Duas semanas se passam. Saphira e Draco continuam o treinamento, agora focado no controle da raiva. A reunião com Amy finalmente chega e Rosana vai com Saphira até a prefeitura, lá elas são recebidas pela mãe de Amy que diz:
— Sejam bem-vindas!
Ela as guia até o escritório de Amy, que se levanta dizendo:
— Finalmente conseguimos realizar nossa reunião.
— Isso me deu tempo para organizar melhor as ideias. — diz Saphira colocando a bolsa ao lado da cadeira.
— Então, vamos começar? — pergunta Amy sorrindo.
Saphira com seu melhor sorriso pega uma pasta cheia e um tubo de projeto, os abre na mesa e diz:
— Queremos usar o grande terreno abandonado aqui no centro para fazer uma faculdade.
— Depois de muito analisarmos, chegamos a conclusão de que isso seria muito benéfico para a cidade, já que não há uma pelas próximas 5 cidades, isso ajudaria na nossa economia e os lobos da alcateia teriam a escolha de ir ou ficar. — diz Rosana.
— Pedimos a um arquiteto que elaborasse algo pensando naquele grande espaço e foi isso o que conseguimos. — diz Saphira tirando a pasta para abrir melhor o desenho.
— Isso é incrível, podem fazer isso tudo aqui? — pergunta Amy surpresa.
— Se tivermos sua assinatura liberando, sim, podemos. — diz Rosana.
— Ela teria 3 andares e um grande anfiteatro no térreo. — diz Saphira.
— Gosto de como soa isso, vou juntar uma equipe para trabalhar já na aprovação, enquanto isso, me preparem a papelada com cada pedido. — diz Amy.
Elas ficam muito felizes e Rosana resolve sair e tomar um café com a mãe de Amy. Sozinhas no escritório, Amy resolve aproveitar e diz:
— Sobre aquele assunto…
— Eu estava mesmo esperando uma chance de ouvir sobre. — diz Saphira.
— Alguns alfas me procuraram, queriam que eu traísse a alcateia e vigiasse vocês, principalmente você. — diz Amy cabisbaixa.
— Imaginei que algo assim fosse acontecer. — diz Saphira se sentando.
— Preferi contar para você antes, sei que Draco tem motivos para desconfiar de mim agora, mas eu nunca trairia a alcateia. — diz Amy preocupada.
— Eu sei que não trairia, vamos ficar de olho neles, sinto que em breve teremos visitas inesperadas… enquanto isso, concentre-se na aprovação de toda a equipe. — diz Saphira.
Elas se despedem e antes de sair da sala, Saphira diz:
— Aparece lá em casa hoje a noite, vamos nos reunir e tem uma pessoa com saudade de você.
— Quem? — pergunta Amy surpresa.
— Um certo anjo de combate com cabelos azuis. — diz Saphira rindo e saindo com Rosana.
Antes de voltar para casa, elas passam na delegacia, Angel e Clarisse estão lá. O delegado sai para cumprimentá-las, Saphira observa aquele homem alto, loiro, com um porte forte, mas não demais, seu uniforme deixa claro que o treino está em dia, ele se aproxima dizendo:
— Finalmente nos conhecemos sóbrios, loba milenar.
— Só Saphira, por favor. — diz Saphira sorrindo.
— Desculpe, é que eu nunca imaginei que conheceria um. — diz ele meio sem jeito.
— Pode recolher as orelhas delegado, ela é uma mulher como nós. — diz Clarisse rindo.
— Então os dois estão oficialmente juntos? — pergunta Saphira curiosa.
— Nessa temporada, sim. — diz Clarisse piscando.
— Veremos, se quando essa temporada terminar você não se tornar minha, não me chamo Maxwell. — diz ele sorrindo.
— Vocês virão jantar? Preciso de um tempo de vocês depois. — diz Saphira claramente preocupada.
