Oito anos depois...
(Ana e Cecília, gêmeas idênticas. 26 anos)
Cecília: Como de costume acordo muito cedo, faço a minha higiene me troco e vou correr. Corro até chegar a exaustão. Sento um pouco no jardim secreto, me levanto quando lembranças de exatos oito atrás, invadem a minha mente. Entro em casa, tomo um banho demorado e entro no closet para escolher um vestido. Pego um vestido preto tubinho, com mangas e um decote em V. Coloco uma meia calça preta e pego um scarpin louboutin preto. Me olho no espelho toda de preto e seguro com força a corrente que era do Maicon.
Ana: Bom dia maninha. Está pronta?
Cecília: Estou sim, desço num instante.
Beijo a bocheca da Anna e ela me puxa para um abraço apertado. Ela me dá um sorriso doce e sai.
Ana: Cecília está agindo como se não fosse nada de mais ir ao cemitério, como se nesses oito anos, ela tivesse superado tudo que passamos, mas eu sei que por trás de toda aquela arrogância, ela sofre. O Maicon não era só o nosso motorista, crescemos brincando com ele, ele sempre nos protegeu e principalmente nos amou como se fossemos as filhas que ele não teve.
Júlia: Bom dia filha.
Ana: Bom dia mãezinha.
Beijo e abraço a minha mãe. Descemos e sentamos na mesa para tomar café da manhã.
Cecília: Bom dia mãe.
Passo pela minha mãe, beijo o topo da cabeça dela e me sento na mesa.
(Júlia, 46 anos e Bernardo, 52 anos. Principais da obra "Simplesmente Ela É Demais II". A foto é só para recordarem dos personagens).
Bernardo: Bom dia.
Cecília e Ana como sempre respondem em coro, beijo primeiro a Júlia e depois beijo o topo da cabeça das minhas filhas.
Júlia: Amor, não vi o Felipe.
Bernardo: Desculpa meu bem, esqueci de avisar, que ele sairia cedo para faculdade e não iria ao cemitério.
Júlia: Tudo bem, mais tarde ligo para saber se ele está bem.
Bernardo: Filha, infelizmente não vamos conseguir, barrar os fotógrafos hoje no cemitério.
Cecília: Pode deixar que lido com os abutres. Tenho algumas reuniões pela tarde e só volto amanhã. Depois vou à casa do Dylan.
Bernardo: Não gosto de Dylan filha.
Cecília: Pai, já falamos sobre isso, ele é o meu noivo e logo vamos nos casar.
Júlia: E estaremos torcendo pela sua felicidade filha.
Falo encarando o Bernardo, que rosna com Cecília falando sobre o casamento.
Bernardo: Vou continuar não gostando dele.
Cecília: Porque não gosta dele pai?
Bernardo: O Dylan gosta mais da fortuna dele, do que qualquer outra coisa.
Cecília: Acredito que ele se importa muito com o trabalho e nesse quesito somos perfeitos, porque para mim as empresas vêm em primeiro lugar. Mas, daí a dar mais valor ao dinheiro, não concordo.
Bernardo: E só disso que ele fala, é desagradável e francamente não te merece.
Cecília: Isso porque ninguém na sua opinião vai me merecer, é doente de ciúmes pai.
Bernardo: Claro que não sou.
Cecília: Expulsou o Dylan, apontando uma arma para cabeça dele, de dentro propriedade! Aonde isso é normal?
Ana: É pai, os homens dessa família são doentes de ciúmes.
Bernardo: Estava se agarrando com você, num almoço de família, deveria ter dado um tiro nele.
Júlia: Vamos encerrar esse assunto, que só de lembrar tenho vontade de te mandar, para o sofá de novo.
Bernardo: Assunto encerrado. Agora, vamos!
Cecilia: Me levanto, saímos de casa e nos encontramos com os nossos familiares saindo da propriedade. No portão tem vários repórteres e os nossos seguranças não os deixam se aproximar do carro. Seguimos em silêncio até o cemitério. Desço do carro e alguns reportes se aproximam.
Repórter: Como se sente Cecília, sabendo que o seu sequestro teve como consequência tantas perdas?
