(Caleb)
Alec cravou seus olhos em mim, questionando em silêncio se seu irmão estava entre os mortos. Minha resposta vacilou, refletindo a incerteza que pairava sobre nós naquele momento tenso. Ele persistiu, repetindo a pergunta com uma urgência palpável:
Onde está meu irmão?
Ao explicar que não tínhamos certeza do destino de seu irmão, sua expressão se tornou mais sombria. Em um esforço para estabelecer uma conexão momentânea, ele indagou sobre meu nome.
Qual é o seu nome?
Respondi com simplicidade:
Caleb.
No entanto, a tensão aumentou quando, acusando-nos de abandonar seu irmão, as palavras de Alec ecoaram como trovões em uma tempestade emocional que se desencadeava entre nós:
Vocês o deixaram para trás, não é?
Expliquei:
Seu irmão se tornou uma ameaça. Eu precisei prendê-lo em um quarto de hotel.
Alec ficou visivelmente agitado:
Você deixou meu irmão para trás? Vou te matar por isso!
Nesse momento, Lúcius interveio, tentando acalmar a situação. A confusão foi interrompida pela voz de Caius, que assumiu a culpa pela perda da chave:
Fui eu que perdi a chave.
Alec, decidido, afirmou:
Eu vou procurar meu irmão.
Renata, então, disse:
Eu cuido do acampamento.
Jasper e eu nos juntamos à busca.
E assim, o grupo se dividiu, enfrentando o peso das escolhas e o desafio de reencontrar o irmão perdido, guiados pelas complexidades de sobrevivência em um mundo transformado.
Chloe, minha esposa, expressou sua fúria quando tomei a decisão de me unir a Alec e Jasper na missão de trazer Maison de volta ao nosso grupo. Apesar da resistência dela, Levi, nosso filho, compreendeu a necessidade da empreitada. Partimos corajosamente em direção à cidade infestada de zumbis, manobrando habilmente através de hordas numerosas que bloqueavam nosso caminho.
Antes de chegarmos ao hotel onde Maison estava preso, decidimos fazer uma parada estratégica em uma loja de armas que encontramos na cidade. O objetivo era reforçar nosso arsenal, e assim o fizemos, pegando o que pudemos para garantir nossa segurança diante da ameaça iminente. Equipados, continuamos nossa jornada até o local onde havíamos deixado Maison, no topo do hotel.
Ao chegarmos, a cena que se desdobrou diante de nós foi desconcertante. A porta do quarto estava completamente destruída, e apesar de alguns corpos de zumbis espalhados pelo chão, Maison não estava lá. Alec, momentaneamente desnorteado, sugeriu a sensata ideia de retornar ao acampamento, alertando-nos sobre a possibilidade de Maison buscar vingança contra aqueles que permaneciam lá.
A jornada de volta ao acampamento foi tensa e silenciosa, a escuridão da noite envolvendo-nos enquanto nos movíamos cautelosamente pelos corredores da cidade infestada. Ao alcançarmos finalmente o acampamento, a expectativa pairava no ar, mas fomos recebidos por uma visão perturbadora e sombria que sugeriu que os desafios estavam longe de terminar.
(Levi)
No início da manhã, meu pai partiu com a missão de resgatar Maison, o encrenqueiro, irmão de Alec e Renata. A luz do amanhecer não previa o terror que estava por vir. À medida que o dia avançava, os eventos se desdobravam numa narrativa macabra. Gritos ecoaram quando, ao cair da noite, presenciei a tragédia se desenrolando diante dos meus olhos.
Os gritos desesperados de Lia e Damon foram o prenúncio do pesadelo que se desencadeou. Rode, o pai de Lia, estava indefeso diante da voracidade dos zumbis, e sua imagem sendo devorado assombra meus pensamentos. A escuridão trouxe consigo o horror inimaginável, e enquanto minha mãe e eu corremos para ajudar, fomos testemunhas do caos se instaurando.
Lucius, Renata, Atlas e Caius, surgiram como heróis improváveis, enfrentando os mortos-vivos com coragem. A morte rondava nosso grupo, ceifando vidas como a de Lily, a irmã de Ruby, cuja mordida a condenou a uma existência não-viva. As crianças foram arrancadas do nosso convívio, exceto eu, Lia e Damon, testemunhando o terror que se desenrolava diante de nossos olhos.
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Atualizado até capítulo 93
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