(David)
Ao chegar à porta do prédio indicado, fui recebido por um rapaz moreno, de presença imponente, olhos castanhos e cabelos escuros. Ele se apresentou como Caius e me conduziu habilmente até o topo do edifício. Ao alcançar o local, deparei-me com um grupo variado de sobreviventes.
Contudo, a tensão se instaurou quando uma moça loira, Ruby, ergueu sua arma em minha direção.
— Você matou todos aqui! — exclamou Ruby. — Eu vou te matar!
O asiático Jasper, posicionado no canto, interveio rapidamente:
— Ele não tem culpa! — argumentou Jasper.
Após uma breve pausa, Ruby abaixou a arma, ainda visivelmente irritada. Ela expressou seus agradecimentos de forma sarcástica:
— Obrigada! — disse Ruby, amargamente. — Por sua causa, todos nós vamos morrer. Agora não podemos voltar para casa, graças aos seus tiros na cidade que chamaram a atenção de todos os zumbis para cá!
Com uma mistura de alívio e desculpas, Ruby começou a apresentar os outros membros do grupo:
— Esse é Caius — disse Ruby, apontando para um homem moreno de olhos penetrantes.
Ela então indicou o outro rapaz no canto da sala.
— E esse é Jasper — acrescentou Ruby. — Ele tem sempre algo assertivo a dizer.
Por fim, ela mencionou:
— Maison está no terraço, ele é o nosso vigia atento.
A atmosfera, inicialmente tensa, começou a ceder espaço para um sentimento de cooperação entre nós, enquanto enfrentávamos juntos os desafios impostos pelo mundo repleto de zumbis.
Enquanto estávamos lá embaixo, envolvidos na nossa conversa, a atmosfera do hotel abandonado ficou tensa com o eco de tiros vindos do terraço. A princípio, acreditávamos que eram de um único local, mas a surpresa foi perceber que os disparos ecoavam da janela do terceiro andar, onde Maison se encontrava.
As palavras apreensivas de Ruby ecoaram:
— Tá ficando doido? Você ficou louco? Vai chamar todos os outros zumbis para cá agora?
Logo em seguida, uma discussão acalorada começou entre Caius e Maison.
— O que você acha que tá fazendo, Maison? — Caius gritou, claramente irritado. — Quer colocar todos nós em risco?
Maison rebateu com desdém:
— Eu faço o que for necessário para sobreviver. Não vou ficar esperando você tomar decisões idiotas!
Caius deu um passo à frente, encarando-o.
— Decisões idiotas? Você é quem está colocando todos em perigo com esses tiros!
Maison respondeu, elevando a voz:
— Ah, claro, porque o grande Caius sabe tudo! Vocês são todos uns covardes!
A situação escalou quando Maison, com um tom agressivo, soltou uma ofensa racista:
— Vai embora, idiota. Não preciso de sermão de gente como você.
Caius ficou furioso, avançando contra Maison, mas eu rapidamente intervi para impedir que a briga piorasse. Diante dessa situação, decidi trancar Maison em um dos quartos do hotel, entregando a chave a Caius para manter a segurança.
Após a discussão entre Maison e Caius, eu resolvi:
— É melhor amarrar o Maison. Ele não é uma pessoa confiável.
Quando me juntei ao resto do grupo, percebemos que os vidros da porta de baixo do hotel não aguentariam muito tempo com o tanto de zumbis que estavam lá embaixo.
— Precisamos de um plano — sugeri.
Caius assentiu, unindo forças comigo:
— Vamos afastar os zumbis que se aproximam da porta.
Dois corajosos se voluntariaram, e um deles falou:
— Eu e você atrairemos os mortos-vivos para uma área deserta.
Jasper, assumindo a responsabilidade, disse:
— Eu vou conduzir um carro de ambulância com a sirene ligada para despistar os zumbis na direção oposta.
Eu assumi o volante do segundo veículo, determinado a resgatar Ruby, Maison e Caius. No entanto, o destino reservou uma reviravolta quando Caius, inadvertidamente, perdeu a chave do quarto onde Maison estava trancado.
— Droga! — exclamou Caius, frustrado. — Eu perdi a chave!
Sem hesitar, ele improvisou:
— Vou bloquear a entrada com uma cama para evitar que os zumbis invadam o local.
Com a nossa equipe agora separada, Jasper seguia com maestria o plano de desviar a atenção dos zumbis com a ambulância, enquanto eu conduzia o veículo em busca dos membros do grupo. A tensão pairava no ar, mas a determinação de cada um impulsionava nossa jornada em direção ao acampamento, onde esperávamos encontrar segurança e reunir forças para os desafios que ainda estavam por vir.
Ao me aproximar, percebi que as vozes ressonavam na colina, ecoando a repreensão de um homem idoso que se chamava Atlas a Jasper, cujo barulho inconveniente na encosta era motivo de desagrado. Atlas, com seus cabelos brancos e o característico chapéu, expressava seu descontentamento, enquanto Lucius, o jovem companheiro, também compartilhava sua desaprovação.
A cena à minha frente se desdobrava com complexidade, incluindo não apenas a reprimenda a Jasper, mas também a presença de outros indivíduos. Uma mulher, acompanhada por dois filhos, compunha um grupo, enquanto uma família formada por uma mulher, seu marido e duas crianças completava o quadro. O ambiente vibrava com uma mistura de emoções e relações interligadas.
Contudo, o momento mais comovente foi quando meus olhos se fixaram na figura chorosa de uma das crianças. Uma onda de emoção tomou conta de mim ao perceber que se tratava de Levi, meu amado filho. As lágrimas vieram à tona, mas desta vez, eram lágrimas de alegria e alívio.
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Atualizado até capítulo 93
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