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Luciana Mendez
E agora como eu reajo? Como se reage a uma coisa como essa?
O primeiro beijo é algo marcante! E apesar desse beijo estar bom, acho que já durou mais que o suficiente!
Parei o beijo e virei o meu rosto. Não sabia o que aconteceria!
-Quero olhar para você, não vire o rosto!
Ele segurou o meu queixo e virou o meu rosto delicadamente de encontro ao seu.
— Bem melhor, quero que se acostune! Publicamente teremos de nos beijar, não o tempo todo mas de vez em quando! Vamos ao escritório!
O homem loiro soltou-me e pôs-se a andar em direção ao corredor.
Claro! Era óbvio que tudo não passava de um teste!
De manipulação! Para mim não faz diferença!
Ele não é ninguém importante! No caso ele não é ninguém para mim, a não ser um sequestrador.
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Todas as informações que eu precisava saber a respeito do acordo nupcial fora passado.
Fingi interesse, até fiz algumas perguntas para que o advogado não suspeitasse de nada.
Eu e o Jason estamos juntos. Sim, esse é o nome do Mr. Insuportável.
Jason Mount. Um nome muito bonito. Bem diferente até.
Não entendo porquê ele nunca me disse o seu nome.
Assinamos todos os papeis necessários para dar entrada no casamento, o advogado foi embora.
Ainda no escritório, Jason pediu que eu trancasse a porta do escritório.
Assim que o fiz, ele colocou-me em cima da mesa.
— Muito bem, querida! Se comportou com uma dama hoje!
Não o respondi. Na verdade eu não sabia o que dizer.
— Por que está tão quieta?
Ele acariciou o meu rosto.
— Jason..
— É tão bom ouvi-la dizer o meu nome!
Ele me interrompeu.
— Por que não me disse o seu nome antes?
Tive de fazer essa pergunta. Amanhã faz uma semana que estamos aqui.
— Tradição, Luciana! Não posso te dizer mais nada está bem?
-Mas e...
Acho que hoje ele não estava num dia comum.
Digo isso porque ele me beijou novamente.
E foi um senhor beijo. Comecei a sentir uns calores e alguns tremores, mas que.. Oh Deus!
É óbvio que eu nunca fiz isso antes? Será que ele quer fazer aquilo?
Agora? Comecei a me sentir mal e de repente deu uma falta de ar.
Parei o beijo e coloquei a mão no peito.
Jason abriu a gaveta e retirou uma caixinha com o remédio para asma.
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Cinco e meia da tarde já estava novamente no meu quarto e o Jason mais um vez tinha seguido viagem.
Disse que só voltaria daqui a dois dias! Eu me pergunto o motivo de não ter ficado direto.
Até lembrar que hoje tinha as assinaturas das documentações do casamento.
TEM HORA QUE SOU MAIS BURRA QUE UMA PORTA HEIN! VOU TE CONTAR!
De qualquer forma não sei mais o que pensar!
Acredito que devo conversar com o Jason sobre algumas coisas.
Não dá para ficar presa dentro dessa casa e sem falar com mais ninguém além dele.
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Quatro dias se passaram. Hoje já é terça feira e nada do Jason voltar.
Confesso que o beijo me afetou. Sonhei algumas vezes que era acordada pelo Jason me beijando.
Estou ficando louca só pode não é mesmo?
ELE ME SEQUESTROU! JULGUEI TANTO ESSAS MULHERES NAS NOVELAS MEXICANA, AGORA ESTOU PASSANDO PELO MESMO DRAMA!
QUE BOSTA HEIN?
A única coisa boa que aconteceu hoje foi a visita da Heloísa.
Fiquei muito surpresa, na verdade ainda estou!
— É um alívio poder conversa com outra pessoa a não ser o Jason!
Não sei porquê mais a Heloísa cuspiu o chá que bebia.
Isso com toda certeza não foi nada elegante!
-Ele permitiu que o chamasse pelo nome?
Heloísa limpou a boca com o guardanapo.
Confirmei. A Helga, a cozinheira fez praticamente um banquete para o café da tarde.
Comi um egg benedict que estava dos deuses!
— Isso é surpreendente! Nem mesmo a Patrícia o chamou pelo nome quando estavam comprometidos!
Essa informação foi interessante.
— Poderia explicar-me o motivo de eu não ter tido ciência do nome dele até o dia em que demos entrada no casamento?
Esse mistério todo estava me matando. Para mim, não tinha o porquê de tudo isso!
— Bom é mais complicado do que parece! A única coisa que posso lhe dizer é que isso não passa de uma tradição familiar para que o casamento seja abençoado.
Juro que prendi o riso ou achei que fiz isso, pois logo vi o semblante de Heloìsa ficar sério.
Eu hein! Esse povo parece que não conhece brincadeira, ironia...
Affs!
— Uma superstição! É por causa disso?
Confesso que desdenhei. Desdenhei sem medo de ser criticada.
Não fazia sentido! Senão, o Jason também não poderia dizer o meu nome!
-E não! Essa questão da superstição só se enquadra para os homens. Isso é apenas uma forma de respeito da noiva com o seu futuro marido! Nada além disso!
Esse era o motivo? Tudo bem então! Não tenho muito que dizer.
— No meu caso, o meu futuro esposo precisará ter a aprovação do meu irmão e de fato só poderá chamar-me pelo nome no dia do casamento!
Diferente e muito interessante saber desse fato.
-Só uma coisa que esqueci de falar!
Ah pronto! Lá vem a bomba! Misericórdia, estava demorando.
-Diga!
Respondi direta e reta. Quero saber direitinho onde estou me metendo.
-Não o chame pelo nome perto de ninguém antes do casamento, ou isso poderá ser visto como um ato desrespeitoso e impuro!
Agora parando para pensar num detalhe. A quatro dias atrás, um pouco depois da assinarmos a papelada do casamento o Jason me pediu para trancar a porta e só então tomei coragem para chamá-lo pelo nome.
Algo dentro de mim temia pela minha sobrevivência!
Então era isso! E de fato só o chamei apenas uma vez pelo nome.
-Por mim está bem! Não será difícil até porquê o... você sabe quem está no exterior!
-Por acaso está sentindo falta dele? Eca!
-Está louca? Tenho coisa melhor para fazer!
-Oh, como sei!
-Debochada!
Dei língua para ela e Heloísa riu.
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Atualizado até capítulo 73
Comments
Teodovina Portela
estou gostando de ler
2024-02-05
2
Silvana Schuwanz bernardo
há então esse era o mistério do nome, uma tradição,ou melhor uma superstição 🤔
e Luciana parece que já está se apaixonando pelo Jason ❤️
2023-09-23
4