Capítulo 9

Sebastião por um momento saiu sem rumo, a única coisa que ele sabia é se não se escondesse poderia ser preso.

Depois de caminhar por algum tempo, lembrou de China o dono do morro.

Ele devia alguns favores a Sebastião, e com certeza iria ajuda lo.

Assim que Sebastião chegou na casa de China, um de seus homens foi até o grande portão perguntar o que ele queria?

— O que você quer aqui Sebastião?

— Preciso ver o China, preciso de um favor dele.

— Sei não se ele vai te atender, você conhece o China.

— Eu ele atende, pode avisar que eu estou aqui.

O homem conversou pelo rádio com China, que pediu para deixar Sebastião entrar.

China, o dono do morro, morava em uma casa enorme e imponente no topo da favela. A casa tinha três andares e várias janelas, todas com grades de ferro. Na entrada da casa, havia um portão enorme, também de ferro, que era sempre vigiado por dois homens armados.

O interior da casa era luxuoso e exótico. Os pisos eram de mármore brilhante e as paredes eram decoradas com tapetes de pele de animais selvagens, móveis de madeira escura e muitas plantas tropicais. A sala de estar tinha um enorme sofá em forma de L, que ficava de frente para uma grande televisão de tela plana.

Na cozinha, havia bancadas de aço inoxidável, vários eletrodomésticos modernos e um grande fogão a lenha. A despensa estava abarrotada de comida e bebida, incluindo muitas garrafas de bebidas alcoólicas importadas.

Os quartos eram espaçosos e cada um deles tinha uma cama de dossel enorme com lençóis de algodão branco e colchas de seda. Os banheiros eram revestidos de mármore e tinham banheiras de hidromassagem, chuveiros de alta pressão e espelhos enormes.

Do lado de fora da casa, havia uma grande piscina cercada por cadeiras de praia e guarda-sóis, e uma varanda ampla com uma vista panorâmica da cidade. Além disso, China tinha uma garagem subterrânea com várias motocicletas e carros de luxo. Tudo isso fazia com que a residência de China fosse vista com admiração e inveja pelos moradores da favela.

Sebastião já tinha ido naquele lugar algumas vezes, e já conhecia o luxo daquela casa.

— China, preciso da sua ajuda estou em apuros e preciso me esconder.

— O que aconteceu, Sebastião? Por que a polícia está atrás de você?

— Eu dei sonífero para a Cassandra minha enteada dormir e... Bem, você sabe, e brinquei um pouco com ela, fiz algo que não deveria ter feito e agora estou com medo de ser preso.

— Você sabe que isso é crime, certo? E você está querendo que eu o ajude depois de cometer algo tão grave?

— Não fiz nada de grave não, não cheguei a desvirginar a garota não, só umas lambidas na grutinha dela, umas mordidas nos peitinhos, nada de tão grave.

— Como nada de tão grave Sebastião, essa garota ainda é uma criança, você é sem noção mesmo, com tantas mulheres dando sopa, você vai escolher justo uma criança.

— Eu sei, eu sei, mas você me deve favores, China já te ajudei antes, salvei a vida do seu pai arriscando a minha própria pele.

Realmente, Sebastião descobriu que tinham armado uma cilada para Pedro, pai de China até então era Pedro que comandava o morro, e Sebastião foi avisar Pedro, mesmo correndo risco de morte.

— Está bem, vou te ajudar, mas isso não quer dizer que eu concordo com o que você fez.

— Obrigado, China, você não vai se arrepender.

Espero que não, mas vai ter que me pagar por isso.

— Claro, eu pago o que for preciso.

— E não conte com isso de novo, você tem que se cuidar melhor e não se envolver em coisas tão perigosas.

— Eu sei, China, eu sei. Obrigado novamente.

— Tudo bem, fique escondido na minha garagem subterrânea, lá tem uma suíte para você e o garoto e não faça nada estúpido enquanto eu resolvo esse problema para você.

Alfred filho de China tinha quinze anos e apareceu na sala dizendo ao pai.

— Papai, ligaram do hospital o vovô Pedro, não está bem teve outro infarto.

— Eu vou até o hospital Alfred, outro infarto vai ser difícil papai aguentar.

— Eu vou com você papai, eu quero me despedir do vovô em vida, porque eu gosto muito do vovô, mais já estou me preparando para o pior.

— Sim filho, nem sempre o dinheiro pode comprar a vida, é o caso do seu avô, tenho gastado rios de dinheiro com ele, mais não está resolvendo nada.

China foi até o hospital para ver como Pedro seu pai estava.

Quando ele e Alfred entraram, acharam Pedro ótimo, nem parecia estar doente.

— Doutor, recebi um telefonema seu de que meu pai estava muito mal, mais pelo que vejo ele já melhorou.

O médico não queria falar na frente do Pedro então pediu para China o acompanhar.

— Você já ouviu falar na melhora da morte? — Eu creio que é isto que está acontecendo com Pedro, aproveite estes últimos momentos.

— Sério doutor?

— Sim, sinto lhe dizer isso, mais é a realidade.

.China voltou para perto de seu pai, e o pai lhe disse:

— Você e meu neto estão preparados, pois sinto que chegou o fim da jornada para mim.

— Vovô, não diga isso, você vai ficar bem!

— Não queira se enganar meu neto, também já estou cansado, fraco e velho, vou descansar.

De repente Pedro deu um grito de dor, e foi ficando roxo, China gritou por socorro, os médicos vieram o mais rápido que puderam.

Mais já não tinham mais o que fazer.

No velório de China tinha muita gente, ele era muito querido na favela.

Pedro e Alfred, apesar de já estarem preparados para aquela perda, mais doi muito perder alguém tão querido como Pedro.

Na favela muitos os chamavam por vovô Pedro.

Alfred deu um beijo na face de seu avô, aquele era o último adeus.

China também fez o mesmo, beijou a face de seu pai e agradeceu a ele por tudo, se China hoje era este homem forte devia muito a Pedro.

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Comments

Sidnalva Sampaio

Sidnalva Sampaio

cd as imagens dos personagens autora

2024-08-30

1

Josete Feitosa

Josete Feitosa

fotos quero fotos

2024-08-01

0

Ver todos

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