— Vocês têm química! Mariana disse.
— Eu sei, isso acontece desde que nos conhecemos. Concordei com Mari.
— Então por que não tentam? Mari pede.
Não precisava pensar muito. — Não estou afim de começar um relacionamento, preciso focar na carreira, e sinceramente não me vejo sendo uma pessoa receptiva, que tem que dividir o dia com outra, se preocupar, e a área que quero trabalhar vai tomar muito do meu tempo, detesto cobranças. Explico.
Mari me olha algumas vezes. — Uau, você colocou mesmo uma rocha no lugar do coração! Lembrei da cara que Bernardo fez a noite, quando você foi bem direta, sobre não querer um relacionamento, se quisesse ser amigo aceitaria totalmente.
Olhei para ela. — Eu disse isso? Afirmou. — Quando?
— Depois de algumas vodkas no apartamento dele. Mari deu risada. — Mas vamos lá, ele é tão fofo, ficamos no apartamento dele, e foi todo gentil.
Olho para minha amiga. — Acho que alguém está gostando dele. Falo sorrindo. Mari fica vermelha.
— Não, e vocês tem algo, nunca...
— Somos amigos Mari, tudo que quero é que meus amigos também sejam felizes. Falo e deixo saber que o caminho está aberto.
Ela fica calada uns segundos. — Confesso que estou tendo uma quedinha por ele. Diz e me faz sorrir.
— Você é linda, gentil, animada, não vai ser difícil que alguém se apaixone por você. Falo.
— Se for contar meus últimos namorados, geralmente tenho péssimo gosto para escolher. Disse fazendo uma careta.
— Talvez não fosse a hora certa. Sugeri.
— Pode ser. Concordou. — E o Adrian? Você disse que ele apareceu depois que saímos do apartamento.
— Não nos falamos se quer saber, não temos o que conversar! Falo.
— Que coisa, vocês eram tão próximos, conheceu a noiva do seu irmão?
— Não, ele não a levou em casa. E também a vida dele não me interessa, assim como o Adrian, só desejo que sejam felizes e bem longe de mim.
— Aí amiga você ainda guarda muito rancor! Mari disse.
— Pra começar meu irmão nunca se desculpou Mari, o Adrian se desfez de mim, é muito difícil você querer conviver com pessoas que só te deixaram para baixo, eu...paro recordando o quanto as ações de Carlos e Adrian tiveram impacto na minha vida, o quanto demorei para me aceitar e ter auto estima de volta, e estava sozinha em outro país com uma baita depressão, e pessoas ruins. — Eles me machucaram profundamente, não vou fingir que não tenho cicatrizes, e nem vou me forçar a perdoar, até pensei que voltando poderia vê-los e finalmente apagar tudo, mas o sentimento ainda está aqui! Indiquei meu peito.
— Sinto muito amiga, que a vida se encarregue deles, não é?
Assenti, me concentrando em relaxar e aproveitar o sol na beira da piscina do clube.
— Tinha me acostumado com clima fora que até esqueci o quanto é bom não ter que usar tanta roupas. Disse e ri, pegando sol de biquíni.
— Vantagem do nosso país tropical amiga. Mari comentou e olhou em volta. — Vou até o bar, quer algo? Perguntou.
— Quero sim, sendo gelado. Disse ajustando os óculos escuros.
— Já volto. Disse saindo.
Comecei a cochilar com o barulho em volta, algumas pessoas conversando e outras pulando na piscina. Quando aceitei o convite de ir ao clube com Mari, estava entediada em casa, o que me fez questionar se conseguiria me readaptar a um lugar mais pacato, nos últimos quatro anos tinha me acostumado com o caos, barulho e correria dos americanos. Me fazendo pensar em retorna mais breve possível.
Senti alguém próximo, esperando ser Mari que voltou, não me dei ao trabalho de olhar. Mantendo minha mente distante.
— Ah, hum oi! Escutei a voz de Mari distante. — Vou dar um mergulho. Informou.
Não respondi. Uns minutos passaram e senti a boca seca. Lembrando da bebida que Mari foi pegar. Abri os olhos e procurei na mesa ao lado em que deixei o celular.
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Atualizado até capítulo 192
Comments
Ana Paula Nunes
amei esse cap😍😘😍😘😍😘😍😘
2024-01-22
0
Solange Araujo
Gente eu também ficaria magoada com meu irmão e amigo ..... hoje sou mais eu
2024-01-17
1