Adrian deu sorriso de canto e começou a abaixar o rosto.
— O que está fazendo? Sussurrei aflita.
— Shihhh! Me pediu silêncio, com uma mão segurando meu rosto.
Meu coração parecia que ia saltar do peito, seu toque enviando ondas elétricas pelo meu corpo, tomando meu fôlego à medida que sua boca se aproximou
Ele colocou os lábios nos meus, fiquei imóvel, ele beijava e chupava meus lábios, a minha mente ficou em branco, e fiquei totalmente aérea quando ele forçou sua boca sobre a minha, parti os lábios o deixando invadir, engolindo todo meu fôlego. Um momento que só poderia fantasiar em sonhos mais eróticos e safados, senti outra mão dele deslizar pelas minhas costas nua me trazendo mais perto do seus corpo formado e quente. Parece que tinha perdido todo controle de mim, o deixando aproveitar, esquecendo tudo à nossa volta.
Quando parou ouvi sua voz rouca. — Sinto muito gatinha, não demora! Então ele saiu fechando aporta, me encostei na parede sentindo minhas pernas fracas depois de me soltar.
Levei um tempo pra voltar a mim, tocando meus lábios que estavam inchados, a prova de que era real o que tinha acontecido ali.
Minha mente voltou a funcionar direito, podia ter evitado, brigado, e não fiz. Perdi todo meus movimentos. Me vesti, imersa nos meus sentimentos confusos. Uma onda de raiva me atingiu ao perceber que Adrian se desculpou pela atitude e me deixando sem qualquer explicação. Ele não podia fazer o que fez e sair da mesma forma que entrou no banheiro, tomando liberdade que devia ter evitado.
Chateada sai e evitando olhar para quem entrava no banheiro, me dirigi para ir embora.
— Selina, estava te procurando, está indo embora? Mari me para, me vendo vestida.
— Preciso ir, tenho um... compromisso com minha mãe! Menti. Mas não queria dividir o que aconteceu no banheiro, quando estava ainda muito confusa.
— Me dá uns minutos, vou me trocar e te levo.
Tinha esquecido que estava de carona. — Não, fica e aproveita, pedi um Uber. Voltei a mentir ficando surpresa comigo fazendo isso novamente.
— Se fez, tudo bem. Nós vemos a noite então? Pergunta.
Não estava em clima de sair. — Não garanto! Falo.
— Me liga se mudar de ideia! Mari disse e concordei.
Peguei a saída procurando um Uber no celular ou até um táxi. Chegando a entrada do clube, acessando o aplicativo, o mais próximo demoraria cinco minutos.
— Vou pegar o carro!
Meu coração voltou acelerar. — Não precisa, pedi um...Adrian já estava indo ao estacionamento.
Fiquei ansiosa, queria que o carro chegasse logo. O Audi prata parou na minha frente na calçada.
Adrian abaixando o vidro. — Entra te levo! Chamou.
Não estava certa de sair com ele. Vendo um carro chegar às letras de Uber, senti a vontade de correr dali. Indo ao carro já na porta. Senti a mão minha cintura me afastando.
— Aí amigão, demorou. Aqui! Adrian se intrometeu tirando uma nota de cem e dando ao motorista que olhou surpreso.
— Tá bom então! O Uber se foi.
— Por que fez isso? Voltei a Adrian.
Fazia tanto anos que não o encarava, mas meu coração vacilou vendo seu sorriso, as covinhas. Seus cabelos dourados.
— Disse que te levava. Vamos! Chamou indo ao carro.
Não me movi. Ele parou abrindo a porta do passageiro. Fiquei encarando.
— Já me desculpe Selina! Disse com um tom macio em sua voz.
Aproximei, ainda relutando entrar. — Um simples pedido de desculpa não é o bastante depois de invadir o banheiro! Disse lembrando sua atitude a pouco.
Ele encarou com sorriso de canto. — Não estava me desculpando por isso, e nem vou, devia ter feito o que houve há algum tempo! Falou.
— Que? Pedi surpresa por sua audácia e confusa sobre suas desculpas.
— Vamos, a gente tem que conversar! Adrian chamou, mantendo a porta aberta do carro.
Uma parte de mim queria mesmo conversar, entender suas atitudes, o vendo com sorriso leve, fazendo agitar o meu interior como fazia a anos atrás, também me faz ver em seus olhos a menina que era, boba apaixonada e a que ele disse ser sua irmãzinha, e todas outras lembranças. Adrian agora um homem, advogado, uma bela carreira e eu ainda tenho caminho pela frente, criei barreiras para não me decepcionar mais, não estava pronta para me iludir, não com ele novamente. Quero me proteger.
Vejo Mari sair, ela até para de longe nos vendo próximos e vai no rumo dos carros. Então tomei uma atitude, me rendendo a fraqueza. Fugi de novo.
— Selina! Adrian chamou, mas o deixei.
— Está indo embora! Alcancei Mari correndo.
— Sim, o que ele queria? Mari pergunta, a puxando mais depressa para o carro.
— Não me pergunte, não sei! Vamos logo!
Chegamos ao carro e saímos de lá. O vendo ainda observando e balançando a cabeça.
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Atualizado até capítulo 192
Comments
Ana Paula Nunes
😍😘❤👏👏👏👏👏👏
2024-01-22
0
Roselaine Roldao Ribeiro
Depois o que ele fez nem eu o queria nem pintado de ouro
2024-01-17
1