O beijo traz sensações e sentimentos desconhecidos para os dois. Eles não ultrapassam o limite do beijo e voltam para casa, se vestindo antes de entrar. Draco acompanha Saphira até a porta do quarto dela e pergunta:
— Posso te pedir algo?
— O que seria? — pergunta Saphira.
— Vem fazer trilha comigo amanhã na montanha? Faz alguns anos que não vou. — pede Draco.
Saphira pensa um pouco e diz:
— Ta bom, que horas?
— Às 7h saímos daqui. — diz Draco.
— Ta bom. — diz Saphira sorrindo.
Ela fecha a porta e vai se deitar.
Às 6h Draco bate na porta para acordá-la e quando a abre, Saphira não está lá, então ele vai até à cozinha e antes de entrar escuta Rosana:
— Ouvi a porta se abrindo tarde da madrugada.
— Eu levei Draco para tomar um ar e se livrar daquela bebida do lobo. — diz Saphira.
— Gosto quando vocês se dão bem. — diz Rosana.
— Não sei se gosto tanto, sempre antes de ficarmos bem, temos discussões. — diz Saphira pensativa.
— Falado de mim? — pergunta Draco se aproximando.
— Claro senhor alfa. — diz Saphira sorrindo.
— Debochada. — diz Draco passando o chantilly da torta que sua mãe fez no nariz dela.
— Tá pedindo para morrer. — diz Saphira o encarando.
— Vai me encarar? — pergunta Draco a desafiando com o olhar.
Os dois ficam em posição de luta e começam a acertar o outro com pano de prato, Rosana começa a dizer:
— Fora da minha cozinha os dois!
Eles começam a rir e uma voz familiar os faz interromper a brincadeira:
— Que manhã divertida.
— Amy? — pergunta Draco surpreso.
Saphira ainda de costas respira fundo revirando os olhos e Amy diz:
— Ah, a selvagem ainda está aqui.
— Estou querida e para sua felicidade ficarei por muito tempo, afinal, vou trabalhar com a Rosana. — diz Saphira sorrindo.
— O quê? — pergunta Amy surpresa.
— Sim, estou ajudando Saphira a terminar os estudos para que trabalhe comigo. — diz Rosana.
— Eu me ofereci para trabalhar com você, mas não aceitou. — diz Amy.
— Você melhor do que ninguém sabe que não foi feita para trabalhar Amy. — diz Draco.
— Vou buscar minha mochila e te encontro lá fora Draco. — diz Saphira saindo da cozinha.
— Vão para onde? — pergunta Amy curiosa.
— Montanha. — diz Draco.
— Para quem brigou ontem, vocês parecem estar bem. — diz Amy claramente incomodada.
— Na verdade, o jeito selvagem dela parece interessante. — diz Draco.
Amy vai embora sem dizer mais nenhuma palavra, Rosana então diz:
— Talvez devesse deixar claro que não a quer como companheira para a época de acasalamento.
— O que seria mais claro que “não”? Sabe que ela nunca aceitou minha rejeição. — diz Draco exasperado.
Amy dá de cara com Saphira do lado de fora, usando um short colado, um tênis de caminhada e um top de academia, a roupa deixa evidente as curvas do corpo dela e Amy diz:
— Bem vulgar.
— Diz isso quem está usando um vestido tão curto que se abaixar dá para ver o intestino. — diz Saphira sem realmente a olhar.
— Não sabe com quem está mexendo, vai se arrepender. — diz Amy.
— É uma ameaça? — pergunta Saphira a encarando com os olhos brilhantes.
Amy se arrepia com aquele olhar e se apressa até o carro, nesse momento Draco sai para fora e diz:
— Entendi o que aconteceu.
— Ela se assusta fácil. — diz Saphira dando de ombros.
Draco dá um pulo apoiando no ombro dela e dizendo:
— Vem lobinha brava, vamos sair logo.
Saphira sorri e começa a correr ao lado dele. No começo da montanha os dois começam a conversar e Saphira pergunta:
— Por que disse que não vem na montanha?
— Era o lugar favorito do meu pai, foi aqui que aprendi a mudar. — diz Draco nostálgico.
— Sente falta dele, não é? — pergunta Saphira.
— Sim, o tempo todo, eu não estava pronto para me tornar alfa tão cedo. — diz Draco.
— Como foi? — pergunta Saphira curiosa.
— Assim que ele morreu, algo começou a se agitar dentro de mim, era como uma chama líquida caminhando por minhas veias, logo em seguida meus olhos estavam vermelho sangue. — diz Draco.
— E como foi a primeira transformação depois disso? — pergunta Saphira.
— Dolorosa, era como se arrancassem minha pele com giletes. — diz Draco parado olhando para suas mãos.
Saphira fica na frente dele e segura suas mãos próximo a seu rosto, dando um beijo no pulso dele e dizendo:
— Já passou e ele com certeza está orgulhoso.
Draco se sente calmo com o toque, ela então dá uma rasteira nele e diz:
— Eu vou chegar primeiro no topo.
Os dois começam a competir no meio da montanha e Saphira corre na frente, ela dá de cara com Jhoe, Maik e Angel no topo da montanha e salta por cima deles para não trombar, Angel então diz:
— Nossa, que reflexo.
— Sou loba também. — diz Saphira se ajeitando.
— Não querida, nem lobos conseguem desviar tão próximo do alvo. — diz Jhoe.
Draco se aproxima ofegante e diz:
— Quero uma revanche.
— Na volta esquentadinho. — diz Saphira bebendo água da garrafa que trouxe.
— O que fazem aqui? — pergunta Draco.
— Esse cheiro… Tinha alguém aqui. — diz Saphira gelando.
— Consegue sentir? Faz uns 3 dias que esteve aqui. — diz Maik surpreso.
— O que tem naquela direção? — pergunta Saphira apontando para o fundo da montanha.
— A cabana do meu pai. — diz Draco preocupado.
— Foi para lá. — diz Saphira olhando em volta.
— Vamos lá. — diz Angel correndo.
Todos seguem juntos e encontram a porta forçada, tudo está revirado e Draco diz:
— Se transformaram aqui.
— Era mais de um. — diz Saphira com os olhos fechados.
Eles ficam em silêncio, observando ela andando pela cabana e dizendo:
— Era quatro, dois deles perderam o controle e o alfa os repreendeu, mas quase não conseguiu controlá-los.
Saphira começa a abrir os olhos e eles vão de um cinza azulado, para a cor habitual. Todos percebem, mas ignoram por hora, Draco então pergunta:
— Por que um alfa invadiria meu território?
— Por minha causa. — diz Saphira nervosa.
Eles voltam para casa e Angel se encarrega de investigar.
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Atualizado até capítulo 62
Comments
Fátima Ramos
Será que o alfa que a prendeu está no rasto dela
2025-02-03
1
Ana Karoline
Deusa, você arrasa 🥰🥰🥰
2025-02-02
1
Maria de Fátima Espírito Santo Silva
estou amando /
2025-01-04
1