Liana comeu bem devagar, estava organizando seus pensamentos. Os seus sentimentos estavam uma confusão. Tudo era inesperado. A gravidez. O noivado do pai do seu filho. A ideia de ter que contar para o cara que só viu uma vez que está esperando gêmeos dele, quando ele está organizando seu próprio casamento, tudo isso era uma bagunça enorme. Ela sentia que precisava de um tempo para organizar seus sentimentos, mas concordava com sua mãe, não havia tempo para isso. Era melhor resolver tudo aquilo antes do casamento, depois poderia causar um problema ainda maior.
— Estou pronta. Achei o endereço da empresa dele. — Liana desceu arrumada do seu quarto. Depois de um banho, se sentia mais calma e segura.
— Eu irei com você. Do jeito que você é boazinha, capaz de cair na lábia de qualquer um. — Joana sabia como a sua filha tinha o hábito de colocar as suas vontades depois dos outros.
— Mamãe, se você quiser ir, não irei impedir, mas não pode se meter. Eu sei que tem um impacto na sua vida minha gravidez, que ainda dependo de você, moro na sua casa, mas a pessoa mais impactada com tudo isso sou eu. Deixe que eu tome as decisões, que eu fale e lide com as consequências do que eu decidi. Admito que estou ligando com tudo isso de uma forma imatura até agora, foi inesperado e assustador, mas eu preciso segurar as rédeas da sua vida. Se eu fizer algo errado, sei que a culpa foi minha. Não quero acabar te culpando por apenas te seguir, por medo de tomar uma decisão. — Liana conversou tanto com as suas irmãs de noite, que percebeu que ela não estava sendo arrastada pela correnteza sem tentar reagir. — Não posso ser fraca.
— Mamãe, Liana está certa. Não podemos tomar as decisões por ela. Se ela vai ser mãe, terá que aprender a lutar as suas próprias lutas. Se for com ela, vá para dar apoio e estender a mão. É isso que Liana precisa nesse momento. Você mesmo criou ela. Sempre elogiou as escolhas que fazia. Continue confiando, mamãe. — Laiane entendia a sua irmã, quando ela teve a sua filha, foi um momento turbulento também.
— Certo. Certo. Deixarei que decida. Só pense nos bebês quando for tomar as decisões. Vamos indo. — Joana não gostava da ideia, mas concordava que a situação deveria ser decidida por sua filha.
Liana e Joana passaram algumas horas esperando o ônibus. A empresa de Lucas estava na zona sul da cidade. Demoraram cerca de uma hora para chegar no lugar. Já estava quase na hora do almoço quando chegou na recepção.
— Olá, gostaria de falar com Lucas Menezes — Liana disse com um sorriso. A recepcionista olhou com desdém.
— A senhorita não tem hora marcada. — A recepcionista disse olhando para o computador. — Marquem o horário e voltem outro dia. Aqui está o cartão para fazer contato.
— Ligue e diga a ele que estamos esperando por ele. É tão difícil assim? — Joana não entendia porque tanta burocracia.
— Senhora, estou obedecendo ordens. Se eu deixar qualquer pessoa que chegar aqui procurar por ele, o homem não conseguiria trabalhar. Espero que compreenda a minha situação. Peço que não em façam chamar a segurança para retirar vocês. — A recepcionista ameaçou.
— Você está me ameaçando, sua loira oxi... — Joana estava pronto para avançar no pescoço da recepcionista, mas Liana puxou a mãe.
— Peço desculpa pelo incômodo, não será necessário. Iremos fazer o contato formalmente. Obrigada pela atenção, vamos ao banheiro e sairemos. — Liana interrompeu a sua mãe, puxando ela em direção do banheiro.
— O que você está fazendo? Vai mesmo esperar que deixem a gente encontrar com ele? — Joana estava irritada, não apenas por ser impedida de falar com Lucas, mas também pelo olhar de desprezo que recebia da recepcionista.
— Claro que não. Eu já vim até aqui, não vou desistir agora, mas em vez de criar uma confusão, melhor será se entrarmos sem sermos notadas. Como padrão, a sala dele deve ser no último andar. Só precisamos esperar que o elevador abra, o de serviço de preferência, que tem menos segurança e atenção. Temos que fazer isso sem chamar atenção. Entendeu? Quando eu começar a andar, você vai me acompanhar. Andando devagar, conversando comigo baixo, temos que disfarçar. Depois que entrar no elevador, não terá forma de nos pegar agora. — Liana contou o seu plano, enquanto Joana conversava com a recepcionista, a sua filha olhava ao redor buscando uma forma de acessar o prédio.
Joana concordou com a cabeça surpresa. A sua filha estava tão desnorteada desde que descobriu sobre a gravidez, que não esperava qualquer reação dela naquele momento, mas isso fez ela sentir mais calma. Liana sempre tomou boas decisões, por saber que a sua filha estava conturbada, tentou tomar a frente, mas vendo que ela já estava com a cabeça no lugar, sabia que apenas precisava acompanhar ela.
Liana notou que o elevador de serviço estava se aproximando do térreo. Andou bem devagar, conversando coisas aleatórias para mãe, se aproximando cada vez mais do elevador. O seu coração estava disparado com medo de ser pega. O que iria dizer se alguém se aproximava?
Conseguiram chegar no elevador como planejado, por sorte, não havia qualquer funcionário dentro. Liana rapidamente apertou o botão último andar, ficou apertando desesperadamente para fechar a porta. Enquanto a porta não fechou e o elevador não subiu, Liana não se acalmou.
— Eu não acredito que deu certo — Liana respirou aliviada. Nunca pensou que faria algo assim na sua vida.
Felizmente, ninguém mais pediu aquele elevador, até chegar no último andar. Quando finalmente chegaram. Liana viu um corredor enorme que dava acesso apenas a uma sala. Não havia como errar. Por um golpe do destino, a secretária de Lucas se levantou para fazer umas cópias. Mãe e filha aproveitaram essa brecha, entraram correndo na sala de Lucas.
— O que está aconte... VOCÊ! — Lucas levou um susto ao ver Liana dentro da sua sala. — O que você está fazendo aqui?
— Como posso dizer... Acho melhor ser direta... Eu meio que estou um pouco grávida... Não, para ser sincera, eu estou muito grávida. Aí Meu Deus! Eu estou grávida. — Liana se deu conta naquele momento que dentro dela dois seres cresciam. Ela não pode conter as lágrimas — Eu estou grávida... E meio que você é o pai.
— O que eu acabei de ouvir? Você está grávida do meu neto? — Antonella, avó de Lucas disse entrando na sala junto com Fátima, sua nora.
— Isso não faz qualquer sentido, sogra. O meu filho está noivo, vai casar. E ele nunca iria se misturar com esse tipo de gente. — Fátima olhou Liana e Joana de cima a baixo.
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Atualizado até capítulo 119
Comments
Rosaria TagoYokota
se a mae dele tbm fez a merda olha a consequencia e desprezar os outra sem saber de nada e o cumulo
2023-11-20
98
Erlete Rodrigues
pronto já apareceu uma jararaca
2024-09-21
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Hacher Nanley
100ooorrrrr /Grievance/ a mãe dele é soberba.. haja emoção 😬
2024-09-18
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