Cecília: Caminho em silêncio até o cemitério. Não tem ninguém próximo ao túmulo do Maicon, me sento no chão, escorada a lápide dele.
Oi... Quero acreditar que está em algum lugar no céu e pode me ouvir. Viu que consegui? Você me disse que seria uma grande CEO, foquei nisso, para não me mergulhar da dor da saudade que sinto de você e consegui. As vezes me pergunto se algo que fizesse mudaria o desfecho daquele dia, porque teria sinceramente, feito qualquer coisa para não te perder. Sinto a sua falta Maicon, sinto falta das nossas conversas, das nossas brincadeiras bobas e da sua risada. Sinto muito, muito mesmo por ter morrido salvando a minha vida. Eu te amo meu parceiro de crimes, barra, meu motorista.
Me levanto, seco as minhas lágrimas e vou até o restaurante que combinei com o Dylan, ele fala sem parar do contrato com a Bismarck e acho ótimo, para me distrair.
Dylan: Tentei te distrair, mas parece distante amor. Vi as reportagens, quer falar sobre isso?
Cecília: Não, está ótimo falar sobre os contratos. Preciso me distrair!
Dylan: Tudo bem, você está linda.
Cecília: São os seus olhos.
Dylan: Quer sobremesa?
Cecília: Não. Podemos ir embora?
Dylan: Devemos.
Pago a conta, meu motorista chega, dispenso o da Cecília e seguimos para o meu apartamento. Coloco uma música suave para tocar e beijo a Cecília, as nossas línguas dançam numa sincronia perfeita, passo a mão pelo pescoço dela, trazendo para mais perto e mordo os seus lábios. A Cecília suspira pesado, quando a minha mão adentra os seus cabelos e puxo sem força, expondo se pescoço.
Cecília: Dylan...
Sinto os lábios úmidos do Dylan tocando o meu pescoço e fico arrepiada com ele sussurrando no meu ouvido.
Dylan: Não farei nada com você aqui amor.
Cecília fica ofegante, entramos no apartamento e tiro o sobretudo dela. Em seguida desço o zíper do seu vestido, ela sobe no meu colo e subimos nos beijando até o meu quarto. Cecília desce do meu colo, tiro a minha roupa encarando ela de lingerie preta, me olhando com malícia.
Cecília: Dylan fica só de cueca boxe vermelha e volta a me beijar. Tiro os meus sapatos de salto alto e ele tira o meu sutiã e a minha calcinha.
Dylan: Encosto a Cecília na parede coloco uma perna dela no meu ombro e beijo a sua intimidade, pego um pequeno vibrador no criado mudo e coloco no clitóris dela, enquanto a penetro com a língua. Ela geme alto, chamando o meu nome e goza na minha boca.
Gostosa!
Cecília: Dylan me vira de costas, e me penetra de uma vez, ele vai rápido e forte, sem me dar trégua. Fico com as pernas moles e o Dylan me debruça sobre a cama e volta a me penetrar. A cada estocada dele, sinto o meu corpo inteiro incendiar, me estremeço delirando de prazer. Tenho um orgasmo múltiplo e o Dylan goza logo em seguida nas minhas costas. Ele me limpa com a blusa dele e seguimos juntos para o banho. Temos uma segunda rodada se sexo no chuveiro e uma terceira na banheira. Deitamos e pegamos no sono juntos.
Dylan: Acordo sozinho, olho o meu celular e tem uma mensagem da Cecília avisando que ia passar em casa, antes de ir à empresa. Rolo para o lado me espreguiçando e sinto o cheiro do perfume dela no travesseiro. Dou um sorriso, me levanto, sigo até o banheiro para fazer a minha higiene.
Na mansão da Cecília...
Cecília: Bom dia família.
Beijo o meu pai e a minha mãe.
Julia: Bom dia filha.
Bernardo: Bom dia amor pai.
Cecília: Onde está a Ana e o Felipe?
Júlia: O Felipe já saiu para faculdade, está em semana de provas e a Ana não quis levantar.
Cecília: Mãe, pede para fazer as panquecas preferida da Ana.
Falo indo em direção a escada.
Júlia: O que vai fazer filha?
Cecília: Trazer a Ana para tomar café da manhã.
Bernardo: Cecília!
Cecília: Vocês dois parece que não me conhece, vou apoiá-la.
Bernardo: Esse é o problema filha, te conheço bem demais.
Cecília dá um sorriso e sobe.
Cecília: Entro no quarto da Ana, ela está deitada na cama, encolhida com o olhar perdido.
Ana: Cecília entra no quarto e senta na cama ao meu lado, ela passa a mão com carinho pelo meu rosto e me dá um beijo no topo da cabeça.
Bom dia.
Cecília: Bom dia! Vim te chamar, para tomar café da manhã.
Ana: Não estou com fome.
Cecília: Tudo bem, se o que precisa é apoio, vou te apoiar.
Ana: Sério?
Cecília: Claro! Desabafa.
Ana: Não quero levantar, comer ou respirar. Me sinto culpada pelo sofrimento de todas aquelas pessoas, chorando no cemitério e sinto falta do Maicon...
Cecília levanta, fica em pé na cama e começa a literalmente me chutar, até eu levantar, enquanto fala comigo.
Cecília: Te apoiei te ouvindo, agora levanta, troca de roupa, porque vamos correr um pouco para aliviar essa tensão e depois tomar café da manhã juntas!
Ana: Ficou louca Cecília? Isso não é dá apoio, fiquei dolorida.
Cecília: Não fiquei louca, mas não deixá-la definhando nessa cama. Sobrevivemos Cecília, viver é nossa obrigação, muitos não tem essa opção. A culpa não é sua e também não é minha, escolhas foram feitas naquele dia e infelizmente não podemos mudar o desfecho. Todo mundo tem problemas e essa família, já provou que superação está no sangue e corre nas nossas veias.
Ana: Abraço a Cecília e ela seca as minhas lágrimas.
Cecília: Vai superar, ontem foi difícil para todos, mas ainda sim, a cada ano é menos doloroso. Sinto falta do Maicon, mas ele deu a vida dele por nós, então precisamos viver por ele!
Ana: Está certa!
Cecília: Agora vai se trocar, porque depois do café da manhã vamos ao shopping bater perna e fazer comprar.
Ana: Odeia ir ao shopping.
Cecília: Mas, você ama e precisa sair de casa um pouco!
Ana: E a empresa? Nunca se atrasa!
Cecília: Estará no mesmo lugar se chegar mais tarde e nunca será mais importante que você!
Ana se veste e saímos para correr. Fazemos uma corrida e como sempre, eu ganho. Ela abaixa com as mãos no joelho, para recuperar o fôlego e acaba tendo uma crise de choro. Fico com ela, até se acalmar e voltamos para casa. Ana desce com os olhos vermelhos, come um pouco e saímos para o shopping. No shopping ela come um monte de porcarias, compra várias coisas e se distrai um pouco. Pegamos uma sessão de cinema, volto com ela para casa e posso vê-la mais leve. Vou para empresa, por sorte o Theo voltou e já está trabalhando. Entro na empresa e vejo uma funcionária chorando a ponto de soluçar. A Soraia se assusta quando me vê, e falo diretamente com ela.
Na minha sala, agora!
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Atualizado até capítulo 92
Comments
Dyovanah Gesu
Quanto amor envolvido 😂😂
2025-02-13
0
Maria Aparecida Nascimento
Talvez a Soraia estava humilhando a funcionária da empresa da Cecília
2024-10-28
1
Arlete Fernandes
A tragédia delas abalou todos eles que horror!
2024-10-23
0