Nove dias se passaram, desde a última vez que vi Joseph, não que eu esteja contando os dias para ver ele, mas sim os dias que estou presa, não aguento mais essa rotina de assistir tv, ler livro, comer, beber e dormir, preciso sair daqui, ou vou ficar louca.
-- Ana? Olho quando ouço o senhor German me chamando.
-- Está tudo bem? Parecia estar em outro lugar!
-- Eu não aguento isso, isso aqui não é vida, nem posso dizer que isso aqui é sobrevivência, eu preciso sair, preciso ver pessoas, eu estou entediada, não tem nada pra fazer!
-- Sinto muito Ana, mas não posso fazer nada!
-- Não pode ou não quer?
-- Aqui está segura, não é o suficiente?
-- Não, nada aqui é o suficiente!
-- Como te disse Ana, não posso fazer nada!
-- Agora não pode, mas na hora de entrar na minha vida, de me obrigar a casar com desconhecido, isso pode não é?
-- Olha ao redor Ana, aqui você não precisa se esconder, pensei que fosse o seu sonho viver em um lugar seguro!
-- O senhor fala tanto em segurança, senhor se esqueceu do porque estou usando muleta, esqueceu que após um dia eu me casar com o Joseph, eu sequestrada e baleada?
-- Eu sinto muito que isso tenha acontecido!
-- Por favor, me tira daqui!
-- Tabom, mais saiba que o joseph irá matar nós dois.
-- Aonde vamos?
-- Faça sua mala!
-- Nós vamos viajar? Pensei que fossemos só dar uma volta!
-- Se não quer ir, por mim tudo bem!
-- Não, eu quero sim, aonde vamos?
-- Brasil
-- Sério? isso sim é da hora, digo não contendo meu entusiasmo.
-- E o que vamos fazer lá?
-- Vou te levar até o seu marido.
-- Joseph está lá?
-- Sim.
-- Ele tem negócios lá?
-- Tem sim, mas ele não foi lá a trabalho!
-- O que ele foi fazer então?
-- Se eu não estiver errado, ele está fugindo.
-- De quem?
-- De você, mas quero saber, você vai ir arrumar a mala, ou eu posso pedir uma xícara de chá?
-- Vou arrumar as mala, digo saindo da presença do seu German, vou até o quarto, arrumo uma mala, assim que está tudo pronto, eu peço a Amélia que leve para mim até o carro, assim que chego no carro, encontro o seu German me esperando, nós entramos no carro e saímos da mansão, vamos até ao aeroporto e entramos em um avião particular, o avião é lindo, muito moderno e aconchegante, nós logo decolamos, fico nervosa e com muito medo, nunca havia andado de avião antes, a uma certa altura, consigo ver a cidade de Chicago, é tudo tão pequeno, seus German esta sentado ao meu lado, e atrás de nós, há seis seguranças conosco.
-- German?
-- Oi!
-- Porque o joseph fugiu de mim? Isso não faz sentido!
-- Não sabe mesmo?
-- Sem querer ser mal educada, mas já sendo, se eu soubesse, não estaria te perguntando!
-- você se esforça para ser amável, mais o seu lado tenho que está preparada, sempre vence!
-- Me fala!
-- Você vai ter que descobrir, é tudo que ele me disse, durante a viagem não nos falamos mais, assim que o avião pousa, saímos do avião, e já tem três carros nós esperando, eu e o senhor German entra em um, os seguranças se dividem e entram nos outros dois carros, o senhor German me informa que estamos indo para uma pousada, assim que chegamos, senhor German ordena que os seguranças leve as minhas coisas para o quarto, ele me convida para fazermos uma refeição, eu o acompanho, assim que nós sentamos, um garçom vem nos atender, ele conversa com o senhor German, como se conhecesse a muito tempo, não demora muito e o jantar é servido, o sabor da comida é bem diferente.
-- Gostou da comida? Seu German pergunta.
-- É diferente, mas gostei sim.
-- Que bom, olha quem vem ali!
-- O que vocês estão fazendo aqui? Joseph pergunta surpreso.
-- É assim que você recebe seu avô e a sua esposa? Não foi essa educação que eu te dei.
