-- Ana, o que aconteceu com você naquele dia, nunca deveria ter acontecido, eu sou cuidadoso, fazia negócios naquele lugar a anos, não imaginava que ele me trairia.
-- Como você o matou?
-- Porque acha que eu o matei?
-- Para mandar um recado
-- E que recado eu mandaria matando ele? E pra quem eu estaria mandando o recado.
-- Que você não terá compaixão, para todos que ao menos estiverem pensando em te desafiar.
-- Você é esperta.
-- Então?
-- quer mesmo saber?
-- Quero!
-- Espancado.
-- foi um bom recado.
-- Isso não te assusta? Saber que está casada com um assassino?
-- Deveria, mas não. (minto).
-- O que te assusta?
-- Não quero falar sobre isso.
-- O que está escondendo de mim?
-- Nada.
-- Está mentindo, porque não me conta?
-- Porque não é da sua conta!
-- Já te disse Ana, tudo em relação a você é da minha conta.
-- Não quero falar disso, é passado.
-- como quiser.
-- Vou dormir, boa noite! Digo me levantando e indo em direção a cama. O sol já mostrou a sua face, me levanto e vou até o toalete, faço minha higiene e me arrumo, o Joseph está na varanda, vou até ele e vejo uma mesa farta, há tanta comida, algumas bem diferente, tomamos café da manhã juntos.
-- Vamos?
-- Aonde você vai me levar?
-- surpresa!
-- Não gosto de surpresas.
-- Dessa você vai gostar!
-- Espero que sim.
saímos da pensão de carro, paramos em um mercado, ele compra uma caixa térmica, escolhemos algumas frutas, doces e chocolate, para beber pegamos refrigerante, sucos e águas, com tudo certo para passarmos o dia, começamos a nossa viagem, é uma estrada de chão, há vários baques e muitos buracos, nunca havia andando em uma estrada assim, mas a vista é linda, vale o esforço, depois de quase duas horas de viagem, ele para o carro, ele pega a caixa térmica e começa a andar, eu o acompanho.
-- É longe?
-- Não, uns vintes metros.
-- É que não é fácil andar de muleta na floresta
Joseph: um km eu acho
-- Já não está na hora de largar a muleta? Hoje cedo eu vi você dando algumas passos sem ela.
-- Eu consigo dar alguns passos, mas dói.
-- A dor é necessária, vai deixa essa muleta aí, eu te ajudo.
-- Não estou muito de acordo com essa filosofia, só vou deixar ela aqui, por que se ela engarraxar em alguma raiz, o tombo é certeiro, ele volta a andar, eu tento acompanhar, mas cada paço que dou, é como se eu estivesse levando outro tiro, ando mais alguns metros, paro quando escuto um barulho forte, o ambiente muda, fica mais fresco, não consigo acreditar nos que meus olhos estão vendo, é tão lindo.
-- Vem, joseph diz enquanto coloca a térmica no chão, ele tira a roupa e fica só de cueca.
-- Eu não sei nadar.
-- Não se preocupa, aqui da pé
Eu tiro a minha calça, fico apenas de camisa, ele me estende a mão, eu pego em sua mão e entro, sinto areia no meus pés, a água é fria, mas nada que não possa suportar, a água está tão gostosa, Esse lugar é incrível, não havia estado em um lugar assim, aqui não há são de buzinas, de carros, ou qualquer outro tipo de barulho, o único sim que há aqui, é o som da natureza, som da água, dos pássaros, e a copa das árvores, que cantam conforme o vento bate nelas. Joseph se aproxima de mim, ele coloca meus cabelos atrás da orelha, sua boca está próxima a minha, e então ele me beija, ele coloca a mão na minha cintura, me colando ao seu corpo, passa a mão na minha nuca, beija meu pescoço, quando percebo que as coisas estão esquentando, e que ele quer mais do que beijos.
-- Não posso digo saindo do rio, vou até uma pedra e me sento, Joseph sai da água e vem na minha direção, e se senta ao meu lado.
-- Por que não pode? está naqueles dias?
-- Não
-- É virgem?
-- Não quero falar disso.
-- Ok
-- Você pode falar comigo, só não quero falar sobre sexo.
-- Eu entendi, ele diz indo até a caixa térmica e pegando uma água, ele bebe e então passa a garrafa para mim.
-- Estou com fome, vamos arrumar as coisas para nós comer? Eu pergunto
-- Vamos sim.
Forramos um tapete no chão, colocamos as frutas, doces e chocolate sobre o tapete, deixamos apenas as bebidas na térmica, nós fumamos um cigarro, e então começamos a comer, quando o clima de tensão passa, nós conversamos, rimos, e brincamos bastante, antes do sol se pôr, voltamos para a pousada, assim que chegamos na pousada, vou direto para o nosso quarto, tomo um banho, me deito na cama, e durmo.
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Atualizado até capítulo 88
Comments
Val Sydnei
😢😢😢😢😢😢😢😢ela é muito traumatizada
2025-02-24
0
lary
acredito que ela fuma para aliviar a dor que ela já sofreu, mais acredito que a autora vai ter um lindo final pra ela, parabéns autora por abordar um tema tão delicado como esse
2023-12-24
17
Anatalice Rodrigues
Reparei esse detalhe Neusa Santana. Com 17 anos, ela bebe e fuma. Aff
2023-12-24
0