(Alexa)
Num ato de resignação, cedi e removi a blusa e o sutiã, sujeitando-me à invasão do comandante, enquanto era levado para a cela de Jasper sem a proteção da vestimenta. A fúria contida nos olhos de Jasper, prestes a atacar, foi freada ao ver a arma apontada para mim. Comandante Henrique, agora com uma alavanca de controle, exigiu a revelação do esconderijo, e a visão dolorosa de deixar o Jasper ver o Comandante me tocar em sua frente,desencadeou minha confissão sobre a academia militar.
No instante em que o tormento momentaneamente encontrou seu fim, uma pausa efêmera nos envolveu, e ali estávamos, nos abraçando intimamente. Não éramos apenas portadores das feridas físicas que marcavam nossos corpos, mas sim detentores de cicatrizes profundas, gravadas em nossas almas já tão debilitadas pelos impactos impiedosos da violência. O silêncio ao redor não era apenas uma pausa, mas sim um testemunho da resiliência que se formava em meio às adversidades, uma conexão entre dois seres que encontraram conforto nos braços um do outro diante das provações da vida.
(Jasper)
Quando eles trouxeram o Alexa até minha cela, uma onda de fúria percorreu meu corpo ao vê-la ali, vulnerável e despojada de qualquer dignidade. A cena de humilhação se intensificou quando a jogaram para mim, arrancando dela informações sobre o esconderijo que guardávamos. Minha revolta só aumentava diante desse ato brutal. Após a saída deles, minha atitude compreensiva se manifestou ao oferecer minha camiseta para Alexa, proporcionando pelo menos um pouco de dignidade naquele momento sombrio. Ela a vestiu e descansou em meu ombro, revelando que, apesar da angústia, nenhum mal físico adicional lhe fora infligido.
(David)
Agora, com Selene mais ou menos recuperada, a decisão de retornar ao local para salvar nossos companheiros, Jasper e Alexa, se tornou imperativa. Nossa determinação estava firme, e Selene, fortalecida, nos conduziu até o local com cautela para evitar chamar muita atenção. Ao nos depararmos com apenas duas pessoas, optamos por neutralizá-las, amarrando-as para que não alertassem outros. A equipe estava formada por Alec, Renata, Marcel, Selene e eu.
Avançamos corajosamente, desbravando o ambiente hostil. Encontramos rapidamente a cela onde Jasper e Alexa estavam mantidos em cativeiro, e a operação de resgate foi bem-sucedida. Contudo, durante um confronto intenso, nos separamos de Alec, aumentando a tensão da situação.
Ao nos prepararmos para deixar o local, Renata surpreendeu-nos ao manifestar sua decisão de retornar para encontrar seu irmão. Prometemos resgatá-la, mas as circunstâncias nos forçaram a seguir em frente, com um aperto no coração por deixá-la para trás. Infelizmente, perdemos contato com Alec em meio ao caos, deixando-nos com a promessa de voltar para buscar Renata e Alec, pois nossa missão ainda estava longe de ser concluída.
(Ruby)
Estava tudo calmo quando, de repente, vários tiros ecoaram. Em meio ao caos, localizei rapidamente o Comandante Henrique, que revelou a invasão de vândalos à nossa comunidade. Enfrentei a situação trocando tiros, mas acabei me separando de Henrique. Ao encontrá-lo novamente, testemunhei a crueldade infligida por Selene: Henrique sem um olho e a perna ferida. Não pude contê-la e a mandei fugir antes de cuidar de Henrique."
Quando Henrique foi médica, ele me conduziu a um local noturno, onde lutas eram realizadas para entreter a população. Cerca de 80 pessoas estavam presentes, mas eu não compreendia completamente o que estava acontecendo. Henrique revelou que Maison, tido como amigo, era o responsável por ser irmão de dois vândalos."
O choque aumentou quando Henrique ordenou que dois capangas trouxessem os culpados. Ao revelarem suas identidades, meu coração apertou: Alec e Renata, meus amigos, eram os vândalos por trás da tragédia que atingiu nossa comunidade."
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Atualizado até capítulo 93
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