Lucas piscou, cantava Evidências junto do seu segundo copo de caipirinha, piscou novamente, estava dançando no meio de uma boate aleatória e já tinha perdido as contas de quantos já havia bebida naquela noite. Junto com Liana, estava dançando funk no palco, embora nenhum dos dois realmente soubessem dançar, mas estavam se divertindo como nunca na vida. Os dois ficaram bebendo, dançando e cantando até a boate, sem sequer perceber que a boate já havia se esvaziado e os funcionários já estavam varrendo o lugar.
— Licença, desculpa interromper, mas temos que fechar. — Um dos funcionários disse com os olhos cansados de quem havia trabalhado a noite inteira e estava tendo que lidar com dois bêbados.
— Já? E para onde vamos? Não quero ir para casa agora. Está tão divertido. — Liana perguntou olhando para Lucas.
— Uhn... Essa hora... Podemos ir para um hotel. Podemos continuar bebendo e colocar uma música. O que acha? Essa hora é o único lugar que deve está aberto. — Lucas disse olhando para o celular, já passavam das quatro horas da manhã.
— Um hotel? Vamos! — Liana concordou sem pensar muito. Estava muito animada para pensar em ir para casa naquele momento. O álcool sequer estava deixando ela pensar direito, nunca havia bebido tanto na sua vida.
— Vou pedir o Uber então. — Lucas sorriu vendo Liana pular animada com a ideia de continuar a farra daquela noite, mas tinha deixado o carro no karaokê depois de beber.
— Não! Assim não será divertido! Vamos de metrô! Você não tem cara de quem anda nele. Se a gente correr, podemos pegar o primeiro que passar. A estação é perto daqui. — Liana puxou Lucas para porta, estava com mais energia do que seu corpo aguentava. Sentia a necessidade absurda de extravasar.
— Metrô? Como assim? Espera! Vamos de Uber. Lianaaaaa! Porque estamos correndo? — Lucas não parava de rir e mesmo sem entender, continuava correndo junto com Liana em direção a estação.
Lucas nunca sequer colocou os pés em uma estação, não precisou pegar metrô, sempre teve um motorista para levar e trazer ele onde quer que estivesse, mas naquele dia, parecia mesmo ser uma boa ideia seguir Liana. No caminho para ao hotel, os dois tiraram fotos, fizeram vídeos e postaram tudo no Instagram. Brincaram o caminho inteiro.
Quando finalmente chegaram na recepção do hotel, quase não conseguia explicar para recepcionista o que queria, em meio as gargalhadas, entregou o seu cartão para recepcionista que entregou a chave do quarto em resposta.
— Já sei. Vamos apostar corrida para quem chega primeiro. — Liana gritou correndo.
— Onde isso é justo? Você saiu correndo antes. Espera, sua louca. — Lucas gritou, chamando atenção de todos os funcionários, mas ele não se importou, apenas correu em direção Liana.
Liana acabou tropeçando no meio do caminho, caindo de joelho, Lucas viu de longe, ficou preocupado, já que ela continuava no chão, mas ao se aproximar, percebeu que estava gargalhando.
— Você está bem? Machucou? — Lucas perguntou vendo que a mão de Liana no seu pé.
— Acredito que torci o tornozelo — Liana disse sem parar de rir — Eu quase fui atropelada, apenas arranhei a minha bunda quando cai no chão. E agora torci o pé para chegar primeiro. Será que tinha medo de me transformar na mulher do padre?
— Quanta besteira. Venha, vendo para o quarto. Vamos colocar gelo nisso. — Lucas pegou Liana nos braços.
— Nos Doramas as mulheres ficam tímidas, pedem para soltarem elas e perguntam se não são pesadas, se eu perguntar isso, você vai me dizer que é como carregar uma pena? — Liana brincou enquando se aproximavam da porta.
— Não, você é bem pesada. Talvez eu devesse focar mais na academia. Pegar mais peso. — Lucas brincou antes de abrir a porta.
— Deveria mesmo. Está fazendo careta. Isso deixa claro que você não está preparado para casar. Nem ia aguentar levar a esposa no colo até a cama. Essa careta não é sexy, sabia? — Liana foi colocada na cama devagar.
— Não está na minha lista de prioridades o casamento. — Lucas abriu a geladeira, pegou um pouco de gelo, colocou em uma toalha de rosto que encontrou no banheiro, com gentileza, colocou no tornozelo machucado de Liana.
Lucas estava cuidadoso para não machucar mais o pé de Liana, mas o barulho da barriga dela chamou atenção dos dois, fazendo os dois gargalharem.
— Não fica rindo. Eu estou com fome. ok? Necessidade básica. Sabia que eu fico violenta quando estou com fome. — Liana fez careta tentando parar o riso.
— Quem começou rindo primeiro foi você, mas tudo bem. Vou pedir comida. Não quero ser morto por uma fera selvagem com fome. — Lucas disse indo em direção do telefone, mas acabou desequilibrando, caindo por cima de Liana, fazendo seus lábios se tocarem levemente.
Aquele pequeno toque dos lábios, se intensificou, a língua de Lucas pediu passagem para Liana, que hesitou por um momento, mas logo se entregou. O beijou que começou lento, foi tomando força e intensidade. Quando se afastando, estavam ofegante, olhando nos olhos um do outro.
Lucas pensou em perguntar se podia continuar, mas não sabia exatamente como perguntar aquilo. O álcool estava atrapalhando um pouco seu raciocínio. Tinha medo de está confundindo os sinais que enviavam para ele. Por outro lado, com o olhar sobre o dele, Liana, sem saber o que deveria fazer naquele momento, apenas puxou Lucas para perto e o beijou novamente, não queria pensar demais, decidiu apenas fazer aquilo que tinha vontade. Sentiu seu coração acelerando com aquele beijo que tirava seu fôlego.
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Atualizado até capítulo 119
Comments
Carmem Duarte
porque mas eu acho que o tiro do Henry saiu pela culatra
ela por ser de igreja de família rígida provavelmente é virgem e vai acabar engravidando como diz o título do livro
2023-11-21
123
Socorro Maria
eita que o bebê já vai nascer tonto kkkķkkk
2024-09-30
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Erlete Rodrigues
pronto já sei como vem o bebê fizeram um bêbados kkkkkkkkk
2024-09-20
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