Melissa
Saio correndo para o meu quarto, jogo-me na cama e choro, como assim a minha mãe me vendeu, não consigo acreditar no que tá acontecendo, porque aquele velho me escolheu para ser mulher do neto dele, a minha mente está um turbilhão de pensamentos e quase não consigo raciocinar, mas de uma coisa eu sei, não vou-me casar com esse homem, levanto, pego a minha mochila, coloco algumas peças de roupa e desço pela árvore que fica do lado da janela, olho para todos os lados, mas não vejo o carro do segurança que estava me seguindo, saio correndo, mas assim que viro o quarteirão dou de frente com os seguranças, ele pega-me pelos braços, eu grito e peço por socorro, mas parece que ninguém me ouve, ele abre a porta traseira do carro e empurra-me para dentro, tem um homem sentado no banco ao meu lado, ele é alto e grande, olho pelo vidro da Janela e vejo o segurança de costas para o carro, me impedindo de qualquer possibilidade de fuga — Sabe quem eu sou?
-- Não tenho nenhuma ideia, e também nem me interesso em saber.
— Se acha espertinha, não é mesmo? Pois, vou-lhe dizer uma coisa, cuidado com o que fala, eu não sei como e nem o porque, mas você caiu nas graças do meu avô, e ele quer que eu me case com você, não tenho nenhum interesse em você menina, mas meu avô está doente e ele implorou-me que eu me casasse com você, então não quero desapontá-lo, então só vou te dizer uma coisa, se fizer qualquer gracinha, eu mato o seu pai e de brinde a sua mãe, agora saia do carro e volte para sua casa, amanhã cedo um carro vem-lhe buscar. Eu não digo nada, tremo com as palavras que sairam de sua boca, ameaçar meu paizinho, como alguém pode ameaçar um ser humano que está em uma cadeira de rodas, que não tem movimento nenhum das pernas, e tao pouco das mãos, ele passa o braço por mim, abrindo a porta para eu descer, saio do carro em silêncio, um segurança acompanha-me até a porta de casa, assim que entro fecho a porta, o meu coração está tão acelerado que parece que vai sair pela boca, a minha garganta está seca, e as minhas mãos tremem, vou até à cozinha e pego um copo da água
— Tentando fugir?
— Não tinha viajado assombração
— Voltei algumas horas, você não me respondeu, tentou fugir?
— Esse assunto não interessa a você
— Eu não sabia que sua mãe tinha feito um acordo com aquela família, eu fui contra a sua mãe, posso-te ajudar a fugir passarinho, tenho uma casa no campo, pode ficar lá, você sabe que vou cuidar de você, ele diz tirando meu cabelo do olho
— Eu sei muito bem porque iria me levar para lá, eu estou cansada das suas brincadeiras e do kess, eu prefiro me casar
— Não seja arrogante Ana, estou apenas tentando te ajudar, de uma coisa você pode ter certeza, vamos cuidar de você, ninguém iria te machucar, já esse cara, você nem o conhece, não sabe como ele é, vai que ele seja violento, te prometo passarinho, que até as suas drogas eu lhe forneceria
-- O que faz você pensar que eu aceitaria ajuda de você? tenho nojo de você.
Ele segura o meu braço, apertando fortemente e fico apavorada,as as lembranças daqueles momentos perturba meus pensamentos, fico sem reação, não tenho forças para gritar, minhas mãos tremem, meus músculos travam
— Ah Ana, não seja estúpida, vai-me dizer que não se divertiu? Eu sei que no fundo você gosta, na verdade você sempre fica esperando pela próxima vez, sei que te deixo toda molhada
— O que está acontecendo aqui? Pergunta minha mãe, enquanto entra na cozinha
— Nada querida, apenas a sua filha tentando fugir, ele diz soltando meu braço
-- Minha filha, não seja burra, não vê que o quarteirão está cercado? Pensei que fosse um pouco mais esperta.
-- Você não tem mais filha, e eu não tenho mãe. Vou em direção ao meu quarto, entro e tranco a porta, começo a sentir dor no peito, falta de ar, minha boca seca, não sei o que fazer, entro no banheiro ligo o chuveiro de roupa mesmo, água gelada cai sobre minha cabeça, fico um tempo ali e sinto que estou melhorando, começo a ficar mais calma, droga o que foi isso que aconteceu comigo, nunca senti isso antes, tiro a roupa e tomo banho, me visto, pego um cigarro, vou até a janela e fumo, o carro preto agora está na porta de casa, será que aquele homem também está lá, eu não consegui ver o rosto dele, estava escuro, estava tão nervosa que nem tentei olhar, vou ter que me casar com esse monstro, eu só consigo pensar no meu pai, se ele tá bem, vou até o closet e pego uma garrafa de bourbon que fica escondido no piso, pego mais um cigarro e volto pra janela, bebo uma dose e fumo, vejo o segurança me observando, não consigo dormir depois de tudo que aconteceu, passo a noite ali pensando no que vai ser da minha vida.
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Atualizado até capítulo 88
Comments
Marcia Silva
chocada que vida a de ana
2024-12-25
1
Maria De Fatima Pinto
q horror o amante abusou da Ana por isso a revolta.
2024-08-02
5
🌹
O padrasto abusa dela🤔😡😡
2024-06-26
1