Duas possibilidades vieram à mente, Demônio ou Caminhante da morte, mas ela sabia sem precisar pensar nisso.
Um Demônio teria se dado a conhecer pelos sons de clique que faziam, ou por assobios ou rosnados. Esta criatura estava em silêncio, não a atacou e parecia ter saído de seu caminho para ajudá-la.
O portador da espada não simplesmente desapareceu no ar, e o garoto da adaga não se mijou por nada. É quem tem me observado.
Ainda agachada, Lume deixou seus olhos
vagarem pela floresta mais uma vez, desta vez procurando por qualquer sinal do Caminhante da morte de caveira de coelho. Ele nunca foi embora. Ele está me protegendo.
Mais uma vez ela se perguntou, por quê?
Era uma pergunta sem sentido.
Ela se levantou e cerrou as mãos ensanguentadas em punhos, ignorando
a dor nas costas de seus dedos.
— Saia! Eu sei que voce está ai!
Ela gritou, ouvindo sua voz reverberar como um eco.
Ela não obteve resposta.
Talvez ele tenha corrido atrás do homem que fugiu?
— Espero que você não tenha matado aquele homem.
Lume gritou.
— Ele não merecia morrer só porque estava com fome. Se você tivesse assustado eles para mim, eu os teria nocauteado para que pudessem voltar para casa para seus entes queridos.
Ela só recebeu mais silêncio.
Até o vento estava calmo e mal se movia. Nenhum graveto quebrou, nenhuma folha estalou sob os passos. Estava quieto, quieto demais.De repente, a área ficou mais escura, dizendo a ela que o sol havia
passado pelas árvores e começava sua descida final no horizonte.
Caramba. Eu não tenho tempo para isso.
Ela caminhou até o Sr. Do Machado e se agachou na frente dele.
— Ei, você.
Ela bateu na bochecha dele algumas vezes até que ele se mexeu.
Seus olhos se abriram, embora apenas como um machucado e quase inchado. O Sr. do Machado sentou-se, confuso e provavelmente com uma concussão.
— Você!
Ele olhou em volta apressadamente enquanto recuava de bunda.
— Onde estão...
— Vá para casa.
Ela disse a ele.
— Volte para sua família, ou o que quer
que seja. Há algo na floresta que assustou seu amigo.
— Um demônio?
Ele guinchou.
— Não tenho certeza. Talvez tenha sido apenas um urso, mas você precisa voltar para a cidade antes que o sol termine de cair.
Ela rolou sobre os calcanhares e ficou de pé enquanto ele se levantava.
Seus joelhos pareciam vacilantes, mas ele conseguiu ficar em uma posição curvada enquanto segurava a barriga.
— Por que você me acordaria? Tentamos roubá-la.
Lume caminhou até seus pertences e começou a cruzar suas mochilas sobre o torso.
— Porque é desumano deixá-lo inconsciente no meio da floresta para que um Demônio o coma.
Lume viu o machado dele no chão perto de onde estavam as mochilas dela. Ela pegou e então ofereceu o cabo para ele, segurando a lâmina.Ele parecia tão inseguro quando lentamente estendeu a mão para agarrá-lo.
Lume tinha certeza de que era um dos poucos pertences que possuía, e
provavelmente o usava para trabalhar pela pequena moeda que conseguia ganhar.
— Obrigado?
Ele perguntou desajeitadamente quando o pegou.
Lume assentiu e recuou.
— Agora, se eu me virar e você tentar me atacar novamente, vou cortar sua garganta e usá-la como isca para o Demônio esta noite. Eu não dou uma segunda chance facilmente.
Ela não poderia dizer se seu rosto parcialmente enegrecido e manchado
de sangue empalideceu, mas ele se afastou dela.
Eles se separaram.
Durante todo o caminho de volta para sua casa, Lume tentou com todas as suas forças ouvir o Caminhante da morte que poderia estar seguindo ela.
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Atualizado até capítulo 159
Comments
Clesiane Paulino
amando a história 🥰
2025-02-01
0
Fatima Leal Oliveira
meu herói 💞
2024-04-15
2
Anonymous
você é incrível
2024-01-28
7