Ana
Acordo, está tudo branco, a luz em meus olhos atrapalha a enxergar, demora alguns segundos até a minha visão se adaptar ao ambiente, só então percebo que estou em um hospital, meus braços estão descoberto, me sinto constrangida e cubro com o lençol.
— Porque esconde?
— Não havia-te visto aí.
-- Como está?
-- Acho que estou bem, não tô sentindo dor, e você, como está?
-- Bem.
-- Ele morreu?
-- Sim.
-- O que aconteceu?
-- foi uma armadilha, não previ que o dono do restaurante teria culhão para me trair, sinto muito.
— Quem é você? Porque eu fui sequestrada? Quem era aquele homem?
— Ele era líder de uma gangue, ele te sequestrou para me persuadir a sair do território dele.
-- Você faz parte de uma organização criminosa?
-- Sim
-- Drogas e armas?
-- Sim
-- Nossa, que maravilha, primeiro sou obrigada a casar com um desconhecido, aí sou sequestrada e baleada, agora descubro que o desconhecido com quem me casei é um mafioso, e se não pudesse piorar, sou uma assassina e tenho grande chance de pegar prisão perpétua, será que isso ainda pode piorar?
— Não se preocupe Ana, você não vai ser presa, você nunca matou ninguém!
— Como assim não matei, você viu, ele morreu!
— para você ser presa, tem que haver um corpo, sem corpo, sem assassino.
— - Eu sou uma assassina.
-- Foi legítima defesa, você me salvou, te devo uma, agora que já te expliquei tudo, me diz, o que são essas cicatrizes?
-- Não quero falar disso.
-- Esse laudo diz que tentou se matar, não acho que você seja o tipo de pessoa que se mata.
-- Você não sabe nada sobre mim.
-- Posso não saber muito sobre você, mas sei que tem algo nessa história que não faz sentido, e eu vou descobrir.
-- Esqueci isso, é passado.
Antes que ele fale mais alguma coisa, entra um médico no quarto, ele faz algumas perguntas, eu respondo a todas, ele diz que estou bem, e não tenho motivos para ficar na clínica, e assina minha alta, assim que o médico sai do quarto, Joseph pega uma bolsa que estava no sofá e coloca sobre a maca.
-- Lhe trouxe roupas.
-- Obrigada.
-- vou chamar uma enfermeira para vir te ajudar.
-- Não precisa, eu me viro.
Joseph sai do quarto, abro a bolsa e pego a roupa que ele trouxe pra mim, que pervertido, olha o tipo de lingerie que ele me trouxe, e o vestido, como vou sair daqui com essas roupas? assim que termino, ouço alguém bater a porta, me cubro com lençóis e digo que pode entrar.
--Porque ainda está debaixo desses lençóis? Joseph pergunta confuso.
-- Me dá seu casaco.
— Porquê?
-- Só faz o que tou te pedindo.
-- tem vergonha das cicatrizes? Ele pergunta enquanto tira o casaco.
Eu visto o casaco, começo a descer da cama, não sinto dor, mas é como se eu tivesse esquecido o jeito que anda, Joseph vendo eu com dificuldade me pega no colo e coloca na cadeira de rodas, eu coloco a bolsa sobre meu colo, mas não apoio na coxa que foi baleada, Joseph empurra a cadeira de rodas, até sairmos da clínica, há um segurança atrás dele, concerteza estava na porta do quarto, Joseph me pega no colo novamente e coloca-me no carro, um enfermeiro Leva a cadeira de rodas de volta a clínica, Joseph entra no carro, e voltamos para a casa, assim que chegamos em casa, Joseph coloca-me em seus braços, e me leva até o nosso quarto, ele me coloca na cama, o sol já se pôs, eu pego um cigarro que está na mesa de cabeceira e fumo, ele sai do quarto, passa alguns minutos e Amélia entra com uma bandeja, há frutas, lanches e sucos e o remédio que o médico recomendou para a dor, Amélia ponha a bandeja sobre a cama e sai ,tomo os remédios e me alimento.
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Atualizado até capítulo 88
Comments
Mariavita Silva
estou gostando da história
2025-02-20
1
Lea Carvalho
achei horrível os braços dela, coitada
2024-09-20
2
Maria De Fatima Pinto
que horror uma menina tão joven parecendo um vulcão com este cigarro credo
2024-08-02
4