-- Desculpa vovô, aconteceu algo?
-- Não, Ana estava entediada.
-- O senhor não está me dizendo que voaram de Chicago aqui, porque essa garota tá entediada?
-- Eu preciso fumar, digo saindo da área de alimentação, caminho até a uma piscina e sento numa espreguiçadeira, pego um cigarro e acendo, ele tá tão diferente aqui, as roupas, tipo como se estivesse de férias.
Joseph
-- vô por o senhor a trouxe aqui?
-- Como vai conhece-la se mal chega perto dela?
-- Eu não quero conhecê-la
-- Você pode se convencer disso, mas a mim você não engana.
-- Estou dizendo a verdade vô.
-- Mentira, está fugindo, e eu disse isso a ela.
-- Acredita que estou fugindo dela?
-- Meu neto, essa moça, só te conheçe a poucos dias, você por outro lado, conhece ela a meses.
-- Só casei com ela para não te desapontar.
-- Meu neto, eu te criei, lhe conheço como a palma da minha mão, e se tem uma coisa que você nunca se importou, foi em me desapontar, sempre fez o que quiz, mesmo contra minha vontade, e se casar com a Ana, não foi decisão minha, foi escolha sua, assume isso pra você mesmo, eu sei que você não sabe de toda a história, mas quando falei com você sobre o pedido da Melissa, eu deixei claro que se fizesse isso seria por uma escolha sua, que de modo algum era obrigado.
- Eu sei.
-- Então vai atrás dela, e se permita a ama-la, eu sei se apaixonou por ela dese a primeira vez que a viu.
-- Nunca consegui esconder nada do senhor não é mesmo, digo me levantando e indo atrás dela, ela está sentada numa espreguiçadeira, as muletas estão do lado, eu a observo e penso, eu bato de frente com o mundo, sem medo nenhum, de peito aberto, mas tenho medo de falar com ela, eu tenho medo de assumir meus sentimentos pra ela, minhas mãos estão suando, eu caminho na sua direção e me sento na espreguiçadeira ao lado dela.
-- Como está a perna?
-- Bem
-- Eu estava pensando, e vamos começar de novo?
-- Porque?
-- Nós somos casados, e acho que começamos com o pé esquerdo.
-- Tudo bem.
-- Vamos dormir, o dia amanhã vai ser grande.
-- tabom, vou perguntar a seu avô qual o número do meu quarto.
-- Ele não reservou nenhum quarto pra você.
-- Como assim? Aonde eu vou dormir?
-- Comigo
-- Que velho filha da puta.
-- Não fala assim.
-- Desculpa.
Ana
Eu o sigo até o quarto, tomo um banho e me deito, ele se deita ao meu lado,já estamos deitado a uns dez minutos, mas não consigo dormir, tá muito calor, me levanto e vou até a varanda e me deito na rede, aqui fora está um pouco mais fresco.
Eu acendo um cigarro e começo a fumar, vejo joseph vindo para a varanda, ele me oferece uma cerveja e eu aceito, ele senta em uma espreguiçadeira, pega um cigarro e começa a fumar.
-- O clima aqui é bem diferente, ele diz.
-- Aqui tudo parece ser diferente.
-- Um pouco, amanhã vou te levar a um lugar.
-- É seguro? Não querendo te ofender, mas a última vez que fui a lugar com você, eu fui baleada.
-- Você não perde uma oportunidade não é?
-- Fazer o que, eu sou assim.
-- Não se preocupa, é seguro.
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Atualizado até capítulo 88
Comments
Ana Cláudia Leal polli
ouvi críticas da autora quanto a idade essa pessoa não pertence ao mundo real tem meninas de 12 13 fazendo tudo isso e mais um pouco autora continuo assim sendo você mesma
2025-01-29
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Vanusa Crispim Da Silva
tem gente que vive no mundo da lua 🌙 fica criticando a autora, pô Ana só ter 17 anos, muita imbocrisia,tem tantas crianças vivendo dessa forma hoje em dia .
2025-01-31
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Silvia Moraes
Essa pergunta da Ana foi boa!!
2025-01-29
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