Repórter II: Cecília se sente responsável por todas as mortes para o seu resgate?
Repórter III: Ana, ainda ajudam as famílias das pessoas que deram a vida para salvá-las?
Cecília: Ana, não tem culpa de nada, não deixa que isso te abale.
Visitamos todos os túmulos, fico pouco tempo em casa um. Passo pelo do Maicon e sinto uma angústia grande. Falamos com todos os familiares dos homens, que deram a vida naquele dia para me resgatar e saímos do cemitério.
Ana: Cecília segue para empresa e não consigo fazer mais nada hoje. Volto com os meus pais para casa muito abalada.
Cecília: Sigo para empresa e resolvo entrar pela porta principal, para ver como estão as coisas. Assim que entro, noto as recepcionistas pararem de conversar e ajeitarem a postura, uma delas pega o telefone e disca o número da minha secretária. Me aproximo, ela fica pálida, pego o telefone da mão dela e coloco no gancho.
Da próxima vez que avisar os outros setores que cheguei, estará na rua.
Secretaria: Não vai se repetir senhora Cecília.
Cecília: Subo pelo elevador dos funcionários e assim que as portas se abrem, encontro a Tassiane lixando as unhas, enquanto masca um chiclete de boca aberta, falando no celular, segurando pelo ombro.
Bom dia!
Tassiane: Quase caio da cadeira quando escuro a voz do diabo de prada.
Meu Deus, que susto senhora Cecília. Bom dia!
Cecília: Tassiane desliga o telefone, joga o chiclete fora e se ajeitar na cadeira.
Quero o relatório da Bismarck agora!
Tassiane: O diabo de prada está de péssimo humor e já sei que será um dia longo. Pego o relatório e reviso antes de entregar.
Posso ajudar em algo mais?
Cecília: Vou almoçar na minha sala hoje, reserve o restante de sempre para um jantar a dois e não deixe ninguém entrar até a hora da reunião.
Tassiane: Certo, licença senhora Cecília.
Cecília: Estou no topo do prédio mais alto de Seattle, daqui tenho uma visão privilegiada de toda a cidade, fico uns instantes olhando para tudo isso e pensando se vale a pena. Me sento e reviso cada vírgula do relatório da Bismarck. Eles querem uma parceira e até seria vantajoso, mas não sei se estão dispostos a seguir com essa parceria sobre o meu comando. Tassiane trás o meu almoço, como e fico assinando alguns contratos, enquanto aguardo os representantes da Bismarck.
Tassiane...
Tassiane: Senhora Cecília...
Cecília: O que significa isso?
Tassiane: Foi o senhor Dylan que incluiu.
Cecília: Com ordens de quem?
Tassiane: De ninguém senhora Cecília, só achei, que como ele é o seu noivo, não teria problema.
Cecília: Não é paga para achar nada Tasiane. Ser a noiva do Dylan não é motivo para incluir um contrato de parceria em nome da minha empresa. Leve isso daqui e da próxima vez, não faça um contrato sem me consultar.
Tassiane: Tudo bem senhora Cecília. Sinto muito.
Cecília: Tento ligar para o Dylan e ele não me atende. Talvez tenha sido melhor assim, estou irritada demais para conversar com ele agora.
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Atualizado até capítulo 92
Comments
Aline Priscila 🎀
Que demais esse primeiro capítulo! Cecília uma mulher linda, poderosa, elegante, dona de si, mas que carrega suas dores dentro de si e não mostra a ninguém. Será que alguém será capaz de chegar no mais profundo da Cecília e derrubar essa armadura que ela criou em volta de si?
Essa história prometeeeeee minha gente! AMEI!
2023-06-01
224
Natalina Santana
A Cecília é durona por fora pois ela guarda toda a sua dor e não divide com ninguém, mais tenho certeza wue vai aparecer alguém pra quebra esse gelo.
2025-03-26
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엘리 케이로스
PV:ESSA ARTIMANHA QUE O TAL DO DILAN FEZ DE JA MOSTRAR QUE O BERNARDO ESTA CERTO ELE NAO E DE CONFIANÇA /Scream/
2025-02-09
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