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A minha crise me deixou em alerta, eu sabia que não podia continuar ali se eu quisesse poupar os meus slavus de uma vida inteira comigo. Sou defeituosa e eles merecem mais, do que ter uma domine como eu. Durante uma noite longa e fria, depois de alguns dias a minha mãe esperou pacientemente por mim. Enquanto, eu pulava a janela com uma pequena bolsa de costa, com algumas roupas. Eu deixei o meu celular para trás e fui embora com a minha mãe.
Ela dirigiu por quase 17 horas seguidas, eu olhava pela janela para o horizonte atrás de mim e chorava em silêncio, pela vida que deixei para trás.
Meu corpo era um poço de remorso, porém, eu sabia que essa era coisa certa a se fazer.
Nos páramos numa pequena cidade costeira, que ficava em frente a praia. Uma cidade isolada, onde passaríamos a morar. Eu desço do carro velho da minha mãe, em frente a uma pequena casa de madeira. Bem humilde, uma senhora sai de dentro e a minha mãe a comprimenta. Nos entramos na casa e um quarto foi preparado, para eu e minha mãe ficarmos. É um quarto pequeno que teremos que dividir, paredes com tinta descascando e um pouco de mofo. É úmido e tem um cheio não muito bom, diferente do meu grande quarto azul. As lembranças da mansão inundam a minha mente e eu sinto saudades de uma casa, em que passei poucas semanas.
Os dias se passam e o meu medo de ser achada por eles, vai diminuindo. Minha mãe escolheu um bom lugar para se esconder, com o dinheiro que eles tem. Devem estar me procurando por todo o país, mas tenho certeza que logo eles desistirão de me procurar.
2 anos depois...
Pego o carro da minha mãe que está quase parando de tão velho, ela me chama de longe.
__ Cuidado, só temos esse carro.__ Ela diz, com um sorriso enorme no rosto, diferente de quando chegamos aqui.
__ Eu sempre tomo cuidado. __ Falo.
Ela da um tapinha no meu ombro e entra no carro, sentando no banco do passageiro. Faz algumas semanas que fiz 18 anos e agora a função de dirigir, é minha.
Eu entro no carro e arranco, com ele. Nos passamos perto da feira do peixe, que acontece todas as sextas e sábados e compramos alguns para o jantar. Na volta, paramos num posto de gasolina, enquanto abasteço a minha mãe entra no posto para comprar cigarros para ela.
Algo que descobri nesses dois anos que vivo com a minha mãe, é que se ela não tiver um cigarro na boca ela enlouquece.
Enquanto, abasteço o meu carro. Um caminhão para atrás de mim na fila. Desce um homem, com calças jeans, chapéu e botas pontudas. Um verdadeiro caipira, ele está com uma garrafa de cerveja na mão. Ele me encara e eu o encaro de volta, ele deve ter a idade da minha mãe, percebo que ele está olhando para os meus peitos.
Isso me causa um deja vu, isso já aconteceu comigo antes, mas quem estava comigo foi Illay. O pensamento passa pela, a minha cabeça e eu tento limpar a mente, para parar de pensar nele. Nesses últimos dois anos, não tem um dia que eu não pensei nos meus slavus. Não importa, o quanto eu tentasse não pensar neles eu não conseguia.
Uma mão repousa no meu ombro, é a minha mãe. Ela me da, um sorriso meigo.
__ Vamos?__ Ela indica o carro e eu consinto, com a cabeça.
Nos pegamos a estrada, no caminho minha mãe coloca uma música da Lady gaga para escutamos. Nos cantamos, até perdemos a voz. Até que eu vejo pelo o retrovisor, o caminhão daquele homem tentando nos ultrapassar.
__ Olha para isso mãe. __ Faço, um gesto com a cabeça mostrando para ela, o que aquele senhor está tentando fazer.
__ Deixe ele passar.__ Ela pede.
E eu faço, o caminhão passa por nos e por um momento, eu senti um alívio. Esse momento durou só alguns segundos, quando o caminhão tombou na nossa frente, foi como ver tudo em câmera lenta.
O barulho nos atingiu com tudo, eu tentei parar o carro, mas o nosso freio não era muito bom, pensando agora se o carro fosse novo tudo que aconteceu em seguida, poderia ter sido evitado.
Eu tentei desviar, mas tudo o que consegui foi bater com a lateral do carro, em cheio no caminhão. O lado que a minha mãe estava, o impacto foi tão grande que eu apaguei na hora.
Uma grande escuridão envolve a minha mente, depois uma luz ou uma memória, uma memória do dia que fugi dos meus slavus. Pela manhã, bardon veio até mim e me deu um selinho nos lábios, foi o meu primeiro beijo e ele ficou chocado quando eu disse isso para ele. Então, ele me deu outro beijo, um beijo de verdade. Com direito a língua e uns amassos, quando terminamos ele pareceu culpado por fazer isso com uma adolescente.
Para ele foi quase um pecado, algo sujo que ele não deveria ter feito, mas para mim, foi como ir no céu e voltar. Mesmo, assim eu decidi partir, para longe. Eu não me arrependo do que fiz, mas se eu voltasse no tempo, talvez não tivesse feito a mesma escolha. Talvez, só talvez, eu teria decidido ficar.
Mas não tem como eu saber que decisão eu tomaria, o passado já ficou para trás. Tudo o que tenho é o futuro, para me agarrar.
Eu acordo numa cama de hospital, sentindo muita dor, meu corpo estala de dor. Eu me levando atordoada, não tem ninguém no quarto.
A minha mãe? É a primeira coisa que penso, eu tiro os tubos do meu braço e sangue escorre. Eu me levanto e saiu do quarto. Minha cabeça está girando e a luz branca me deixa cega.
__ Mille?__ Uma voz rouca e familiar me chama, eu me viro para encarar os olhos negros e profundos de Cardan.
Com tantos sentimentos, transparecendo que me faz me lembrar o pecado que cometi, no momento que o vejo eu congelo no tempo. Ele se aproxima de mim e cruza os seus braços na minha bunda, me levantando no ar e me abraçando de forma tão amável que faz o meu coração doer.
__ Não acredito que você está nos meus braços novamente. __Ele sussura.
É ele mesmo? Seu corpo musculoso colado no meu, sua respiração no meu pescoço tudo é real. Ele me coloca no chão e os meus olhos viajam para os dois homens com expressões terríveis no rosto, Illay e Bardon, parecem não gostar tanto assim de me ver, como Cardan.
Eu fico tonta e obrservo Illay se aproximar, em passos largos, porém, eu desmaio nos braços de Cardan antes dele chegar.
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Atualizado até capítulo 83
Comments
Clesiane Paulino
Será que a mãe dela sobreviveu 😢😢😢
2025-01-27
0
Andressa Silva
será que a mãe dela sobreviveu?
2024-01-31
12
Elba Anunciacao
A mãe deve ter morrido. Só espero que o pai dela não queira vingança.
2023-08-08
13