Por sorte, o carro conseguiu parar antes de atingir ela. Com o susto, Liana desequilíbrio, caindo no chão. Antes que o motorista pudesse sair do carro, ela se levantou mesmo desnorteada, limpou a poeira do vestido, acenou com a cabeça para o motorista se desculpando e voltou a correr em direção do restaurante. Com a parada brusca, o carro que vinha atrás acabou de chocando no veículo em sua frente. O homem que dirigia o primeiro carro, saiu dele irritado, havia acabado de comprar o carro. A mulher que se chocou na traseira desceu do carro aos gritos.
— Você é um idiota! Quem para o carro desde jeito? — Sheila gritou indignada descendo do carro. Já estava irritada em ter que se encontrar com a pessoa que mais odiava na face da terra, bater o carro foi a gota d'água.
— Você só pode está brincando com a minha cara. Mesmo que eu tenha parado bruscamente, não acha que estava com o carro colado demais? Não aprendeu na auto-escola que deve manter uma distância? Se você não notou que parei o carro, com toda certeza vinha desatenta. — Lucas respondeu olhando para o relógio — Você deve pagar o estrago. Aqui está meu número. Ligue para o seguro e resolva. Estou atrasado.
— Eu vou o que? Não mesmo. Não fiz nada de errado quem parou bruscamente foi você. E eu vou chamar a polícia para resolver isso. Acha que só porque sou mulher vai me fazer de besta? Não mesmo. Pode ficar aí e esperar — Sheila pegou o telefone, entrou no carro com raiva falando com a polícia.
— Ahhhh! Só o que me faltava. E agora? — Lucas entrou no carro tentando falar com sua avó.
Enquanto isso, Liana chegou ofegante ao restaurante, mal conseguia pensar ou falar, mas respirou fundo, na tentativa de conseguir falar com o funcionário que aguardava na porta, olhando sem entender como alguém como aquela mulher, naquele estado podia frequentar aquele restaurante.
— Boa noite. Uma reservar em nome de Lucas.... Qual é mesmo o sobrenome dele? — Liana procurava na bolsa o papel com as informações que sua mãe havia dado pela manhã.
— Boa noite. Seria Lucas Menezes? — O recepcionista sugeriu incomodada com a presença da mulher que estava suada e não parecia de forma nenhuma combinar com aquele lugar.
— Sim! Esse mesmo! — Liana gritou fechando a bolsa.
— O senhor Menezes já chegou, está aguardando na mesa 12. — A recepcionista disse apontando em direção do lugar onde o homem estava.
Liana olhou na direção que a recepcionista apontava, mesmo de longe, enxergou um homem em um terno elegante sentado na mesa olhando para o celular.
— Obrigada. — Liana agradeceu. Enquanto caminhava até a mesa, não pode deixar de pensar como aquele homem era bonito. A meta dela era fazer de tudo para que ele não gostasse dela, mas ao ver quem esperava por ela, pensou que não faria mal se casar com um médico tão bonito. — Lucas? Deve ser você, né? Me desculpe pelo atraso. Chegar aqui com o trânsito dessa cidade é uma verdadeira luta.
— Ah! Wow! Bem que disseram que você mudou. Não tinha como reconhecer . — Lucas relembrou a conversa que teve antes de sair de casa com seus pais, relembrando a ele que a mulher que ele se encontrava conheceu quando era criança, mas diferente de antes, não era mais tão desleixada e nem gorda. Ele a conhecia por um apelido bobo inventando na escola. Sequer lembrava seu nome verdadeiro.
— Quê? Ah! Não esquece sobre isso, por favor. — Liana colocou as duas mãos no rosto envergonhada. Sua mãe tinha confessado para ela que entregou a avó de Lucas uma foto dela mais nova, se vestia com roupas folgadas, tinha cabelo curto e a sombrancelha junta. Além de ter aumentado um pouco as qualificações dela ao se gabar da filha na frente de todas do seu clube. — Vamos dizer apenas que o tempo foi bastante generoso comigo.
— Como preferir. Que tal a senhorita sentar um pouco, parece até que veio correndo. Você se sente bem? — Lucas estava buscando o momento certo para dizer o que tinha em mente. Por mais que aquela fosse linda, não tinha razão para insistir naquele relacionamento.
— Ah! Sim. Verdade. Aqui está quente, né? — Liana sentou na cadeira, se abanando com o cardápio. Estava super nervosa. Quanto mais olhava para aquele homem, mais se abanava.
— Gostariam de pedir algo? — O garçom parou do lado.
— Eu quero um drink desse aqui, sem álcool. Por favor. — Liana pediu ao garçom aprontando para o cardápio. Tentando se acalmar. Se sentia totalmente agitada, não sabia se era aquele homem ou o acidente de mais cedo.
— Uma água com limão para mim. — Lucas estava dirigindo, planejava sair daquele lugar sóbrio o suficiente para organizar alguns papéis da empresa ainda naquela noite.
— Trarei em um minuto. Com sua licença. — O garçom se retirou, indo em direção ao bar próximo. Onde haviam algumas pessoas sentadas nos bancos da bancada.
— Licença, o que aquele casal pediu para tomar? — Henry perguntou ao garçom colocando uma nota de 50 reais na mão do homem.
— Um coquetel sem álcool para ela e água com limão para o homem. — O garçom respondeu entregando o pedido ao barista.
— Uhn... Que interessante. Acho que já sei o que posso fazer aqui. — Henry tinha vindo aquele lugar depois da sua informante na casa dos seus tios avisar que Lucas estava indo em um encontro às cegas, havia apenas uma razão para ele está ali, destruir a chance do seu primo de casar antes dele. — Barista, o que acha de temperar esse coquetel com um pouco de álcool?
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Atualizado até capítulo 119
Comments
Conceição Moreira
kkkkk henry já entrou na parada!!
2023-11-20
84
Erlete Rodrigues
gente eles vão ficar bêbados
2024-09-20
0
Hacher Nanley
/Joyful/ o Lucas errado..mas já deu certo
2024-09-18
1