Eu não o respondo, mesmo a minha lingua coçando para desafia-lo de todas as maneiras possíveis, ele sai do quarto, só então consigo respirar novamente, esse cara se acha o fodão, é um verdadeiro babaca, eu já saquei a dele, está tentando botar ordem na casa, ele tem medo de me rebelar contra ele, esse estresse está acabando comigo, aqui eu estou segura do Lerry, mas será que estou segura dele? Ontem ele me enforcou, podia ter me matado, tudo bem que fui eu que provoquei, acredito que ele não teria feito aquilo se eu não tivesse fingindo que ia mata-lo, me levanto e vou até a varanda, coloco o cigarro no cinzeiro, vejo o Joseph andando pelo deck, ele tira a roupa ficando só de sunga, ele tem várias tatuagens, claro que daqui não dá para velas nitidamente, mas vejo que são muito, um braço e todo coberto, ele pula no lago e mergulha, passa alguns minutos, ele sobe no deck e senta com os pés na águal, igual eu estava mais cedo, não sou o tipo de mulher que fica observando homens, mas confesso que não consigo parar de olhar, ele é muito bonito, que isso Ana, nunca tive esse tipo de pensamento, eu fujo dos homens, não vou em direção a eles, pelo menos é isso que tento me convencer, ele percebe que estou observando e acena para mim, eu apenas aponto o meu dedo do meio e sem seguida saio, vou até à cozinha, a mesa está posta para o almoço.
— Pensei que estivesse sem fome, diz Amélia, ela parece está sempre de mal humor.
— Julgo eu que posso comer a hora que quero, ou será que estou enganada!
— Desculpa senhora, eu não quis ofende-la
— Eu que peço desculpas, você não tem culpa da minha vida ter virado de cabeça para baixo.
— Fique a vontade, diz Amélia forçando um sorriso. Eu me sirvo e começo a comer, estou no meio da minha refeição quando sinto a sensação de alguém perto de mim, assim que me viro para olhar, sinto um leve aperto em meus braços.
— Gostou do que viu? Joseph pergunta sussurrando no meu ouvido.
-- tira suas mãos de mim! Ordeno.
Ele me dá um beijo na Buchecha que me deixa constrangida, sinto pingos de água em cima de mim, ele ainda tá molhado, se senta na cabeceira da mesa e se serve, ele começa a sua refeição, estou irritada por ele está invadindo meu espaço, me beijando, será que ele não se toca, eu tento desviar meu olhar, mas não consigo deixar de admirar seu peito molhado, agora que ele está perto, eu consigo ver nitidamente todas as suas tatuagens, bom pelo menos as do peito, mas uma frase que me chama atenção " Be strong, boy" que significa, seja forte, garoto. Almoçamos em silêncio, após a refeição, ele se direciona para o quarto, não tem muito o que fazer, eu provavelmente iria para o quarto, mas agora ele está lá, e quero ficar o mais distante possível dele, então resolvo andar pela redondezas da casa, o espaço é enorme, há uma pequena floresta particular, estou andando entre as árvores quando vejo um galpão, está trancado e tem seguranças me observando, não dá para ver o que tem lá, então estou voltando, escuto um pássaro cantar, olho para cima procurando, vejo uma casinha na árvore, que irado, quando criança era meu sonho ter uma, minha mãe nunca quiz, então subo pelas escadas que estão atrás da árvore, a casinha não está muito boa, precisa de uma reforma, há várias telha de aranha e alguns desenhos na parede assinado pelo nome joseph.
-- O que faz aqui? Pergunta Joseph parado atrás de mim.
— Só olhando.
— Essa casa não está em boas condições, não devia vir aqui, pode se machucar.
— Como me achou? Pergunto.
— Tenho olhos e ouvidos em todo o lugar.
— Brincava aqui?
— Sim
— Quero reforma esse lugar!
— Acabou de chagar e já quer sair mexendo nas minhas coisas?
— Engraçado, você não se preocupou em sair mexendo na minha vida, julgo que tenho direitos iguais, então eu quero e posso mexer nessa casinha.
-- porque que quer reforma-la?
-- Não tem nada para fazer aqui, acredito que não posso sair, tenho que ocupar a ment— -
-- Quer um lugar só para você?
— Sim, eu quero.
— Eu vou pedir para alguém reforma, e você decora, seria meio arriscado você com ferramentas, ele diz rindo.
— Não tem graça digo franzido as sobrancelhas
— Tenho que ir a um jantar hoje, é muito importante, estou fechando um negócio com um novo associado, e ele vai levar a esposa dele, então quero que me acompanhe, temos que parecer um casal de verdade, ele diz descendo as escadas.
— Não tenho escolhas não é?
— Não
— OK, mas no máximo vamos andar de mãos dadas, digo o seguindo.
-- Não foi bem isso que eu quiz dizer.
-- Se você acha que eu vou te beijar, pode tirar seu cavalinho da chuva.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 88
Comments
Val Sydnei
como cães e gatos🐕🐈⬛
2025-02-24
0
Marcia Silva
ela é bem atrevida kkk
2024-12-25
0
Doraci Bahr
gente pra que tanta tatuagem
2024-10-01
0