No dia seguinte, meus pais se reuniram com a diretoria da escola, resolvendo os detalhes do meu intercâmbio, então eles tinham uma viagem para fazer.
A casa estava vazia. Como sempre, um silêncio tomou o lugar. Tinha passado quase duas semana. Estava no meu quarto fazendo minha bolsa para ir para casa de praia. Olhando os conjuntos de biquínis e maiôs. Não gostava muito de nada decotado, embora já tivesse ido à praia algumas vezes. Nunca me deixei usar duas peças.
Parei no espelho me imaginando com o novo biquíni, torci a cara, iam ter caras mais velhos lá, minhas amigas estavam surtando para ir a um lugar assim, Mariana queria saber tudo. E eu frustrada me olhando no espelho, meus cabelos pretos presos num rabo de cavalo, minha franja sobre os óculos grande e redondos, algumas sardas no rosto. Nada bonita.
Suspirei. Tirei os óculos me encarando, ou tentando ver através da visão turva. Lembrei das lentes de contato, elas me irritavam, eram um desconforto e evitei usar. Mas as peguei colocando dentro da bolsa, junto com os conjuntos de biquínis, toalhas e roupas.
— Selina, vamos logo! Meu irmão bateu na porta chamando como sempre impaciente, ele tinha me dado uma lista enorme sobre o que podia e não fazer. Por exemplo, não contar nada do que fosse acontecer lá.
Não tinha escolha. Estava quase saindo e lembrei do presente de Adrian. Pegando e guardando na bolsa.
Duas horas depois estávamos chegando ao lugar. Casa bonita, coqueiros em volta, a areia clara e uma linda praia, sempre achei lindo o oceano.
Entramos na casa e tinham outras pessoas lá. Maioria jovem entre seus vinte e vinte e três anos.
Adrian que nós recebeu. — Bem vindos! Subindo a escada tem os quartos, pode pegar o último é melhor. Indicou. Assenti. Enquanto saia eles ficaram conversando, escutei algumas garotas perguntando quem era e meu irmão dizer, é a pirralha da minha irmã.
Sempre gentil. Disse. Encontrei o quarto e me instalei.
Fiquei um tempo ali, escutando a festa rolando lá embaixo. Meu irmão deixou claro para não me envolver, e sem bebidas para mim. Parei na janela olhando a paisagem lá fora, abraçando as ondas. Imersa na beleza, não escutei a porta abrir.
— Achei que poderia estar com fome. A voz me chamou atenção.
Era Adrian trazendo um prato com alguns aperitivos e um refrigerante.
— Ah, obrigada! Falei vendo seu gesto gentil.
— Não quer descer? Perguntou.
Lembrando do aviso do meu irmão. — Ah não, estou bem! Disse.
— Sério? Pediu me encarando. — Seu irmão quem mandou ficar aqui, não foi? Perguntou.
Neguei. — Estou cansada, vou comer e dormir. Tentei um sorriso.
— Ok então! Mas se sentir melhor desce. Adrian falou.
Claro que me fez sorrir feito boba e concordar. Assim que ele saiu comi. Queria mesmo descer e observar o que estava rolando lá embaixo. Mas era um pessoal mais velho e não queria sentir-me fora de órbita. Suspirei. No fim resolvi só ir para cama, se bem que o som alto e toda a agitação demorei a dormir.
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Atualizado até capítulo 192
Comments
Ana Paula Nunes
larga de ser boba desce pra aproveitar a festa
2024-01-22
2
Roselaine Roldao Ribeiro
Até agora gostei muito de sua historia tem talento❤
2024-01-17
2