(Caleb)
A cruel realidade se revelou de maneira contundente quando percebemos que Atlas, além de ter sido brutalmente atacado, estava se transformando em um dos mortos-vivos. Diante do sofrimento insuportável, tentamos tomar a difícil decisão de encerrar sua vida. Mesmo eu, ao tentar atirar, falhei miseravelmente. Foi então que Alec, compreendendo a necessidade premente, pegou minha arma e pôs um fim ao tormento de Atlas.
Antes de agir, ele sussurrou um pedido de desculpas, reconhecendo a gravidade da situação. Assim, a vida de Atlas se despediu enquanto lágrimas banhavam nossos rostos. Juntos, choramos a perda e, com pesar, sepultamos o corpo de um amigo, enfrentando a brutalidade do mundo que agora habitávamos. A tragédia nos deixou marcados, unindo-nos em luto diante da impiedosa realidade que se desdobrava à nossa volta.
Após a morte de Atlas, a esperança de paz parecia distante. A perda havia sido profunda, e todos ansiávamos por uma trégua. No entanto, essa sensação de alívio ainda não chegara. Lucius, atormentado por seus próprios demônios, persistia na obsessão de eliminar Roseli, acreditando que isso seria a chave para uma tranquilidade duradoura.
Certa tarde, quando as sombras se estendiam, Lucius tomou a decisão sombria de levar consigo Rosali para concretizar seus planos sinistros. Determinado a impedir essa tragédia, segui com Jasper e Alec por trilhas distintas, a tensão no ar pairando como uma tempestade iminente.
Ao encontrar Lucius, a verdade se desdobrou diante de mim. Era uma armadilha elaborada, meticulosamente planejada para me conduzir à beira do abismo. Lucius, olhos cheios de ressentimento, proclamou que eu não merecia o que tinha conquistado. Para ele, a liderança, o amor de Chloe e Levi deveriam ser dele. A traição de um amigo cortou mais fundo do que qualquer ferida física.
Em meio a palavras afiadas e acusações amargas, o confronto se desenrolou. O destino forjado por nossas escolhas sombrias estava selado. Lucius caiu diante de mim, a vida escapando de seus olhos, mas o preço da vitória era alto. Meu próprio filho, testemunhando a carnificina, e viu Lúcius sucumbindo à transformação em zumbi, a vida que conhecíamos desmoronando em desespero.
E então, em um ato de proteção instintiva, meu filho, ergueu a arma não contra mim, mas contra Lucius, encerrando sua existência de uma forma tão irônica quanto cruel. A tragédia daquele dia ficou marcada não apenas pela morte de Lucius, mas pela ruptura irrevogável da inocência em meu filho, perdido entre o horror da realidade e a necessidade de sobreviver em um mundo que há muito perdera sua humanidade.
Ao dispararmos o tiro, inadvertidamente atraiu a atenção de um formidável grupo de mais de 100 zumbis, cuja presença se revelou perigosamente próxima à nossa pacata cidade. Enquanto eu me esforçava para acalmar meu filho diante do caos iminente, ele indagou perplexo sobre a transformação de Lucius em um zumbi. Com pesar, expliquei que não tive escolha senão abatê-lo para assegurar nossa sobrevivência.
Apesar da compreensão misturada com raiva expressa por meu filho, não tivemos tempo para digerir completamente a situação. O cerco dos mortos-vivos se estreitava ao nosso redor, e, com cautela, nos esgueiramos para evitar sermos detectados, encontrando refúgio na austera igreja da vila. Subimos até o topo da torre, mas a perseguição impiedosa dos zumbis não nos deu trégua.
Do alto da torre, enquanto nos deparávamos com o horizonte inundado por uma maré de criaturas sedentas por carne humana, olhamos à reserva escassa de gasolina que havíamos estocado. Com gestos ágeis, regamos as entradas da torre da igreja com o combustível, nossa última linha de defesa contra o avanço implacável da horda. Com um fósforo aceso, testemunhamos o brilho crepitante da chama dançando nas entradas, uma tentativa desesperada de conter o incontrolável apocalipse que se desdobrava ao nosso redor.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 93
Comments