Andei de um lado para o outro no meu quarto, repassando o que houve no clube. As palavras de Adrian ecoavam na minha cabeça, e estava tentando encontrar uma explicação sobre suas ações. Frustrada me negando a acreditar que sinta algo ou queira. Até chegar à conclusão que estava pondo muita importância em relação a ele.
Não dava. Tinha que esquecer ele. Seguir.
Tomei um banho e me troquei, colocando vestido colado, saltos, maquiagem, peguei minha bolsa e jaqueta. Mandei mensagem para Mari. “ Me manda localização, estou indo” minutos depois, tinha onde ir.
Peguei um táxi e parei na frente da boate. Entrei olhando em volta procurando por Mari. Senti meu celular vibrando e uma mensagem, o número desconhecido.
“ Quero você”
Franzi a cara lendo. Era uma mensagem bem direta, chegando ser quente saber que é desejada, e até assustador.
Meu primeiro pensamento era que Mari estava pregando uma peça em mim. A vi acenar junto com um grupo de pessoas a uns caras bonitos ali
— Bem engraçadinha! Falei aproximando.
— Você disse que queria curtir, arrumei uns amigos! Disse sorrindo.
Fui apresentada ao pessoal, peguei uma bebida e começamos a conversar, sobre festa, trabalho, algumas piadas.
— Fui para EUA a uns três anos atrás! Luciano falou, ele é um cara simpático mediando, claro, de cabelos pretos, e tem charme.
— E o que achou? Perguntei.
— Frio! Disse. — Em todos os sentidos, não gostei muito do clima, as pessoas não parecem muito receptivas como no Brasil.
— No começo também tive problemas para me adaptar, depois me acostumei com ritmo, mas não se compara com carisma do nosso povo. Falo e concorda.
— Quer outro? Luciano aponta para meu copo vazio na mesa.
— Não, acho que vou ficar de motorista! Falo olhando para Mari, que já tinha bebido um pouco.
— Planos para faculdade? Luciano perguntou.
— Na verdade, sim, seguindo na minha área, talvez medicina forense. Falo.
— Na sua área? Luciano pedi.
— Sim, sou perita criminal e judiciail na verdade. Falo e o vejo surpreso.
— Uau, mas você é bem nova! Diz.
— É o que dizem, mas consegui ir bem com estudos e estágios, tinha um trabalho em mente, mas a burocracia sobre ser estrangeiro complicou, agora tenho que validar meu diploma no Brasil e seguir minha carreira.
— Caramba, que interessante! Você já trabalhou lá, tipo algum caso.
— Sim, fui auxiliar em um laboratório criminal. Confirmo.
— Está procurando um novo caso no momento? Luciano pergunta flertando comigo.
— Olha eu...
— Ela nem resolveu os antigos ainda! Me volto para voz, vendo Adrian sentar ao meu lado. — Você não costuma responder às suas mensagens? Pergunta.
Ia perguntar: Que mensagem? E parei, a única mensagem que não respondi tinha sido uma bem direta. Isso fez meu interior agitar. Ele mandou aquilo? Ele...
Perdi a fala. Na verdade, fiquei totalmente surpresa.
Ele sorriu e pediu uma bebida a um garçom. — O que foi? A gente podia conversar, mas você fugiu. Falou tranquilo. Senti meu rosto queimando ciente que Luciano estava escutando.
— Não fugi, estava com pressa! Falei.
— Claro! Adrian pegou o copo com whisky tomando. Vi seu olhar agudo para Luciano. — Doutor Keller! Adrian se apresentou.
— Ah, Olá dr. Sou Luciano, amigo da Mari. Explicou trocando aperto de mão com Adrian. — Se me dão licença, preciso ir! Luciano disse e saiu.
Fiquei olhando sua reação, voltei olhar para Adrian que estava me encarando. Ficou bem claro para mim que intimidou Luciano, como ele tinha feito isso?
— O que quer? Perguntei, engolindo meu nervosismo de estarmos perto novamente.
— Já sabe Selina! Disse sem rodeios.
Voltei a ficar nervosa com isso. Olhando em volta, e pensando no homem que Adrian se tornou, podia ter a mulher que quisesse, não ia ser a próxima na sua lista, e não parecia ser uma coincidência ele aparecer. Suas atitudes me assustam.
— Está me perseguindo? Questiono.
Ele se volta para mim ficando reto. Esperando alguma desculpa esfarrapada.
— É, estou! Disse.
Novamente fiquei sem fala até trêmula, juntando minhas forças. — Você é louco! Disse pronta para afastar erguendo.
— Espera! Ele segurando meu braço. Olhei para mão dele em mim e soltou. — Desculpe, mas me deixa explicar! Pediu.
Encarei um pouco antes de ceder. Sentei. Só indiquei para continuar.
— Quer beber algo? Perguntou. Neguei. — Garçom. Chamou e pediu um coquetel igual ao que tinha tomado antes, olhei estreito.
— Por que me perguntou se ia pedir de qualquer forma? Bufei.
Ele deu um sorriso. — Ainda tem jeito de teimosa! Falou. Não compartilhei do seu humor.
— Você não vai se explicar? Perguntei ficando impaciente.
— Sim, só não sei se esse é o lugar para isso! Falou olhando em volta.
— Você veio até aqui, confirmou que está me perseguindo, a menos que tenha uma boa explicação, não vou a outro lugar, muito menos com você! Falei. Me surpreendi comigo sendo direta. O garçom deixou coquetel.
— Certo! Lembra aquele dia na casa de praia em que me beijou? Adrian perguntou.
Lógico que lembrava e depois. — Quer falar do passado? Perguntei com ironia, tinha deixado o passado para trás, foi voltar e veio abrir feridas, foi meu primeiro beijo e não foi nada gentil. E depois me seguiu em casa para confirmar que não me via nada além de uma irmã. Imaginei várias vezes que também dava um fora nele como me deu outras vezes. Parece que esse dia estava prestes a acontecer.
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Atualizado até capítulo 192
Comments
Ana Paula Nunes
autora vc está de 👏👏👏👏👏sua história é maravilhosa
2024-01-22
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Solange Araujo
Autora não deixe ela mole desse geito, deixa ela forte com atitudes..
2024-01-17
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