(Caleb)
O indivíduo que os acompanhava lançou piadas de mau gosto, aumentando a tensão. Quando a indagação sobre a presença de mulheres surgiu, o clima se tornou ainda mais pesado. Diante da ameaça de uma arma, agi instintivamente, neutralizando a perigosa situação. A mulher, ferida mas viva, foi levada conosco na esperança de obter informações cruciais.
De volta à fazenda, a presença da prisioneira causou inquietação. Renata, curiosa, questionou: "Quem é essa mulher?"
Expliquei: "Ela faz parte de um grupo de terroristas. A mantemos como refém na esperança de desvendar as intenções obscuras desse grupo."
O mistério persistia, enquanto enfrentávamos os desafios cada vez mais sombrios impostos por aquele novo mundo.
Na modesta cadeia da cidade, conduzimos a mulher para o interrogatório. Alec, incisivo, começou a questionar, mas a moça permanecia em silêncio. A impaciência crescia quando Renata, a irmã de Alec, interveio decididamente. Agarrando o ferimento da mulher, ela apertou com firmeza e repetiu a pergunta:
"Qual é o seu nome?"
O clima na sala se intensificava à medida que a resposta continuava a se esquivar, criando uma atmosfera de suspense e expectativa.
Renata encarou a moça com determinação. Apesar das torturas sofridas, a moça manteve-se em silêncio. Sem hesitar, Renata pegou uma faca e a cravou na perna não machucada da moça, exigindo novamente:
"Qual é o seu nome?"
Gritando de dor, a moça respondeu entre lágrimas: "Meu nome é Roseli."
Um sorriso atravessou o rosto de Renata ao ouvir a resposta. Assegurando, ela disse:
"Seja obediente, não vou te machucar. Quantos vocês são?"
Chorando de dor, Roseli respondeu: "Somos 20, talvez 30 pessoas, eu não sei ao certo."
Renata, ainda segurando a faca, continuou seu interrogatório, indagando sobre o que faziam com acampamentos de sobreviventes encontrados. Roseli, entre soluços, relatou a brutalidade que testemunhou. Homens de seu grupo abusaram de uma família, deixando Renata chocada com a crueldade.
Estávamos todos reunidos na casa, sendo eu, Caleb, minha esposa Chloe, meu filho Levi, o chefe da família de lá Apollo, suas filhas Alice e Alexia. Também estavam na casa a Ruby, Eleonor, Jasper, Alec, Renata, Olívia, Caius e o velho Atlas. Começamos a decidir o destino de Roseli, se ela seria morta ou se a deixaríamos viva.
Enquanto discutíamos o futuro de Roseli, as opiniões divergiam. O velho Atlas era contra tirar a vida dela, argumentando pela preservação do ser humano. Eu, juntamente com Alec, Jasper, Alice, Alexa, Apollo, Olívia, Chloe e Levi, era favorável a puni-la pelos atos cometidos por seu grupo.
Chegou o momento de decidir, e a execução era o caminho escolhido. No entanto, ao olhar nos olhos inocentes de Levi, minha determinação vacilou. A dor era palpável, e, no fim, optamos por não seguir o caminho da vingança. Roseli não foi morta, mas aprendemos que a justiça podia ser alcançada preservando nossa humanidade, mesmo em tempos sombrios.
Aquela tarde sombria foi envolvida pelo furor de Lucius, que brigou comigo de forma intensa, insistindo que Roseli merecia enfrentar a morte. Discordando veementemente, resisti às suas tentativas de impor justiça por conta própria. Para garantir que ele não agisse impulsivamente, designei Ruby para vigiá-lo, dada a proximidade notável entre os dois.
Enquanto acreditávamos que a serenidade havia se restabelecido, um grito angustiante dilacerou o silêncio, reverberando pelo velho Atlas durante uma sessão que parecia inicialmente pacífica. Movidos por instinto, corremos em direção ao local, apenas para nos depararmos com uma visão aterradora: Atlas jazia dilacerado ao meio por um zumbi. Agimos rapidamente, neutralizando a ameaça, mas a cena desoladora permaneceu. Em meio ao caos, Ruby, quase como uma filha para Atlas, sucumbiu às lágrimas, suas emoções transbordando diante da trágica realidade que se desdobrava diante de nós.
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Atualizado até capítulo 93
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