Clarisse logo entende e confirma. Saphira e Rosana resolvem voltar para casa e levam muitos ingredientes para o jantar. Elas passam a tarde toda na cozinha, Draco de vez em quando vai incomodá-las e roubar beijos de Saphira, na décima quinta vez, ele vê que Rosana saiu da cozinha e se aproxima, ele passa as mãos pela cintura e barriga de Saphira dizendo:
— Você fica sexy cozinhando.
— Espero que não esteja me imaginando como uma dona de casa. — diz Saphira rindo.
— Piadinha com alfa? — pergunta Draco divertido.
— Os que conheci deixam as companheiras em casa, descalças e gravidas cuidando dos outros 6 filhos. — diz Saphira rindo.
— Um para mim, está bom. — diz Draco a colocando em cima do balcão.
Saphira fica surpresa com o que ele disse, mas ignora quando seu corpo sente o calor do dele colado. Rosana retorna e encontra os dois se beijando, cobertos de farinha, ela pega uma vassoura e bate no filho dizendo:
— Sai da minha cozinha, não quero a comida batizada.
Os dois riem e ele vai embora, Rosana então ajuda a limpar Saphira dizendo:
— Nunca vi meu filho assim, fico feliz que seja com você.
— Me parece que ele está bem sério. — diz Saphira sorrindo.
— É mesmo? — pergunta Rosana curiosa.
— Ele até falou de filho, mesmo que tenha sido brincando, percebi seu olhar. — diz Saphira.
— Isso realmente seria maravilhoso, eu amo meus netos, mas tentem não realizar por agora, pelo menos até tudo estar bem. — diz Rosana.
— Eu sei, também não desejo acelerar as coisas. — diz Saphira.
Na hora do jantar os convidados chegam e se acomodam na sala, Amy se afasta com Angel para conversar e todos sorriem ao vê-las, Marta, mãe de Amy diz:
— Eu estou muito surpresa com os interesses dela, fui criada por pessoas preconceituosas e nem preciso falar de Jorge.
— O importante é que ela esteja feliz, ela sabe se cuidar e é mais forte do que aparenta. — diz Saphira sorrindo.
— Eu confio nela e desejo toda a felicidade do mundo.
No quarto de hóspedes, Angel a abraça dizendo:
— Estive tão preocupada.
— Não sabe como foi um alívio vê-lo sair de casa. — diz Amy chorando no ombro dela.
— Agora você está bem. — diz Angel.
— Não sei se só um exílio é suficiente, nunca falei nada, mas desconfio que quando o tio Andrew morreu, meu pai estava envolvido. — diz Amy tentando enxugar as lágrimas.
— Como? — pergunta Angel surpresa.
— Não posso provar, mas me lembro dele falando com pessoas suspeitas e um dia antes de irem para a cabana, recebendo algo brilhante e se minhas suspeitas forem válidas, acredito que ele não aceitará quieto. — diz Amy preocupada.
Após mais 10 minutos de conversa, às duas voltam para a sala, todos jantam rindo e brincando, após a sobremesa Saphira diz:
— Preciso ir ao banheiro, já volto.
Ela usa o banheiro e quando tenta voltar, a porta não abre. Um som alto a deixa preocupada, mas ela se sente fraca. O grito de Bruna e Felipe a faz arrepiar e ter um mau pressentimento, então ela junta toda a força que pode e arrebenta a porta, quando chega na sala de jantar, todos estão caídos com o rosto na mesa e há um bilhete no centro dizendo:
“Achei as crianças tão lindas que resolvi trazê-las comigo para conhecer nossa alcateia, estou levando a prefeita também.”
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Atualizado até capítulo 62
Comments
Fátima Ramos
Foi o desgraçado do alfa que a manteve presa e que matou a mãe dela
2025-02-04
1
Leitora Romantica
MATA ESSE DESGRAÇADO
2024-11-08
3
Maria Nice Grudgen
Alcateia rica mas sem nenhuma segurança, como pode isso?
2024-09-14
2