Capítulo 14

Durante o jantar aquele dia, China mais uma vez quiz colocar na cabeça de seu filho que ele tinha que ser humilde, educado.

— Alfred, eu queria retornar o assunto que tivemos de manhã.

— Papai eu já disse que vou tentar melhorar.

— Alfred, como exemplo eu vou citar seu avô Pedro, ele comandou esse morro por quase trinta anos, era adorado por todos os moradores, o vovô Pedro era assim que o chamavam.

— Sim pai eu me lembro disso, você tem razão.

— O papai distribuía cestas básicas a todos os moradores, ele fundou o Poli esportivo, para integração das crianças e adolescentes, ele respeitava e cuidava de todos.

— É verdade, vovô sempre teve um bom coração.

— E você Diogo, eu quero que você também aprenda a trabalhar com dignidade, eu me sinto responsável por você, pois tinha uma dívida com seu padastro e sei que ele tinha muito amor por você.

— Sim, ele foi muito bom comigo, não entendo até hoje por que ele agia errado com minha irmã Cassandra, que foi a causa de sua morte.

Alfred perguntou:

— E essa sua irmã, você nunca mais a viu Diogo?

— Não, nunca mais sei que ela foi adotada por uma boa senhora, e tenho certeza de que ela está bem, isso é que importa.

Na casa de Fabíola, Cassandra levou muito susto pois estavam a mesa de jantar quando Fabíola começou a passar mal.

— Cassandra, pegue o meu celular, ligue para mim para o doutor Régis, diz a ele para vir me ver imediatamente eu não me sinto bem.

— Vovó o que você está sentindo?

— Ligue para ele filha!

Cassandra percebeu que realmente Fabíola não estava bem e ligou para o doutor Régis.

— Boa noite doutor, aqui e Cassandra neta da Fabíola, por favor doutor venha rápido, minha vó não está se sentindo bem.

— Já estou a caminho garota, fala para ela deitar no sofá e me aguardar em quinze minutos estarei aí.

— Vovó venha se apoie em mim, vamos deitar no sofá o doutor já está vindo.

O Dr Régis chegou e começou a examinar Fabíola.

Fabíola estava deitada no sofá , tentando respirar fundo para aliviar as dores no peito, quando o Dr. Régis chegou. Ele se aproximou dela, examinou os sinais vitais e iniciou uma conversa.

— Fabíola, como está se sentindo hoje?

(ofegante): — Estou com muitas dores no peito e dificuldades para respirar, doutor.

— Há quanto tempo você sente esses sintomas?

— Desde ontem à noite.

— Você tem alguma doença cardíaca na família?

— Meu pai tinha problemas no coração.

— E você fuma?

— Sim, eu fumo um maço de cigarros por dia.

— Bom, Fabíola, com base nos sintomas que você me descreveu e considerando o histórico de problemas cardíacos na sua família, eu acredito que você pode estar tendo um infarto. Precisamos levá-la para o hospital para realizar alguns exames urgentemente.

Fabíola ficou assustada com a possibilidade de estar tendo um infarto, mas confiava no doutor Régis. Ela concordou em ir para o hospital imediatamente.

Cassandra acompanhou Fabíola ao hospital para fazer os exames.

Realmente depois de fazer muitos exames foi constatado um começo de infarto.

O médico explicou a Fabíola que ela precisava ser internada imediatamente para receber o tratamento adequado e evitar complicações maiores. Fabíola se preocupou com a possibilidade de ficar muito tempo internada, pois Cassandra iria ficar sozinha em casa.

Mas o médico a tranquilizou, explicando que seu restabelecimento era a prioridade.

Fabíola para se tranquilizar pediu a empregada para ficar alguns dias com Cassandra.

Durante a internação, Fabíola recebeu atendimento especializado, incluindo medicamentos para controlar a pressão e a dor no peito, além de suporte psicológico para lidar com o diagnóstico de um problema tão sério. Ela recebeu orientações sobre como se cuidar após receber alta e sobre a importância de fazer mudanças em seu estilo de vida para prevenir que o infarto se repita.

Após alguns dias de internação, Fabíola percebeu que estava se sentindo muito melhor. Ela agradeceu a todos que a ajudaram a passar por essa situação difícil, especialmente ao Dr. Régis, que a examinou prontamente e a orientou a buscar ajuda médica.

Fabíola percebeu que precisava levar a sério os cuidados com a saúde e tomou a decisão de mudar seus hábitos de vida para prevenir futuros problemas. Ela se comprometeu a parar de fumar, fazer exercícios regulares e adotar uma alimentação mais saudável.

Cassandra nesses dias que Fabíola estava internada, ficou muito preocupada, visitava ela frequentemente em companhia da empregada.

— Que bom vovó que você já vai voltar para casa, que você está bem.

— Sim minha querida vovó, já está bem melhor, não se preocupa não.

Depois daquele episódio Fabíola começou a ser mais cuidadosa com sua saúde.

Realmente parou com o cigarro, começou a se alimentar mais saudável, e todas as manhãs fazia caminhada de uma hora no quarteirão.

Cassandra adorava acompanhar sua avó nas caminhadas, elas conversava bastante durante todo o trajeto.

— Cassandra o ano que vem você já termina o ensino médio, logo vai poder ingressar em uma faculdade, já pensou em que você vai querer se formar?

— Vovó meu sonho sempre foi o de ser médica, desde quando eu via minha mãe deitada naquela cama, eu queria ser médica para ajudar as pessoas doentes.

— Sim médica é uma boa profissão querida, então rumo a faculdade de medicina Cassandra.

— Vovó esta faculdade é muito cara, não é justo você gastar seu dinheiro assim comigo.

— Dinheiro está aí para gastar, e nada melhor do que gastar para realizar nossos sonhos, e meu sonho e ver você realizada e feliz minha querida.

— Vovó você é tão boa comigo, nunca vou poder te agradecer o suficiente.

— Você não imagina o quão bem você me faz Cassandra com a sua companhia, já imaginou o que seria de mim se não tivesse você?

— Vovó, você nunca casou, não teve filhos, não tem nenhum parente próximo?

— Filha, minha mãe morreu no parto quando eu nasci, meu pai depois de dois anos desapareceu, deixando eu aos cuidados de uma tia que quando fiz dezoito anos faleceu.

— Nossa aí você ficou sozinha?

— Com dezoito anos me casei com um empresário bem sucedido, ele era bem mais velho que eu, ele era estéril por isso eu nunca tive filhos.

— Onde ele está?

— Ele faleceu tem vinte anos, fomos muito felizes, me deixou milionária pois tinha muitos bens e riquezas, a empresa eu vendi, pois não ia dar conta de tocar ela sozinha.

— Nossa vovó, deve ser triste viver assim sem praticamente ter família.

— Agora você vê o bem que tem me feito, você é minha única família minha filha.

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Comments

Mayara Santos

Mayara Santos

não entendi muito bem essa honestidade /Speechless/kkkkkkkkk

2024-12-03

0

Alline Ricci

Alline Ricci

Um traficante dono do moro dizendo que quer ver o Diogo trabalhador honesto /Facepalm/

2024-02-29

2

Aparecida de Fatima Garcia Pereira

Aparecida de Fatima Garcia Pereira

que maravilha autora parabens estou aguardado mais capitolo

2023-06-17

3

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