Quando Saphira desperta, já está na forma humana, as crianças estão ao lado de sua cama e gritam ao vê-la bem:
— Tia! Você não morreu!
— Vocês estão bem? O que aconteceu? Me deixa ver vocês. — diz Saphira se levantando rápido.
— Vai com calma, lobinha, acabou de acordar. — diz Draco parado na porta.
— Como pode se preocupar com eles mesmo estando em recuperação? — pergunta Camila confusa entre estar feliz pela consideração com seus filhos e a preocupação com a imprudência dela.
— Eu estava meio enferrujada, faz tempo que não mudo. — diz Saphira.
— Você já sabia sobre nós, não é? — pergunta Rosana.
— Descobri há pouco tempo, quando me convidou para ver a biblioteca e aceitei, seu cheiro mudou, então percebi. — diz Saphira.
— Por que você não se revelou com a língua sagrada? — pergunta Draco confuso.
— Acho que preciso compartilhar algo com vocês. — diz Saphira com a cabeça baixa.
Eles descem e ela percebe que todos menos, Romeu, Maik, Clarisse, Angel e Jhoe, foram embora, Draco então diz:
— Eles são meus conselheiros, então acho que seria bom que ouvissem também, se não for um problema para você, é claro.
Saphira nega com a cabeça e todos se reúnem na sala, ela se senta no sofá e pede:
— Por favor, não deixem as crianças ouvirem isso, depois eu conto de outro jeito para eles.
— É tão ruim assim? — pergunta Bruna com tristeza no olhar.
— Não querida, imagina, eu só preciso falar de alguns assuntos para adultos e depois conto a vocês a história sem esses assuntos. — diz Saphira sorrindo.
As crianças vão para o quarto, Saphira respira fundo e diz:
— Nunca conheci meu pai, minha mãe e uma amiga dela me criaram até os 9 anos, nessa época um lobisomem me encontrou, ele disse que o líder dele me queria.
— Como assim te queria? — pergunta Rosana.
— Eles disseram que eu era especial porque nenhum alfa tem efeito sobre mim, então quando minha mãe tentou me proteger, eles a mataram na minha frente... — Saphira dá uma pausa e continua — A amiga dela tentou me ajudar, mas eles me pegaram e trancaram em um lugar escuro e frio.
— Nossa, eu nem consigo imaginar como foi. — diz Angel com os olhos lacrimejando.
— Eu fui crescendo e me desenvolvi rápido, aos 14 anos o líder achou que eu já estava na idade de dar um filho a ele e tentou...
Todos arregalam os olhos e ela completa:
— Não, ele não conseguiu, por algum motivo ao chegar perto de mim e me olhar nos olhos, ele ficou paralisado, como se uma barreira fosse levantada entre nós, a partir desse dia ele tentou várias vezes e não conseguiu, então colocou na cabeça que precisava da minha permissão e começou a me torturar, aos 17 eu consegui fugir por um descuido deles.
— O que sabe sobre quem você é? — pergunta Camila.
— Eu não sei muito sobre lobisomens, descobri aos poucos que eu conseguia controlar a mudança se me concentrasse e que podia viver como os humanos se não me curasse e não usasse força, então eu me camuflei, fiquei invisível e vivi peregrinando. — diz Saphira.
— Mas e aqueles hematomas? Sei que aquele nojento do Rafael te machucou, mas algumas estavam aí há mais tempo. — diz Camila.
— Bom, os lobisomens não podem encostar em mim, mas isso não funciona com os humanos, sempre aparecia um tentando... me tocar. — diz Saphira se lembrando dos homens e começando a chorar.
— Nojentos. — diz Draco irritado.
— Querida, agora você não precisa mais se esconder, está conosco, vamos cuidar de você. — diz Rosana.
— Não quero trazer problemas e se outro alfa descobrir sobre mim? E se...
— Não tem "e se", como Rosana disse, você agora é parte da família, é parte da minha alcateia. — diz Draco a interrompendo e se levantando.
— Eu não sei seguir ordens, meus instintos me fazem reagir naturalmente. — diz Saphira o encarando.
— Não espero que me obedeça, apenas que fique em segurança. — diz Draco encostando na parede.
— Por que aqueles lá fora estavam tão magros e atacaram as crianças? — pergunta Saphira.
— Aqueles são lycans, humanos que foram transformados e não conseguiram se controlar, eles normalmente só recuam diante de um alfa, por isso trancamos eles lá em baixo e cuidamos deles. — diz Draco.
— lycans... Eu nunca tinha ouvido falar. — diz Saphira pensativa.
— O único que conhecemos que realmente conseguiu se controlar, é Maik. — diz Draco o encarando.
— Você é um lycan? — Pergunta Saphira chegando bem perto dele.
Maik ao olhá-la nos olhos tão de perto, recua um pouco e diz:
— Seus olhos são intimidantes.
— Eu sei, ouvi isso minha vida toda. — diz Saphira se afastando.
— Ele quer dizer que você causa os mesmos efeitos que um alfa. — diz Camila.
— Eu? — pergunta Saphira.
— Isso faz sentido, explicaria porque as crianças se sentem tão seguras com ela. — diz Clarisse.
— Felipe disse que ela os protegeu como o pai fazia. — diz Jhoe.
— São como betas próximos ao alfa favorito. — diz Camila emocionada.
— Como assim? — pergunta Saphira.
— O marido de Camila era um alfa também, assim como meu pai. — diz Draco.
Saphira se aproxima de Camila e segura suas mãos dizendo:
— Não acho que o que sinto por eles, seja por minha condição, quando estávamos na floresta e os vi encurralados, eu nem pensei duas vezes, o medo de perdê-los me atingiu tão forte que mesmo não estando 100%, me joguei em cima do lycan.
— Você provavelmente sente que eles são sua família, te acolheram bem, gostam de você e isso é exclusivo, porque outros não conseguem se aproximar. — diz Clarisse.
Então eles resolvem deixar Saphira descansar.
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Atualizado até capítulo 62
Comments
Fátima Ramos
Esses meninos são muito fofinhos
2025-02-03
1
Leh Lendo
kkkkkkk essas crianças são muito engraçadas
2024-11-14
2
Rita Maria Moura Sousa
lindosss
2024-10-11
2