, circundando os zumbis.
Caius bloqueou a entrada da igreja, aguardando que os demais entrassem. A situação tornou-se um caos controlado, com Ruby, Olivia, Chloe, Alice, Apollo e Eleonor enfrentando os mortos-vivos no interior da casa. Em um momento crucial, decidi agir, pegando Olivia e conduzindo-a na minha moto em direção ao cemitério de carros, o local onde sabíamos que encontraríamos nosso grupo.
(Chloe)
A batalha prosseguia, permeada pelo rugido dos motores e o estrondo contínuo das armas. Em meio ao apocalipse zumbi, lutávamos tenazmente pela sobrevivência, enfrentando não apenas os mortos-vivos, mas a incerteza e o desespero que pairavam no ar.
Em meio ao tumulto causado pelos zumbis, Caius aguardava em seu carro, uma tênue luz de esperança em meio à escuridão da invasão dos mortos-vivos. Eu, Alice, e Eleonor corremos freneticamente na direção do veículo, o medo pulsando em nossas veias. Contudo, a tragédia se abateu sobre nós quando os zumbis alcançaram Eleonor, dilacerando-a diante dos olhos assustados da jovem Alice, uma alma de apenas 17 anos confrontando a brutalidade do apocalipse.
Com o coração pesado, entramos no carro de Caius, deixando para trás o valente Apollo, determinado a proteger sua morada com uma coragem quase sobre-humana. A estrada à frente era incerta, e eu me debatia com a angústia de não saber o paradeiro de meu filho Levi e de meu marido Caleb, que partiram no início da tarde e não retornaram.
(Caleb)
Ao escaparmos finalmente da igreja que fora incendiada para conter a ameaça zumbi, a cidade estava mergulhada no caos. Chegamos em casa apenas para encontrar Apollo, uma figura solitária resistindo ao desespero que assolava nosso vilarejo. Com persuasão, o convenci a abandonar sua casa e se juntar a nós na busca por um lugar seguro.
Com o último carro disponível no vilarejo, uma relíquia de décadas passadas, nos aventuramos em direção ao cemitério de carros, onde o passado ressurge em cada ferrugem e amassado. O rugido do motor antigo ecoava como uma melodia nostálgica, enquanto as linhas clássicas da carroceria contavam histórias de viagens passadas e aventuras esquecidas. À medida que avançávamos pela estrada poeirenta, o crepitar da velha transmissão sussurrava segredos de uma era automotiva há muito enterrada. O volante desgastado, testemunha silenciosa de inúmeras jornadas, guiava-nos através desse cemitério de máquinas, onde cada veículo desgastado era uma testemunha do tempo e uma cápsula do passado motorizado daquele vilarejo.
Cheguei primeiro, uma onda de alívio misturada com preocupação me envolveu ao não avistar Chloe entre os outros. A espera ansiosa foi quebrada quando, logo em seguida, chegaram Alec e Olívia na moto de Alec, seguidos pelo ronco do motor do carro de Alexa, Jasper e Renata. Finalmente, Caius, minha esposa Chloe e Alice completaram o grupo. Nos abraçamos intensamente, uma mistura de emoções entre a alegria de estarmos juntos e a preocupação pairante.
Ao questionar para onde iríamos, respondi que ainda não sabia, mas propus seguir a estrada, explorando carros abandonados em busca de mantimentos e abastecendo com gasolina retirada desses veículos. Olívia, por sua vez, expressou suas dúvidas sobre a existência de um local seguro, relembrando com apreensão o último vilarejo que acreditávamos ser nosso refúgio. Foi nesse momento que percebi a ausência de Ruby e não hesitei em perguntar por ela. A resposta de Olívia foi incerta, revelando que a última vez que a viu foi quando Ruby a salvou.
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Atualizado até capítulo 93
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